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Edição nº 802 / 2014

28/12/2014 - 10:06:00

A preocupação do turista

JORGE MORAIS Jornalista

Com a proximidade das férias e os festejos natalinos, as cidades turísticas ganham um visual diferente. As principais avenidas recebem uma decoração especial, o movimento em bares, restaurantes, hotéis, pousadas e roteiros especiais aumentam e fervilham ao mesmo tempo. É o chamado “boom” do turismo, a época dos grandes acontecimentos e dos espaços que serão disputados nos grandes eventos. Misture-se a tudo isso, o réveillon das praias, clubes de sócios e ambientes privatizados

Diante de tudo o que foi exposto, você acha que o turista está preocupado se o posto de saúde está com problemas? Se no bairro está faltando água encanada? Se o transporte coletivo está funcionando bem? Se as ruas na periferia estão esburacadas? Com certeza, nada disso interessa ao cidadão que chega, aqui, ou em qualquer lugar, para se divertir, descansar, passear, beber, comer e desfrutar das belezas naturais e o que a cidade tem para oferecer.

É somente isso o que interessa a ele. Com todo respeito à periferia da cidade, de onde eu sou oriundo, o turista só quer saber das praias de Maceió; do Francês; da Barra de São Miguel até o Gunga; de Paripueira até Maragogi; e das feirinhas de artesanato. Quando ouço dizer que a cidade está com problemas e o turista vai sair daqui falando, é mentira.

O turista vai sair reclamando se não tiver segurança; se for assaltado; se o que for prometido a ele nos pacotes contratados não seja cumprido; se não for bem tratado e bem atendido nos bares e restaurantes; se tiver seus passeios turísticos cancelados ou mal feitos; se a cidade for vendida como bonita e atraente e não for nada disso. Nesses casos sim, o turista sabe reclamar seus direitos e tem o dever de fazê-lo.

Pergunta-se: quem disse que nas outras capitais brasileiras o assunto é tratado diferente? Quem disse que em Recife ou Salvador, para não perder tempo falando das outras capitais, não existem problemas, como buracos e lixo nas ruas ou falta de água? O problema maior é que só falamos da cidade onde moramos. Só enxergamos os problemas da nossa casa, na dos outros, jogamos para debaixo do tapete, tudo é perfeito.

Por isso, está na hora de repensarmos os nossos conceitos. E por favor, não coloque na minha boca, o que não estou dizendo. Continuo afirmando que temos problemas com a saúde; a educação; a segurança municipal se é possível existir; a segurança estadual, colocada como o pior resultado do Brasil; gestões com problemas financeiros; e todos sabem disso.   

Pior do que uma cidade com problemas localizados são os escândalos do Mensalão, os desvios da Petrobras e outros dos governos Lula/Dilma, e o turista o que faz? Nada. Por tudo isso, o final de ano, praticamente, chegou, e espero que venha com muito sol e muita paz. Lembro a letra da música do compositor Carlos Moura, que diz assim: M de mar; A de amor; C de carinho, E de eterno; I de ilusão; Ó Maceió você roubou meu coração! Agora, pense só nisso.      

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