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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 804 / 2015

13/01/2015 - 07:20:00

PEDRO OLIVEIRA

Um desabafo contra os maus

Chamou a atenção de todos o discurso do desembargador José Carlos Malta Marques ao se despedir do cargo de presidente do Tribunal de Justiça, destoando de sua postura ponderada e muitas vezes até acomodada diante de fatos e circunstâncias envolvendo o Poder Judiciário. Foi contundente inclusive deixando notadamente constrangidas algumas personalidades presentes a solenidade de posse do novo presidente, desembargador Washington Luiz.

Mas foram palavras verdadeiras, arrancadas do peito como se fosse um desabafo de despedida e indignação diante do quadro institucional que se apresenta no Brasil e em particular por aqui mesmo.Destacou o papel desempenhado pela imprensa e as ações da Justiça diante do quadro degradante que atinge principalmente as instituições políticas e seus protagonistas.

Foi enfático ao dizer: “Tive a oportunidade de assistir, pela  atuação destacada da mídia e da Justiça Brasileira, a mais grave crise moral e institucional que se tem notícia neste País. Apodrecidas estão as instituições determinadas em seu mais alto escalão, escudadas quase sempre em rota desculpa de desconhecimento dos fatos graves constatados. Todos em proveito dos que dizem desconhecê-los, por entenderem que, assim, fogem da responsabilização.

Isso se faz desmedidamente, em verdadeiro desvario, como zombaria à consciência lúcida da nação brasileira”.Foi um direto e certeiro tiro nos fatos que apodreceram o país pelo roubo, pela corrupção e pela irresponsabilidade com a coisa pública e o comportamento farsante do ex-presidente Lula, da presidente Dilma Rousseff e outras figuras envolvidas em escândalos dos quais “nunca souberam”.E veio muito bem dado e com direção certa o recado para a política local: “No Estado de Alagoas, talvez à guisa de objetivos que se afiguram pouco dignos, pois sem publicação e exteriorização de seus conteúdos, o exemplo nacional é seguido.

E tenta-se colocar o Executivo e o Judiciário em posição de rendição e concretizam tal pretensão em edição de formulações legislativas que, mercê de emendas, fazem-nas integrantes do sistema legal estadual, de modo tal que a única utilidade é consubstanciada em verdadeira reserva a colocar a própria instituição legislativa, por tal imposição, em posição paralela e ao lado da aplicação real dos dispositivos dali emanados. Esquecem-se, aqueles que engendraram tais emanações, que ninguém pode se sobrepor à lei, em sua concepção ética pura e moral”.

Como seria bom que as palavras do desembargador fossem ouvidas e seguidas pela Assembleia Legislativa que assume um novo mandato. Mas certamente não acontecerá pois eles serão praticamente os mesmos, com os mesmas vícios, os mesmos desempenhos e os mesmos crimes. 

Um filme para envergonhar

Infelizmente no Brasil funciona assim: se não presta merece ser mostrado e até financiado com o dinheiro do povo. Assim tem sido pelo menos nos últimos oito anos. Não surpreso me deparo com a noticia de que a vida do inútil personagem Jean Wyllys vai ser transformada em um filme. Vencedor do abominável “Big Brother Brasil” da rede Globo, se fez deputado federal e pela incapacidade de escolha do povo reeleito na última eleição. Sua atuação no Congresso é praticamente nula a não ser sua defesa do movimento LGBT. Vive a criar polêmicas com o intuito de aparecer. O governo federal aprovou a liberação da bagatela de R$ 842.648 para a produção do filme que mostrará a “trajetória política”. É um abuso com o dinheiro público e uma afronta a  tantas figuras de expressão nacional que mereciam um filme para enaltecer e divulgar o Brasil positivamente. Este é o Brasil que temos, mas não é o que merecemos.


Uma equipe com crédito

O governador Renan Filho tem mostrado claramente que tem o seu tempo de pensar, avaliar e fazer as escolhas certas. Enganou-se redondamente que imaginou que seria diferente. Desde o inicio mostra que não tem pressa para escolher, mas quer agilidade e responsabilidade quando escolhidos. Pode e deve ter contrariado alguns de seus supostos aliados, mas surpreende positivamente com a escalação do time que vai comandar. O nome mais recente até o fechamento da coluna foi o do advogado Antônio Carlos Gouveia (Cacá Gouveia). Advogado brilhante, com vasta experiência no setor público e  defensor intransigente da moralidade, da legalidade e da eficiência na Administração. Vai dirigir um órgão vital ( DETRAN) onde o passado mostra vícios arraigados e práticas nada republicanas em gestões anteriores. Mais um gol do governador.


Os erros do passado

Não tenho dúvidas de que o secretário Luciano Barbosa fará uma eficiente gestão à frente da Secretaria de Educação. Seu passado o credencia e faz com que se possa ter plena confiança nos resultados positivos em setor tão maculado nos últimos anos. Teremos que ter paciência, pois a coisa não se faz em um passe de mágica.O seu primeiro e principal objetivo é de ordem legal e moral. Pega um órgão dilacerado por administrações irresponsáveis e graves denúncias de desonestidade. Precisa reunir uma qualificada equipe de auditoria, apurar fatos e imediatamente denunciar, pois do contrário vai sobrar pra ele mais na frente. Precisa  saber o que aconteceu na Secretaria de Educação nos últimos anos. No mais ele dará conta  com a competência que lhe é peculiar.

Confronto à vista

Entidades ligadas aos trabalhadores rurais repudiaram as declarações da nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), nas quais ela disse que “não há latifúndio” no Brasil e que a reforma agrária não precisa ser feita “em massa”. Para Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, as declarações da ministra negam sua própria existência. “Ela está negando sua própria existência porque ela é uma latifundiária clássica”, afirmou.Já o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias (PT), defendeu a necessidade de fazer a reforma agrária no país e disse que não basta “derrubar a cerca do latifúndio” no Brasil. As afirmações de Patrus contrariam tudo o que falou sua colega Kátia Abreu.


Governador com o MP

As primeiras  atitudes tomadas pelo governador Renan Filho mostram sua clara intenção de governar alinhado com os princípios constitucionais da administração e mais: prestigiando as ações do Ministério Público, guardião dos direitos da sociedade e a instituição mais acreditada hoje pela sociedade. Suas recentes declarações não deixam dúvidas de seu compromisso: “O Ministério Público, guardião da cidadania e dos direitos daqueles que não têm voz e nem vez, tem em Sérgio Jucá um de seus mais bravos e preparados membros. Alagoas conhece, respeita e admira a dedicação de Sérgio Jucá ao trabalho. Conhece sua bravura no combate a quem enxovalha a lei, seu destemor na luta contra o crime, sua indignação ao repudiar a corrupção, seu inconformismo com a impunidade. Um Ministério Público forte e atuante é a garantia de que o povo e a democracia serão defendidos sem esmorecimento. É motivo de esperança e otimismo para o Estado e para o governo que se inicia”. (Renan Filho).


Não atrapalhem

Se denominando “grupos culturais” e sem nenhuma representatividade legal ou institucional, alguns grupelhos de insatisfeitos ameaçam radicalizar com relação à nomeação de Mellina Freitas para a Secretaria Estadual de Cultura. Não sabem o que estão dizendo ou fazendo, com certeza. O governador Renan Filho jamais aceitaria pressão de tamanho absurdo e insanidade. Mellina se mostra humilde e aberta a conversar com esses grupos, coisa que não aconselho fazer, pois em nada irão contribuir com sua gestão. O próprio governador declarou do alto de sua autoridade na escolha que “Mellina será uma das revelações do nosso governo”. E pode estar certo que será mesmo. A secretária tem o apoio dos segmentos culturais mais importantes do estado e que certamente darão sua contribuição para a cultura alagoana.

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