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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 804 / 2015

13/01/2015 - 07:02:00

Um interventor corajoso e inteligente

José Arnaldo Lisboa - [email protected]

Eu sou seu conterrâneo, mas, não sabia se ele na infância brincou comigo e com outros amigos. Eu não me lembro, se ele foi meu colega no Grupo Escolar de Mata Grande ou da mesma sala de aula.

Tenho na minha lembrança, quando o meu maravilhoso pai, Manoelzinho, me matriculou no Ginásio Diocesano de Penedo, pois, foi muito difícil pra mim deixar meus amigos de infância, meus pais, tios  e primos. É que eu ainda não sabia o que era saudade. Como Mata Grande fica, relativamente, longe de Penedo, papai preferiu que eu fosse estudar no Ginásio Pio XII de Palmeira dos Índios, porém, por motivos disciplinares, meses depois, eu fui expulso e matriculado em Aracaju, onde concluí o ginásio, no Salesiano.

A essa altura, eu ainda não conhecia meu personagem. Meus pais compraram uma casa em Maceió e, eu fui matriculado no Colégio Guido, onde cursei os três anos do Curso Científico, ficando assim, mais distante da nossa terrinha. Tenho nítidas lembranças das madrugadas sonolentas, porém, tive a recompensa, já que fui aprovado, em 2º lugar, no dificílimo vestibular da Escola de Engenharia. Daí em diante, me distanciei dos banhos nos açudes, da Serra da Onça e do Monte Santo. Concluí os cinco anos de Engenharia Civil, fiz estágio na Ceal e fui trabalhar nessa empresa, depois que ela foi assaltada por políticos imorais que a entregaram à Eletrobras, como estão fazendo com o DER/AL, onde me aposentei. 

Os anos foram passando e, há 18 anos, todos os meses, eu convoco meus conterrâneos, residentes em Maceió, para almoços num dos restaurantes, como está acontecendo no Restaurante Malagueta, na Rua Belo Horizonte, no Farol. Num desses almoços, um dos companheiros me levou para conhecer o conterrâneo, coronel Eraldo Vilar Cavalcanti, da Polícia Militar de Pernambuco. Fiz amizade com ele e, meses depois, ele me disse que sua esposa havia falecido.

Eu fui ao sepultamento e, depois, num dos nossos bate-papos, ele me disse já ter sido escolhido pelo governador de Pernambuco para ser interventor em Exu-PE, a terra do grande nordestino Luiz Gonzaga, pois nessa cidade já aconteceram mais de 30 assassinatos envolvendo as tradicionais famílias Alencar e Sampaio. Embora orgulhoso com o convite, ele disse que teve medo da tal missão, mesmo sendo um militar. Na época, criou-se uma grande expectativa entre os inimigos, entre os pernambucanos e a imprensa brasileira.        

O coronel Vilar, como era conhecido, me disse que começou logo formando times de futebol e de voleibol, misturando os jovens Alencar com os jovens Sampaio, embora com recusas de ambas as partes. Nos contou que, aos poucos, foi conseguindo a simpatia e o respeito de todas as famílias briguentas, até a pacificação de Exu.

Inclusive, antes de concluir sua missão, o destemido coronel Vilar, casou-se com a jovem Sanmadar, da sociedade local, a mesma que foi sepultada, há poucos anos, aqui em Maceió. Esse meu amigo, tornou-se meu companheiro nas buchadas, nos caldinhos e nas cervejas nos dias de sábado. Há três anos, ele casou-se com a sra. Jandira, que lhe deu o filho Gustavo, com o qual o nosso herói ficou “caducando” de tanta felicidade.

Ele sempre foi um bom companheiro nos nossos almoços, um exemplar militar, um dedicado técnico do CSA e um excelente pai para os filhos do primeiro matrimônio, Dávila, Relva e Eraldinho. Aconteceu que Deus achou que a missão do coronel Eraldo Vilar já estava cumprida com méritos e tirou meu bom amigo, do nosso convívio, dos nossos papos e dos nossos almoços. Dessa vez, a “intervenção” do ilustre coronel foi muito radical...!!!!


Em tempo – O meu amigo, dr. Giovani Cavalcanti, além de gostar dos meus artigos, disse gostar muito da linha editorial do EXTRA. Que bom..!!!!!

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