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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 805 / 2015

21/01/2015 - 07:12:00

Carta aberta ao governador

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

Encontra-se o Poder Legislativo de Alagoas numa situação crítica: desde 2003 os valores repassados à Assembleia se acabam em novembro e os salários de dezembro e o décimo terceiro ficam comprometidos.Aí começa a novela: vão os deputados, de pires na mão, pedir suplementação ao governo do Estado.

Ninguém se preocupa em saber como foi gasto e para onde foi tanto dinheiro.Notícias dão conta que os parlamentares dividem cotas de dinheiro entre si, recebem dos comissionados parte dos salários pagos, laranjas são beneficiados com altos valores decorrentes de acordos feitos com os bancos que recebem os duodécimos do Legislativo.

Não adianta denunciar às autoridades porque nada acontece. Eles, os deputados, praticam atrocidades, zombam dos servidores, cortam salários aleatoriamente, promovem pessoas ligadas a eles sem nenhum critério.

O último presidente da ALE, um traidor inconsequente, elegeu-se várias vezes, ao arrepio da lei, e deixou os servidores desamparados sem 13º salário e o mês de dezembro. Por tudo isto foi premiado e assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas.

Os outros membros da Mesa foram coniventes e o segundo secretário foi o mentor intelectual dos crimes.Encontramo-nos hoje perigosamente órfãos. Nossas esperanças estão depositadas na Justiça e gastamos fortunas com advogados para recuperar nossos direitos.Entra ano, sai ano e a situação se agrava.

O Ministério Público tentou pedir à Justiça punição para os culpados e recebeu a resposta curta e grossa: o duodécimo do MP foi cortado pelos deputados e só foi recuperado pelo Supremo Tribunal Federal.Os componentes da Mesa criaram um subteto ilegal, ferindo frontalmente a Constituição Federal.

Mais uma vez pagamos advogados para defender nossos salários. Mas, os últimos companheiros que recuperaram o teto constitucional não tiveram o prazer de ver seus direitos implantados no contracheque mensal em desobediência às liminares exaradas pelo TJ.São homens, os deputados, que se acham inatingíveis, acima do bem e do mal.

Eles podem tudo e nada acontece. Servidor é tratado com grosseria e sem o mínimo respeito.Todos vão querer saber porque me dirijo ao governador, se o Legislativo é um Poder autônomo. A grande verdade é que vem aí outra Mesa Diretora e a eleição dos novos membros que irão administrar a Casa, passa, mediante acordo, pelo Executivo.

E aí o meu pedido: pelo amor de Deus, tire esses deputados viciados em corrupção da nova Mesa. Precisamos de pessoas que saibam administrar, não desviem dinheiro público, diminuam o número de comissionados de 900 para 300, paguem o que retiraram dos servidores, enfim, sejam homens decentes.Não aguentamos mais lidar com desacertos constantes, técnicos que fraudam a previdência e o imposto de renda.

Os aposentados são perseguidos e perdem vantagens obtidas há 30, 40 anos.É impossível que entre os 27 eleitos não possam ser escolhidas pessoas que tentem enxugar o quadro da ALE, proporcionando condições de trabalho minimamente decentes.O segundo secretário não pode voltar: é um feiticeiro que manipula a folha da Assembleia da maneira que lhe convém.

Ouça senhor governador uma idosa de 73 anos que poderia ser sua avó, e corrija o Poder Legislativo de Alagoas, colocando na sua direção deputados sérios, comprometidos com a ética e o respeito às verbas públicas.     

Quem avisa amigo é.

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