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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 803 / 2015

07/01/2015 - 07:30:00

JORGE OLIVEIRA

Brasil, um grande hospício

Brasília - Depois das declarações da Dilma de que o “Brasil não vive uma crise de corrupção” começo a me preocupar se ando bem das minhas faculdades mentais. Será que não seria melhor deixar de escrever esses artigos aqui no Diário do Poder e procurar auxílio psiquiátrico urgentemente? Minhas senhoras e meus senhores, se eu não estou afetado psicologicamente quando escrevo aqui sobre corrupção, os mensaleiros petistas - presidiários que andam com tornozeleiras - e o escândalo da Petrobras, alguém certamente está. E que me desculpem os brasileiros que votaram na reeleição da Dilma, mas a presidente está com um parafuso a menos, afetada psicologicamente. Na melhor das hipóteses, atacada de um cinismo estonteante. 

A presidente fez essa declaração estapafúrdia ao jornal El Mercúrio, do Chile. Contra todas as evidências da corrupção na Petrobras e em dezenas de outros órgãos do governo, Dilma disse que só agora a Polícia Federal começa a desvendar a roubalheira no Brasil, prática que ocorre, segunda ela, desde  governos passados. A presidente quer dizer que a Polícia Federal só começou a combater a corrupção quando o PT chegou ao poder. Até então era um órgão ocioso, indolente, complacente com as mazelas dos governos anteriores. 

Diante de tanta maluquice da presidente, do seu raciocínio truncado e da leviandade com quem vem tratando as coisa sérias do país, é de se perguntar: estamos, todos, em um hospício?O que o país deve esperar de uma presidente que fecha o olhos para os desmandos que vêm ocorrendo numa empresa como a Petrobras? Nada.

A presidente já anunciou que vai manter à frente da companhia estatal a sua amiga Graça Fostes, denunciada por Venina como cúmplice do roubo na Petrobras, como se a maior empresa da América Latina tivesse se transformado no clube da Luluzinha. Na verdade, a petezada conseguiu o inimaginável. Mostrar que o Brasil não é apenas um país corrupto. É mais: é um país de um povo leniente e passivo com os corruptos.

O silêncio das centrais sindicais, da OAB, da CNBB, da UNE, dos Sem Terra, dos Sem Teto e da oposição diante de tanto descalabro é preocupante tal o estágio de indigência dessas entidades de classe, outrora tão combativas. Quando alguns indignados vão às ruas cobrar ética e moralidade no governo, logo os sindicatos petistas infiltram alguns de seus militantes nos movimentos pedindo a volta dos militares para descaracterizar e inibir os protestos legítimos.A delação premiada mostrou que o câncer da corrupção se alastrou por quase todos os órgão do governo.

A metástase atingiu o coração do Planalto, local que abriga a “organização criminosa” denunciada pelos tucanos, que também têm alguns dos seus apontados na vasta corrupção que varre o país. Lá, no Planalto, sentados à mesma mesa foram fotografados Paulo Roberto, o ex-diretor, delator, e os mandachuvas como Lula (na época presidente), Dilma e outros assessores. Portanto, não é difícil imaginar que em torno daquela mesa presidencial, essas pessoas tivessem tramado o esquema da corrupção que derreteu a Petrobras. 

Omissão?

O pior, porém, está por vir. O processo vai chegar ao STF. Com a ausência de Joaquim Barbosa, dificilmente algum ministro – pelos menos os nomeados pelo governo do PT – terá coragem de enfrentar a máquina do governo, a máquina  que denigre e difama a imagem dos que se atrevem a combatê-lo. Portanto, minhas senhoras e meus senhores, preparem-se para ir às ruas pedir o impeachment de Dilma, porque desse tribunal que está aí não devemos esperar muita justiça. Já vivemos exemplos recentes, quando Barbosa foi expurgado por enfrentar os mensaleiros e condená-los à prisão. Deve-se a ele, inclusive, o surgimento desses novos delatores que temem ter o mesmo destino dos mensaleiros e de Marco Valério que apodrece na cadeia porque se acovardou  e quando abriu o bico já estava condenado. 


Mediocridade

Mede-se um líder pela escolha dos seus liderados. Pois bem, Dilma mostra aos brasileiros a sua minúscula estatura como governante quando escolhe um ministério medíocre, recheado de gente pendurada na Justiça e políticos desempregados. A escolha do deputado federal George Hilton (PRB-MG) para ministro chega a ser um ato ignóbil.  Escolhido para o Ministério do Esporte, Hilton é um cara manjado da Polícia Federal e da Receita, onde tem dívidas pendentes. O deputado foi detido pela PF no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com notas de 600 mil reais dentro de onze caixas. Em pleno mensalão, alegou na época, em 2005, que era dinheiro dos fiéis da Igreja Universal.

Incompetente

Dilma – que já quebrou uma loja de R$ 1,99 em Porto Alegre quando esteve à frente do negócio – mostra mais uma vez a sua inépcia administrativa. Com a escolha de Hilton para o Ministério do Esporte,  às vésperas dos jogos Olímpicos, despreza todo o trabalho da Pasta para satisfazer grupelhos políticos, mesmo que isso acarrete danos irreparáveis a imagem do Brasil lá fora. Dilma quer formar um governo de coalização para deter a ameaça de impeachment, depois que foi responsabilizada pela compra da refinaria de Pasadena quando esteve à frente da presidência do Conselho da Petrobras.  


Home da mala

No momento em que o país precisa mostrar ao mundo que está preparado para os jogos Olímpicos, a presidente desarruma um trabalho de anos. Arranca do seu baú um tal de George Hilton, parlamentar obscuro, mala preta da Igreja Universal, para coordenar os trabalhos do maior evento do planeta.  Sequer a atividade do deputado na Câmara guarda qualquer semelhança com o esporte. Ele é coordenador da Frente Parlamentar do Combate ao Roubo de Cargas. 


Fundo do poço

Se é este senhor George Hilton que vai representar o Brasil de hoje por diante nas discussões das Olímpiadas, que me desculpem o desabafo: estamos no fundo do poço. O Brasil não pode ser levado a sério, quando um deputado, caixeiro viajante de igreja,  recomeça do zero os trabalhos de organização dos jogos Olímpicos, um dos eventos mais importantes da terra, com o currículo de Coordenador da Frente Parlamentar ao Roubo de Carga.


Filial do Bradesco

O ministério que a Dilma escolheu para começar seus trabalhos do segundo mandato em 2015 é o pior da história do Brasil. Nem o Collor, com a primeira escolha dos seus auxiliares, conseguiu tal proeza. Com exceção de alguns, é uma composição para atender legendas de aluguel e aproveitar políticos que não foram legitimados nas suas bases pelo voto. Na área econômica, o caso é mais sério ainda. Os nomes foram impostos pelo sistema financeiro. O ministro da Fazenda Joaquim Levy e seus principais auxiliares saíram das baias do Bradesco, que agora, finalmente, inaugura uma de suas filiais, a mais importante, dentro do Palácio do Planalto.


ABIN inútil

A pergunta é: que diabos faz essa tal de ABIN que não assessora a presidente em casos de escolhas dos nomes para os ministérios? Ou será que essa agência só serve para bisbilhotar a vida dos brasileiros que vão às ruas pedir o impeachment da presidente? Oriunda do  SNI, o antigo serviço de informação da ditadura militar, a ABIN quando aparece nos noticiários é só para justificar o volume astronômico de despesas que faz  para que o órgão (inútil) mantenha-se de pé. 

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