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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 804 / 2015

13/01/2015 - 20:05:00

Youssef aponta Eduardo Cunha como beneficiário de propina, diz jornal

Segundo o Estadão, doleiro disse em delação premiada que repassou dinheiro ao líder do PMDB por meio de lobista apontado como operador do partido

CONGRESSO EM FOCO

O doleiro Alberto Youssef, preso acusado de operar um esquema que movimentou mais de R$ 10 bilhões na Operação Lava Jato, apontou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como um dos beneficiários de propina do esquema de corrupção e cartel na Petrobras, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com a reportagem, Youssef disse em delação premiada ao Ministério Público Federal que o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como operador do PMDB no esquema, fez repasses ao líder do PMDB, considerado o principal candidato à presidência da Câmara.

Em entrevista ao Estadão, Eduardo Cunha afirmou que conhece Fernando Baiano e que o recepcionou em seu escritório na condição de representante de uma empresa espanhola, mas que jamais recebeu dinheiro dele. “Quem deve esclarecer isso é o senhor Fernando Baiano”, declarou ao jornal.O peemedebista também disse não acreditar que Youssef o tenha acusado na delação premiada. “Eu tenho certeza absoluta que essa informação é falsa. Não existe nada.

Eu tenho absoluta convicção”, afirmou. “Não o conheço, como nunca vi Alberto Youssef”, afirmou o deputado aos repórteres Fausto Macedo e Ricardo Brandt.Fernando Baiano foi denunciado pela Procuradoria da República em dezembro por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de receber, juntamente com o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, US$ 40 milhões para viabilizar contratos de navios-sonda.

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada ontem informou que o Ministério Público Federal prepara pedido de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o líder do PMDB com base em declaração do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, acusado de entregar dinheiro a agentes públicos a mando de Youssef.Em entrevista à Folha, Eduardo Cunha disse que já tinha conhecimento da citação de seu nome por parte do policial.

O deputado relata que, no depoimento, Careca afirma que entregou determinado valor em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio, e que “teria ouvido dizer” que se tratava de seu endereço. “É um fato absolutamente conhecido. Ele não afirma que se trata de mim, mas que apenas ouviu dizer. E a localização não tem nada a ver comigo, o endereço não bate com o meu endereço. Estou absolutamente tranquilo”, disse o peemedebista.

De acordo com o Jornal Nacional, a defesa de Careca apresentou uma retificação de seu depoimento à Justiça. Segundo os advogados do policial, o dinheiro do doleiro foi entregue em outro local, no Condomínio Novo Leblon, ao proprietário da residência. Ainda conforme a defesa, funcionários do condomínio informaram que Eduardo Cunha nunca morou lá.

Policial diz que entregou dinheiro a Anastasia, senador eleito pelo PSDB

Um policial federal acusado de distribuir dinheiro a agentes públicos a mando do doleiro Alberto Youssef disse ter entregado R$ 1 milhão ao senador eleito Antonio Anastasia (PSDB-MG) em 2010, informa a Folha de S. Paulo. Naquele ano, Anastasia, que era vice de Aécio Neves (PSDB), elegeu-se governador. De acordo com a reportagem de Andréia Sadi, o caso está sob análise na Justiça Federal do Paraná e não foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República porque Anastasia só foi diplomado às vésperas do recesso do Judiciário.Segundo a Folha, em depoimento prestado em 18 de novembro, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, disse que entregou o dinheiro ao então candidato a governador em 2010 a mando de Youssef em sua própria casa, em Belo Horizonte.

Careca afirmou que só soube quem era o destinatário depois da eleição de Anastasia. O tucano negou qualquer envolvimento com o caso. “É totalmente fora da realidade. Meu único patrimônio é moral, tenho toda uma reputação de honestidade.

Qual seria o propósito disso? Fica até difícil comentar algo tão absurdo”, respondeu ao jornal o senador eleito.O policial também envolveu o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), em seu depoimento, ao dizer que entregou dinheiro em uma residência na Barra da Tijuca onde moraria o peemedebista.

Por causa dessa declaração, o Ministério Público Federal pretende pedir a abertura de inquérito contra o candidato à presidência da Câmara, informou ontem a Folha. Mas a defesa do policial apresentou uma retificação de seu depoimento, dizendo ter sido informada que o deputado jamais morou naquele imóvel.

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