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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 806 / 2015

27/01/2015 - 08:56:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Cartão de crédito, o vilão!

Um problema constante que muitos consumidores enfrentam: Você abre a fatura de seu cartão de crédito e se dá conta de que gastou demais com aquelas compras faturadas. E agora? Claro que não vai dar para fazer o pagamento integral. E aí começa o grande problema. Só deu mesmo para pagar o valor mínimo, que é 25% do total. No mês seguinte, a fatura chega quase com a mesma quantia do seu salário. Os juros são exorbitantes, assim como multas e taxas. Sua dívida se tornou uma grande bola de neve. Existe solução para tirar você do “fundo do poço”. Primeiro, saiba que a sua casa não é a única que se encontra nessa situação. Mais da metade das famílias brasileiras está com a conta no vermelho, entre elas, 75,8% em função das “facilidades” do cartão de crédito, que hoje é considerado o maior vilão do endividamento dos lares. Isso porque, a primeira vista, parece ser apenas um meio que dá a você a vantagem de adiar o pagamento de seus gastos. Porém, muitos ignoram que, por trás dessa comodidade, estão altas taxas de juros. 

Sempre crescendo

Em um ano, sua dívida com o cartão de crédito pode se tornar sete vezes maior. Ou seja, se você não quitar uma fatura de R$ 1 mil, após 12 meses, a dívida pode chegar a R$ 7 mil. Saiba que isso aconteceu porque o Custo Efetivo Total (CET) pode variar de 80% a mais de 600% ao ano. Ele se refere a todos os custos: juros, tarifas iniciais, encargos e impostos. Portanto, fique de olho: essas taxas são muito salgadas e, por isso, não vale a pena adiar o pagamento do cartão. 


Mudando

Como a dívida ficou impagável, a solução é arragaçar as mangas para sair dessa enrascada.  Mesmo que você já esteja com 100% de sua renda comprometida com dívidas, não cruze os braços: mudanças radicais no seu estilo de vida serão necessárias para alcançar o equilíbrio financeiro novamente. Considere morar em um lugar mais barato, mudar seus filhos de escola ou vender o carro e dispensar a empregada ou a diarista.


Primeiros passos

Divida o total de suas dívidas, incluindo todas as parcelas de financiamentos (menos o imobiliário, que corresponde à despesa do aluguel) pela renda familiar. Se perceber que 30% do seu orçamento já estão comprometidos, ligue o sinal de alerta, abrindo mão de gastos pessoais. Caso já passe dos 50%, é hora de, por exemplo, trocar de carro por um modelo mais econômico. E vale lembrar que qualquer renda extra, como o décimo terceiro salário, férias ou restituição do Imposto de Renda, deve ser usada para o pagamento das dívidas. Isso vai ajudar você a não cair mais em ciladas do chamado “crédito fácil.” 

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