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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 805 / 2015

21/01/2015 - 06:54:00

Patrulhas rodoviárias quebradas e enferrujadas

José Arnaldo Lisboa - [email protected]

Antes de me formar em Engenharia Civil, já no 5° ano, eu fiz uma cartinha ao governador Luiz Cavalcante, pedindo um estágio na recém criada Ceal e, ele com a sua peculiar simplicidade, atendeu ao meu pedido.

Assim é que eu fiz o estágio solicitado e já no dia da minha formatura, no Teatro Deodoro, lá estava eu com o anel de safira, que me foi presenteado pelo Conselho Administrativo da Ceal, através do seu presidente, dr. Benedito Bentes. Meses depois, o governador tendo gostado dos meus trabalhos na Ceal, mandou que eu fosse contratado pelo DER/AL e, através de uma portaria do engenheiro Antonio Araújo, diretor  -geral,  eu fui designado diretor da Divisão de Construção e Pavimentação. Veio a Revolução de 1964 e, tomou posse o interventor general Tubino, ocasião na qual eu passei a fazer parte do quadro funcional do órgão.

Só como diretor da Divisão de Trânsito eu passei 22 anos e tive uma formação profissional, quase toda ela, baseada em rodovias. Não fui dos melhores engenheiros rodoviários, porém acumulei bastante experiência, como diretor da Divisão de Construção e Pavimentação. Foi aí onde eu aprendi o que é um corte ou um aterro, um talude, uma compactação, um valetamento, um aclive e um declive, um pontilhão ou uma ponte, um bueiro e outros bê-à-bás rodoviários.

Com o tempo fui aprendendo o que era um trator de esteira, uma moto-niveladora, uma pá carregadeira, uma “patrol”, uma caçamba, um rolo compressor, um trator de lâmina e um escarificador, dentre outras máquinas e outros equipamentos rodoviários. Nessas eleições de 2014, eu tive vontade de rasgar o título de engenheiro rodoviário, quando eu vi a candidata à reeleição para presidenta, sra. Dilma, distribuindo “kits rodoviários” para os 5.564 municípios do Brasil, jogando no lixo bilhões de reais. Eu não acreditei que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, mesmo tendo sido nomeados pela candidata, fossem capazes de permitir a grande distribuição de máquinas caríssimas aos prefeitos, dias antes das eleições. 

Foram bilhões de reais jogados fora, pois, teriam sido necessárias 5.564 oficinas pesadas para manutenção das máquinas e equipamentos. Teriam sido necessários 5.564 galpões para abrigá-las, e 5.564 almoxarifados com todas as peças para reposição, ferramentas, pneus, lâminas, combustíveis, óleos, graxas, etc. Antes, teriam sido necessários, uns 11.000 mecânicos especializados e treinados em, no mínimo, 6 meses de experiência, em aulas teóricas e práticas.  

Muitas máquinas e equipamentos já estão quebrados, sem peças para reposições, sem combustíveis, sem pneus e os prefeitos sem dinheiro para a manutenção. Em Alagoas, um dos prefeitos, já alugou um trator a uma usina de açúcar e as máquinas ou equipamentos que ainda prestam ou que ainda estão rodando, estão enferrujando. Realmente, esse nosso País não é sério, como disse o presidente De Gaulle !!!!....

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