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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 804 / 2015

13/01/2015 - 06:57:00

Gabriel Mousinho

Cabide de empregos

O governador Renan Filho começou o seu governo mais ou menos. Acertou em algumas indicações, mas errou em outras, como se em Alagoas não tivesse quadro suficiente para ocupar cargos públicos.Renan anunciou o corte de secretarias e cargos comissionados, mas não mexeu em algumas, como a da Paz, criada no governo tucano com o objetivo de angariar apoio político, já que até agora não produziu absolutamente nada. É, sem dúvida, como outras, cabide de empregos e ninguém sabe de quem foi a ideia de jerico para criar esta secretaria que desde o começo se mostrou improdutiva, embora a mídia oficial na época alardeasse que ela ajudou a muitos alagoanos.O governador ou faz agora o dever de casa cortando na carne essas gorduras imprestáveis, ou não poderá fazê-lo futuramente, dado ao comprometimento com todos os partidos políticos que o apoiaram. A hora, governador, é agora.

Desastre político

 Se por um lado o ex-governador Téo Vilela realizou uma razoável administração, trazendo empresas para o Estado quando o secretário de Desenvolvimento Econômico era Luiz Otávio Gomes, por outro se mostrou completamente incompetente na área política.Quando a política efervescia para sua sucessão, deu corda em um dos seus mais importantes secretários, Marcos Fireman, e depois puxou o tapete. Deu a entender em seguida que apoiaria o senador Biu de Lira que tanto lhe apoiou em Brasília na sua administração e o traiu. Achou que criaria uma outra alternativa, anunciando como candidato tucano o procurador Eduardo Tavares, o qual, apenas dois ou três meses depois, abandonou a candidatura ao governo por falta absoluta de condições. Por fim Téo escolheu o vereador Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios, dizendo que apostava no novo. Bateu na porta de todos os partidos que lhes deram as costas, mas apostou na derrota fragorosa do governo que há anos não se via.Téo foi a nota zero na política no ano de 2014.


Cortando as asas

Com a obrigação de cumprir a Lei de Responsabilidade, o governador Renan Filho está anunciando cortes de cargos comissionados e outras gorduras na administração pública. Espera-se que também suspenda o contrato que tem com uma empresa aérea alagoana que suga milhões de reais por ano para o transporte oficial do Estado, principalmente do governador, como fazia Téo Vilela.


Ficando pior

O setor sucroalcooleiro que já anda muito mal das pernas, vai vivenciar agora uma nova fase com o novo secretário de Fazenda, George Santoro, que já anunciou mais fiscalização na área canavieira e em grandes empresas. Com uma política danosa ao setor, algumas usinas tiveram que fechar suas portas, desempregando dezenas de milhares de trabalhadores somente em Alagoas. Pelo visto, querem acabar com o restinho.Só vendoAcreditar que o governo não irá interferir na eleição da futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa é acreditar no conto da carochinha. 


Tempo integral

O secretário Fábio Farias delegou à sua família a gerência de seus negócios particulares para mergulhar de vez na coordenação política de todas as secretarias de Estado. É um dos poucos nomes, aliado a Alfredo Gaspar de Mendonça e Luciano Barbosa, que teve aprovação nas indicações feitas por Renan Filho.


Implacável

No discurso de posse na Assembleia Legislativa, Renan Filho disse que a corrupção assassina, tira o leite das crianças e o pão dos trabalhadores.


Alto lá

A preocupação número 1 do governador Renan Filho é com a educação e promete fazer uma revolução na área a partir de agora. Mas o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, se apressou para dizer que não existe nenhum super secretário, para evitar ciumeira dentro da equipe.

O PMDB quer mais

O senador Renan Calheiros, para agradar sua base aliada no Senado, onde é candidatíssimo à reeleição, tem revelado que o partido quer mais cargos, agora no segundo escalão. Tentaria, segundo a coluna de Lauro Jardim, de Veja, no início da semana, mostrar aos senadores peemedebistas que quer mais espaço no governo. Recado curtoO senador Biu de Lira, líder do PP no Senado, disse que nenhum cargo será destinado a qualquer partido se não passar pelo crivo do Planalto. Ou seja, tem gente com muita sede ao pote, mas pode ficar pelo caminho.


Perguntar não ofende

Pra quem foi o recado do ex-governador Téo Vilela no discurso de transmissão de cargo, afirmando que entrou e saiu pela porta da frente do Palácio?


Sem compromisso

Renan Filho não quer dar nenhuma esperança na convocação da reserva técnica da Polícia Militar, nem tão pouco se comprometer com novos concursos públicos, até quando realmente resolva o problema da Lei de Responsabilidade Fiscal e saiba com quantos comissionados cada pasta pode se virar.


Nem aí

Alfredo Gaspar de Mendonça não hesitou nem um pouco sobre as perguntas endereçadas à secretária de Cultura, Mellina Freitas, sobre as denúncias de desvio de recursos públicos quando foi prefeita de Piranhas. “Minha função não é julgar pessoas”, disse Afredo, afastando qualquer possibilidade de uma situação incômoda no governo.


Sinuca de bico

A primeira prova de fogo do governador Renan Filho vai ser a apreciação do projeto aprovado pelos deputados que desmantelou a 17ª Vara Criminal. Se vetar o projeto vai de encontro aos deputados. Se deixar passar seria conivente com a situação.


Dever de casa

Enquanto os fofoqueiros de plantão já comentam sobre as eleições municipais do próximo ano, o prefeito Rui Palmeira continua fazendo o dever de casa. Ele tem ampliado a construção de ruas e avenidas, encontrado alternativas para o trânsito na capital e melhorado os setores de saúde e educação.Sem impactoA não ser o corte de comissionados, o governador ainda não decidiu pela extinção de secretarias que só servem de cabide de emprego, muitas das quais em mãos da base aliada.


Amnésia

Muita gente fala da tragédia administrativa nos últimos anos. Mas os indicadores não são somente da era de Téo Vilela. São de governos anteriores, onde a tragédia acumulada nas áreas de saúde, da educação, além da segurança pública, foram os responsáveis. O governador Renan Filho sabe, perfeitamente, que seus grandes ex e alguns aliados de hoje contribuíram há anos com essa situação deplorável.


O Zé Pereira

Todo mundo torce para que o novo secretário de Fazenda, George Santoro, importado do Rio de Janeiro, consiga realmente resolver a situação econômico-financeira de Alagoas. Num passado não muito distante, essa alternativa, ou seja, de trazer gente que não conhecia a realidade de Alagoas, deixou o Estado numa situação de insolvência, agravado com o escândalo das Letras podres do Estado.


Fiasco

O cerimonial do Palácio do Governo pisou na bola na posse de Renan Filho. Passou os pés pelas mãos e atropelou as regras básicas de cerimônias oficiais. Permitiu até, que o governador Renan Filho passasse em revista as tropas acompanhado de sua mulher. É um cargo que, no mínimo, necessite de leitura oficial das regras estabelecidas pela Presidência da República. 

Alto lá

Durou muito pouco tempo o namoro de vereadores da oposição e sindicatos com o prefeito de Rio Largo, Toninho Lins. Novas denúncias pipocaram nos últimos dias e o prefeito pode, a qualquer momento, ser novamente afastado por improbidade administrativa. A situação está tão calamitosa que até cartazes estão fixados pela cidade denunciando o prefeito. 

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