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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 803 / 2015

07/01/2015 - 08:22:00

Cleptocracia

Irineu Torres Diretor do Sindifisco-AL

Contabilizar rendas alheias ao esforço produtivo do capital ou do trabalho, contabilizar produto de rapinagem, é uma inominável pilantragem. Em novembro de 2104, o último balanço do PAC ainda registrar e lava cinicamente valores de obras comprovadamente superfaturas. A razão, a ética e a moral se opõem a essa desfeita.  

Evidência de contas nacionais viciadas. Assim, “Não há perigo de dar certo” e, pior será e já é. O PLN 36/2014, recibo do inconfessável, manobra dos lulopetistas e de seus sicários ajeitou um déficit de cento e quarenta bilhões de Reais goela a baixo do Congresso Nacional. Uma presepada. Essa maracutaia denominada PLN 36/2014 seria desnecessária acaso o governo federal contasse com o mínimo de força moral para rever as contas nacionais, as contas do tesouro e as contas das estatais.

Mas não, o governo federal manobrou para alterar o cálculo dos resultados financeiros do Tesouro Nacional sob gás lacrimogêneo, socos, pontapés e chacoalhadas no carro do Senador Sarney com ele dentro e, além do mais, perante o severo julgamento das galerias do Congresso Nacional caladas, vazias.

O PLN 36/2014 é, tão somente, uma infeliz iniciativa de um governo que tenta anistiar um crime de responsabilidade consumado. Indigência moral para determinar as expedições politicas e jurídicas no sentido de preservar o patrimônio dos contribuintes e o dos acionistas das estatais brasileiras. Mas, longe disso. Números verdadeiros estão fora do escopo das cleptocracias. Imundos não fazem limpeza.  Ladrões de elite com destaque para os cafetões, do bolsa família, dos sem “issos” e dos sem “aquilos”.

Bandidos que nunca, jamais, em tempo algum renunciam ao dinheiro roubado. Preferem submeter o Congresso Nacional aos seus mais baixos instintos, refazer a lei, fazer “o diabo”, aparelhar o Estado, profanar a República e o estado democrático de direito, de modo a financiar um projeto de  “partido-estado”, patrimonialista, pregoeiro do mais miserável populismo.

Resta, porém, às instituições republicanas, nacionais e estrangeiras lutarem jurídica, política e até militarmente por transparência financeira, contabilidade correta e, nesse sentido, restituir ao povo brasileiro uma parte da fortuna surrupiada por empreiteiras, partidos políticos e por outros beneficiários da cleptocracia lulopetista. Em verdade, neste mundo não existe animal para gostar mais do dinheiro alheio do que o lulopetista “et caterva” , espécime maligna, a mais de 12 anos que espalha corrupção como gonorreia nas vísceras e nos olhos do Brasil.

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