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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 803 / 2015

07/01/2015 - 07:36:00

Gabriel Mousinho

Governo de dificuldades

O governador Renan Filho terá o seu primeiro ano de governo de muitas dificuldades, a começar pelos compromissos assumidos durante sua campanha política. Um dos problemas é ter que acomodar todos os partidos que lhes deram sustentação durante sua caminhada ao Palácio dos Martírios e, isso, conve-nhamos, não é nada fácil.O governador enfrentará uma barra pesada para reconstruir a Educação, a Saúde e nem se fala, a Segurança Pública. Começou bem, indicando o promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, que demonstrou autoridade e competência enquanto esteve à frente do Gecoc. Mas terá muitos problemas para encarar a Lei de Responsabilidade Fiscal com pedidos de reajustes salariais das diversas instituições e até mesmo a contratação das reservas técnicas da Educação, Polícia Militar e Polícia Civil.O ano de 2015 será de aperto e, se quiser colher frutos no futuro, Renan terá que cortar na própria carne, o que não acenou até agora e desagrada muitos daqueles que pensam que irão nadar em berço de ouro no governo.Jovem, já com experiência no executivo e com futuro político promissor, Renan não deve e nem pode cair no canto da sereia e nem tampouco se deixar influenciar por pedidos de cargos em comissão, o que não tem faltado nos últimos dias.Resolver os problemas do Estado em um ano? Nem pensar. Nem nos próximos quatro. Renan pegou um abacaxi que queira Deus possa descascar.

Secretariado modesto

Ao contrário do que muita gente esperava, os secretários até agora anunciados foram muitos modestos, a não ser a do promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, que recebeu aplausos da sociedade alagoana. O restante, é a velha escolha do feijão com arroz.


Cara feia

Muita gente política ligada aos Calheiros, não gostou nenhum pouco da indicação de Alfredo Gaspar para a Defesa Social. Comandando o Gecoc durante algum tempo, Alfredo não deu tréguas aos criminosos e com ramificações políticas no Estado, além de mostrar ser um homem de atitude quando defendeu alguns policiais que se envolveram em um tiroteio meses atrás com bandidos.


JL de fora

Mesmo que tenha contribuído e muito para a campanha de Renan Filho com quase dois minutos no Guia Eleitoral, o PSD está ficando de fora da grande composição com os partidos da base aliada. Nem um telefonemazinho João Lyra recebeu. A não ser algumas ligações para destinar suas ferbas parlamentares para obras no futuro governo. De fora a partir de 1º de fevereiro quando encerra seu mandato, JL demonstrou que realmente não é do ramo.

Querendo mais

A presidente do Partido Verde, Sandra Menezes, não esperou nem a virada do ano. Quer porque quer assumir o Instituto do Meio Ambiente, mesmo que esteja exercendo a presidência do IBAMA. Tem trabalhado nos últimos dias, mas até agora não recebeu nenhuma sinalização.

Ingratidão

O governador Téo Vilela passou oito anos de mandato nadando em dinheiro do governo federal e, no final de sua administração, bateu forte na presidente Dilma Rousseff, a quem ele sempre chamou de uma Presidente Republicana. Para observadores, uma ingratidão sem limites. Só veio reclamar do governo federal ao faltar poucos dias para entregar o governo a Renan Filho. A história deve julgar Téo, razoável na administração pública e um desastre na área política.

Diplomas falsos

O prefeito Rui Palmeira quando iniciou seu governo fez um arrastão contra servidores que se locupletavam com cargos mais altos utilizando diplomas falsos, mas deve continuar. Como a situação financeira do município é preocupante, nada melhor do que investir na fiscalização para diminuir as gorduras ainda existentes.

Cruzamento de folhas

Isso já foi feito há alguns anos, mas seria muito interessante o governador Renan Filho iniciar sua administração fazendo um cruzamento de folhas entre o Estado, municípios, governo federal, Câmara de Vereadores e Assembleia Legislativa. Com certeza ficaria habilitado a cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ilustres desconhecidos

Muitos auxiliares de Renan Filho são ilustres desconhecidos da maioria da população alagoana e não causaram expectativa nas suas respectivas indicações. Além de Fábio Farias, médico e empresário, aparece Luciano Barbosa, raposa velha na política alagoana. Os outros, bem...


Bolsão de miséria

Com uma população beirando os três milhões de habitantes, Maceió tem pelo menos 600 mil pessoas na periferia da cidade na mais completa miséria, muitas das quais sobrevivendo do tráfico de drogas. Resolver o problema da segurança, somente com saúde, educação, emprego, renda e saneamento básico. Exatamente o que mais tem faltado por aqui.


Missão quase impossível

Agradar a todos os que participaram da sua campanha é uma missão quase impossível do governador Renan Filho. E os problemas já começaram e irão aumentar à medida de que todos os auxiliares, do segundo e terceiro escalões sejam anunciados.


Sonegação

A Polícia e a Receita Federal devem investigar quantos hospitais em Alagoas pagam os honorários de médicos plantonistas sem descontos das obrigações sociais, ou seja, por fora, como dizem os mais entendidos. Isso, ao que parece, vem se alastrando, mas alguns hospitais, não todos, evidentemente, continuam nesta prática nociva de sonegação. Basta uma simples investigação nas contabilidades das instituições comparando-as com os serviços devidamente prestados.


Sonegação 2

Esta prática é muito velha e continua sem que as autoridades olhem para isso. Tanto no litoral, na zona da mata e agreste que esses pagamentos fluem até mesmo sem um simples recibo de prestação dos serviços. 

Sem jeito

A Assembleia Legislativa inicia 2015 com a mesma perspectiva de 2014, ou seja, sem credibilidade e cheia de problemas com o Ministério Público. Os cargos comissionados deverão ser alvos de novas investigações, onde a Mesa Diretora anterior liderou os gastos com turmas que nunca deram um dia de serviço.


Sem jeito 2

Embora as denúncias contra a Assembleia sejam permanentes, principalmente dos servidores que são massacrados por outros interesses de membros da Mesa Diretora, pouca coisa tem ido mais além. A esperança é que o Ministério Público e a Justiça deem um basta nisso tudo. A instituição, no passado, no presente e no futuro, sempre será um problema para os cofres públicos. 


Mal estar

Ninguém fala publicamente, mas o mal-estar se instalou nas hostes do PDT depois do anúncio do nome de Rafael Brito para a Secretaria do Trabalho. Aliados de Ronaldo Lessa defendiam os nomes de Jurandir Bóia ou de Heth César, que havia informado ao blog que não estava na disputa.


Perguntar não ofende

Qual foi mesmo a opção técnica no futuro secretariado prometido pelo então candidato Renan Filho, salvo algumas raríssimas exceções?
Perguntar não ofende 2A quem mesmo será entregue o destino do Departamento Estadual de Trânsito, menina dos olhos de ouro de boa parte da classe política de Alagoas?


Perguntar não ofende 3

Será mesmo que Renan Filho conseguirá governar com tantos partidos aliados e com tantos conflitos ideológicos?A coluna deseja tanto ao governador Renan Filho como a todos os seus auxiliares uma grande administração, que possa trazer benefícios para o povo alagoano, miseravelmente massacrado durante décadas.Aos leitores, a certeza de que estaremos, como sempre, procurando levar informações e fazer críticas construtivas em todos os níveis, com respeito e responsabilidade.À todos, um Feliz Ano Novo.

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