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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 803 / 2015

07/01/2015 - 08:23:00

O que nos resta

Ismar Nascimento da Silva Filho Oficial de Justiça do Poder Judiciário de Alagoas

Alagoas estrela radiosa, assim cantada em seu hino, vai ficando para trás em relação a outros estados da nação brasileira, pois, parece-me que seu brilho está ofuscado, salvo sua beleza natural e a generosidade de sua gente.O governo que está saindo (e como demorou), deixará índices perversos para os alagoanos e também para outras gerações que virão.Nada de novo, é bem verdade.

Mas de forma lúcida e livre de qualquer bandeira partidária, o que podemos comemorar atualmente em nosso estado? Alguém me ajude, pois não consigo ter este alcance.

O quadro que fica como herança, aliás, a meu ver a velha “herança maldita”, mais do que nunca bate em nossas portas, causando um estrago sem precedentes.Piores índices na educação, milhares de pessoas vivendo (ou tentam viver) em situação de insegurança alimentar passando fome na terra dos marechais, a maior taxa de homicídios, entre tantas outras mazelas, as quais, nós alagoanos “estamos ganhando de presente de final de ano”.

Nas últimas eleições, a população de um modo geral ficou boquiaberta com a derrota de Judson Cabral para a Assembleia Legislativa, e aí de pronto pergunta-se: O que aconteceu? Será que a sociedade alagoana deixou de lado um parlamentar que sempre honrou seus mandatos? Será que na política “o certo é o errado e o errado é o certo”? Com todo respeito aos que foram eleitos, mas quem de fato irá nos representar? Até o próprio Judson Cabral tem sido questionado sobre o assunto, mas as perguntas se voltam para os eleitores.

É, mas foi esta sociedade que não o quis, que o preteriu, que perdeu uma grande oportunidade de futuro, que não quis enxergar o vazio que ficará na Casa de Tavares Bastos; enfim, o tempo dirá se este pensamento faz sentido, ou é tão somente mais uma conversa de botequim.

Esperamos que o novo governo não venha tratar com desdém as camadas mais sofridas, que aqueles que estão longe de almejar um mínimo de dignidade, possam ter pelo menos a “ousadia” de sonhar com dias menos sofridos, que possam caminhar com a esperança de que são seres humanos, e que merecem a atenção do Estado em suas mínimas necessidades.

Assim sendo, estejamos alerta para o futuro de nosso estado, onde Alagoas literalmente encontrará ainda mais dificuldades em avançar, mas de toda forma, o que nos resta é acreditar, e acreditar nunca é demais!

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