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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 802 / 2014

28/12/2014 - 09:21:00

Gabriel Mousinho

Ralo da corrupção

Embora lideranças municipais defendam a realização de festas, muitas delas com bandas pagas a peso de ouro enquanto a população passa privações, é notório saber que, por ali, na contratação de bandas para eventos, saiu durante muito tempo dinheiro pelo ralo, onde as festividades eram bancadas através de emendas parlamentares junto ao Ministério do Turismo. As negociatas, entretanto, eram por baixo dos panos.

 

É de se suspeitar de que existe muita coisa no ar em alguns municípios que sempre promoveram festas, do que os aviões de carreira. Foram, nos últimos dez anos, gastos dezenas de milhões de reais com bacanais populares, sob a alegação de que o povo gosta, embora falte o feijão e o arroz na sua alimentação do dia a dia.

 

Uma simples investigação chega nessa ponta do iceberg.Com certeza ainda é tempo da Polícia Federal fazer incursões na contabilidade dos municípios para saber quanto milhões foram gastos em festas, quanto a banda embolsou e se os recursos foram devidamente aplicados como defendem alguns prefeitos do interior.

 

Depois das Operações Gabiru, Navalha, Taturana, Mensalão e Lava-Jato, com certeza uma Operação Banda Voou não faria nenhum mal. E que os malfeitores e os que se lucupletaram, inclusive parlamentares, fossem presos e obrigados a devolver o que roubaram dos cofres públicos.

 

Início da semana

 

O governador Renan Filho só vai anunciar o seu secretariado no início da próxima semana. Pelo menos esta é a opinião do único secretário indicado, jornalista Ênio Lins. Até o final de semana Renan vai mergulhar para saber realmente como anda a situação econômica-financeira de Alagoas.

 


Só especulação

 

A vinda do ex-ministro da Saúde, Eliseu Padilha para assumir a pasta em Alagoas, não passa de especulação. Integrantes do próprio governo acreditam que Padilha jamais sairá do eixo Rio-São Paulo para enfurnar-se aqui no Estado. 

 


Só especulação 2

 

O mesmo pensamento é com relação a Vinicius, então ministro do Turismo, para aportar em Alagoas. É pensar muito alto e com perspectiva quase zero, afirmam pessoas ligadas ao futuro governador.

 


Surpresa na desistência

 

A retirada da candidatura de Cícero Amélio à reeleição na presidência do Tribunal de Contas do Estado, naturalmente pegou todo mundo de surpresa. Primeiro por que ele não é homem de desistir simplesmente por desistir. Segundo, por que deve ter mais alguma coisa no ar do que os aviões de carreira.

 

Assediado

 

O deputado federal João Lyra esquecido há algum tempo, foi o homem mais procurado nos últimos dias, tanto por prefeitos como parte da bancada federal. O motivo? Suas emendas parlamentares que fecharam na última quinta-feira.

 


Assediado 2

 

Um dos pedidos de que colocasse recursos para o Estado de Alagoas, JL atendeu. Afinal de contas, porque não? Ele destinou 4 milhões de reais para a construção do Centro de Diagnósticos em Maceió, mas para o Estado de Alagoas e outros 6 milhões para a construção da estrada que ligará Capela à BR-104. Para o município de Maceió, desta vez nenhum centavo.

 


Espaço

 

O deputado João Lyra ainda não chegou junto a Renan Filho para ocupar alguns espaços na sua administração. Reforço considerável na eleição, Lyra destinou quase dois minutos do PSD para a coligação do Chapão, que terminou elegendo Renan governador de Alagoas. Aliados de JL esperam que o futuro governador seja generoso.

 

Biguzeiros 1

 

Muita gente aqui mesmo em Alagoas pegou carona por ocasião da apresentação do relatório da Comissão da Verdade. Passou a impressão de que foram presos e torturados durante os anos de regime de exceção. Mentira. Os verdadeiros comunistas todo mundo conhece. Os aproveitadores, também.

 


Biguzeiros 2

 

Aqueles que realmente foram torturados e estão vivos, se habilitaram a receber indenização do governo. Os que não requereram estão pegando carona nos combativos alagoanos que lutaram contra o regime militar.

 


Ele é o cara

 

Praticamente está descartada a candidatura do deputado estadual eleito Luiz Dantas à presidência da Assembleia Legislativa. Ele poderá assumir a Secretaria de Agricultura e deixar a vaga para Cícero Cavalcante, um compromisso do senador Renan Calheiros. Cavalcante, que reinou por um bom tempo na região norte, é pau para toda obra. E os Calheiros sabem disso.Reação de CollorDepois que ganhou uma ação contra a Revista Veja, Fernando Collor tem sido ´´generosamente´´ lembrado na Operação Lava-Jato. O senador, na semana passada reagiu contra as denúncias e disse que a revista faz parte de um ´´grupelho criminoso´´. Ou a revista Veja prova, ou novamente terá que abrir o cofre para pagar mais uma ação de danos morais contra o ex-presidente.

 


Na hora

 

Já está na hora do Supremo Tribunal Federal decidir sobre as denúncias de que parlamentares, mais de 70 segundo a imprensa, participaram das propinas da Petrobras, o maior escândalo no mundo num sistema democrático.  Que os nomes dos parlamentares sejam divulgados pela opinião pública e julgados pela mais alta corte do país, punindo-os, se tiveram culpa no cartório, com perda dos mandatos e prisão em regime fechado.

 


Suspense desnecessário

 

O governador eleito Renan Filho fez um grande suspense sobre o secretariado que seria escalado para trabalhar com ele, mas, no todo, nenhuma novidade que merecesse algum destaque. Os nomes até então conhecidos foram o feijão com arroz, com mistura um pouco técnica e mais política.

 


Comentário

 

O jornalista Afrânio Godoi, leitor desta coluna, fez um comentário sobre o cenário em 2018, quando deverão estar em campo, além de Renan Calheiro e Biu de Lira, Téo Vilela e algum nome forte da oposição em disputa para duas vagas no Senado. Até lá muita água vai correr por baixo da ponte, inclusive sobre os escândalos que certamente irão estourar em nível nacional. Mas se tudo estiver dentro do previsível, com certeza será uma das mais bonitas disputas para o Senado em Alagoas.

 


Santa Casa

 

O provedor Humberto Gomes de Melo, que está 11 anos à frente da Santa Casa de Misericórdia, diz que a instituição vai crescer mais ainda no próximo ano. A Santa Casa, ao contrário de muitas outras, inclusive co-irmãs pelo Brasil afora, teve um crescimento no seu faturamento em torno de 11%. É assim que se administra.

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