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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 805 / 2015

21/01/2015 - 07:18:00

Mentes perigosas 1

Maurício Moreira

Em seu brilhante livro “Mentes Perigosas” a famosa psiquiatra e brilhante escritora dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, comenta que o fenômeno da psicopatia precisa ser exposto e explicitado a toda sociedade da forma como o tema é de fato: um enigma sombrio com drásticas implicações para todas as pessoas “de bem” que lutam diariamente para a construção de uma sociedade mais justa e humana.

Após séculos de especulações e décadas de estudos - a maioria deles baseados na experiência dos seus autores -, esse mistério começa a ser revelado.Ela afirma que é preciso estar atento para o fato de que, ao contrário do que se possa imaginar, existem muito mais psicopatas que não matam do que aqueles que chegam à desumanidade máxima de cometer um homicídio.

Cuidado, os psicopatas que não matam não são, em absoluto, inofensivos! Eles são capazes de provocar grande impacto no cotidiano das pessoas e são igualmente insensíveis. Estamos muito mais propensos e vulneráveis a perder nossas economias ao cair na lábia manipuladora de um golpista do que perder a vida pelas mãos de assassinos.

Para enfrentar esse tipo de pessoa é preciso seguir o pensamento de força e coragem de um autor desconhecido, que diz o seguinte: “Muitas vezes, na vida, não sabemos avaliar o que realmente necessitamos: se força ou coragem... Há momentos em que precisamos das duas! Veja só: É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil... É preciso força para se defender, mas é preciso coragem para não revidar...

É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para não se render. É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro. É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los. É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir ajuda. Parece fácil... Experimenta!”.A dra. Ana Beatriz ressalta que para os psicopatas, obrigações e compromissos não significam absolutamente nada.

Nas relações interpessoais não honram compromissos formais ou implícitos com as outras pessoas. Por isso, nunca acredite em acordos escritos ou verbais com eles, pois nunca irão cumpri-los totalmente. Talvez o façam parcialmente no início do acordo somente para impressionar e ganhar a confiança de suas vítimas. Mas uma coisa é certa: mais cedo ou mais tarde eles irão “aprontar”! Os psicopatas têm como propósito maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar, causando dor, angústia e sofrimento às suas vitimas para poder fragilizá-las. Segundo a autora do livro, a política propicia o exercício do poder de forma quase ilimitada. Poucos cargos permitem um exercício tão propício para atuação dos psicopatas.

A “renda” material que eles podem obter também é praticamente incalculável, quando exercem a profissão de forma ilegal. Esse fato pode ser facilmente verificado pelas inúmeras manchetes que diariamente noticiam os diversos crimes cometidos por maus políticos: lavagem de dinheiro público, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, evasão de divisas, crime de peculato, desvio de recursos de obras públicas, envio ilegal de dinheiro ao exterior e por aí vai.

Termino elogiando o brilhante livro da escritora Ana Beatriz, que deu uma grande contribuição a nossa sociedade como um todo. E continuo afirmando que os olhos de Deus estão em todo lugar, através da imprensa livre. 

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