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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 806 / 2015

27/01/2015 - 08:53:00

SURURU

Assalto ao Erário

DA REDAÇÃO

Há 25 anos o DER-AL reuniu proprietários de terras do litoral Sul do Estado para comunicar que o Estado pretendia construir a rodovia AL-101, mas não tinha recursos para indenizar as faixas de terras por onde passaria a estrada. Liderados pelo usineiro Nivaldo Jatobá, os fazendeiros assinaram um documento em que renunciavam ao direito de indenização e se comprometiam a não ajuizar ações judiciais nesse sentido, visto que a rodovia iria supervalorizar suas terras, além de desenvolver o turismo na região.

Como de fato ocorreu. Inaugurada a rodovia – início de 1991 – o usineiro Nivaldo Jatobá foi primeiro a entrar na justiça cobrando ao DER-AL uma indenização milionária pela faixa de terra ocupada pela via. Ele pediu R$ 15 milhões e a justiça arbitrou em R$ 5 milhões em um processo cheio de vícios e omissões dos vários poderes. Insatisfeito com os R$ 5 milhões, Nivaldo Jatobá recorreu da sentença, e no apagar das luzes do governo do usineiro Téo Vilela conseguiu o impossível: trocar uma dívida de R$ 77 milhões em ICMS pela indenização a que teria direito. Tudo feito à sorrelfa, com a omissão da PGE, a conivência do governador e a coordenação do secretário da Fazenda, o também usineiro Maurício Toledo.   

Vendida como uma simples compensação tributária, a operação foi na verdade um escandaloso acordo imoral, ilegal e lesivo aos cofres públicos. E em nome da decência e da moralidade no serviço público, a maracutaia precisa ser anulada pelo governador Renan Filho para reduzir a he-rança maldita deixada pelo governo tucano. 

Renan esclarece

O governador Renan Filho – através da Secom – enviou e-mail ao jornal EXTRA  esclarecendo que “todas as nomeações realizadas pelo governo do Estado estão sendo feitas tendo como base na impessoalidade e na competência técnica - independente da opção política de cada um, por ser este o melhor caminho para o serviço público, para o exercício real da cidadania e para o avanço que Alagoas precisa”. Está dado o recado .

Desespero de Matheus

O prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus (PMDB), avisa que só abre mão da disputa da presidência da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) caso o senador Renan Calheiros peça encarecidamente que ele desista. Para tentar colocar mais lenha na fogueira desta disputa, Matheus pediu à assessoria do governador que o encaixasse para uma reunião. O prefeito de Marechal Deodoro sugeriu que o seu vice fosse Remi Calheiros, prefeito de Murici.


Revide

Do lado considerado mais forte na disputa da presidência da AMA, o prefeito de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão (PTB), já ligou para o atual mandatário da entidade, Jorge Dantas (PSDB), para formalizar a mesma chapa para disputar o cargo novamente. A atitude de Beltrão é um revide ao endurecimento de Cristiano Matheus contra a sua candidatura. Marcelo tem 30 prefeituras lhe apoiando e Dantas mantém influência em diversos municípios do Sertão. 

Misancene

O deputado Antônio Albuquerque até que se esforçou para se apresentar como paladino da moralidade na casa dos horrores em que se transformou o legislativo estadual. Ao demitir 213 comissionados da Assembleia, AA jogou para a plateia, pois sabe ele que seu ato atropela o Regimento Interno da casa e certamente será anulado pela nova mesa diretora.  


Misancene 2 

Quem ouviu Albuquerque confessando-se escandalizado com a roubalheira na Assembleia ficou a se perguntar se o deputado estava fora do planeta nos últimos 25 anos.  AA parece ter incorporado o espírito rebelde do colega JHC, mas esqueceu que ele próprio sempre foi uma dos maiores beneficiários da bandalheira que marcou o Legislativo nos últimos tempos. 


 Misancene 3 

Albuquerque aproveitou seus 15 minutos de fama como presidente-tampão da Assembleia para se vingar dos colegas deputados que o alijaram do comando do Legislativo nos últimos quatro anos. Até tentou posar de bom moço, mas quem foi lobo jamais será cordeiro.

 
Misancene 4

Não faz muito tempo, Antônio Albuquerque foi acusado pela PF de comandar uma organização criminosa que desviou R$ 300 milhões da folha da Assembleia.  Agora, travestido de cordeiro, anda falando como quem tivesse recebido de Deus uma revelação: “No comando da Assembleia, vivi o céu da ilusão e o inferno da realidade”. Filosofia de botequim. 

Sob suspeita

Na avaliação que fará de todos os contratos feitos na gestão passada, o governo vai ter que se ater ao assinado entre a Indra Brasil Serviços e Soluções Tecnológicas S.A., um dos braços da multinacional espanhola Indra Company, e a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau). O motivo: há quem diga que a maioria dos contratados é formada por apadrinhados, filhos de empresários e até dondocas.


Sob suspeita 2

Somente em 2014, a empresa embolsou R$ 14.503.085,90, a maior parte – R$ 13.876.127,96 - pelo contrato com a Sesau. Outros R$ 626.957,94 foram pagos ao longo do ano passado pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Alagoas. Os valores estão no Portal da Transparência Ruth Cardoso.


Sob suspeita 3

Voltando à Sesau. As informações são de que 80% das contratações feitas pela empresa de Tecnologia a Informação são de ocupantes de cargos administrativos e só o restante de profissionais da área de TI. Contratações estas feitas pelo coordenador setorial de TI da pasta Celyrio Adamastor Barreto Acyoli Neto.


Mais suspeitas

Ainda na Secretaria de Estado da Saúde, pairam suspeitas sobre a folha de GPF (Gratificação de Produtividade Funcional), paga a servidores lotados na sede da pasta. O problema é que em alguns setores, como o GABIN, até dezembro eram 68 funcionários recebendo a GPF, mas apenas 15 efetivamente trabalhando.

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