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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 801 / 2014

17/12/2014 - 09:22:00

Sindimetal entra com ação contra Nippon

Prestadora de serviços da Petrobras demitiu 109 metalúrgicos alagoanos em novembro sem pagar rescisões; valor deve chegar a R$ 1,8 milhão

Redação

O ano não vai terminar bem para 109 metalúrgicos alagoanos da empresa Nippon que prestavam serviços à Petrobras e foram demitidos em novembro último e para agravar a situação, não receberam rescisão. Ao ser comunicado de que a empresa encerrou contrato com a Petrobras, o Sindicato dos Metalúrgicos de Alagoas (Sindimetal) entrou com ação judicial contra a Nippon, pedindo que o Ministério Público do Trabalho (MPT) convoque as duas empresas para tratarem do pagamento das rescisões.

O sindicato ainda não tem o valor real, mas acredita que a causa trabalhista chegue a R$ 1 milhão e 800 mil. No  processo de nº 0001586-42.2014.5.190062, o sindicato, através de seu presidente, José Jobson Ferrira Torres, pede que a Petrobras mantenha retidos todos os créditos remanescentes da Nippon, nos valores que a mesma fez constar em documento entregue à Petrobras e ao Sindimetal.

O processo transita na 1ª Vara de São Miguel dos Campos e Torres acredita que nós próximos dias seja despachado. Segundo o sindicalista, a empresa Nippon, depois de vários anos prestando serviços metalúrgicos à Petrobras Alagoas, no dia 17 de novembro encerrou os contratos com a estatal e demitiu os empregados.

Inclusive, disse ele, entregou documentos ao Sindimetal em que solicita à Petrobras “o bloqueio” dos valores “da medição” dos últimos serviços realizados, afirmando que “o objetivo” seria “quitar as rescisões”.“Como não precisou data dos avisos prévios e do pagamento das rescisões e do último salário, no dia seguinte entramos com ação pedindo ao MPT que convocasse as duas empresas para tratar sobre o assunto”, disse. 

Torres disse ter surgido a informação de que depois de entregar os documentos ao sindicato, a Nippon, antes de encerrar os contratos, teria assinado um documento (tipo empréstimo consignado) onde a Petrobras teria assumido a obrigação de não mais lhe pagar os valores dos serviços, e sim ao  banco.

“Se as empresas fizerem conluio para pagar empréstimo que tem prioridade inferior àquela de pagamento de rescisões dos demitidos, além de prejudicar os trabalhadores, ainda deixam o ônus a cargo da estatal”, lamentou. O sindicato não desistiu de lutar pela categoria e na última terça-feira, 9, entrou com outro processo, dessa vez uma ação cautelar principal detalhando à Justiça do Trabalho valores que os trabalhadores têm a receber e pedindo que a Justiça determine o pagamento aos trabalhadores.

Os metalúrgicos trabalhavam em manutenção, confecção de peças, solda e eletricidade, entre outras atividades. Para continuar os trabalhos, a informação é que a Petrobras fez um contrato “tampão” com outra empresa até que seja realizada licitação.O EXTRA tentou contato, por telefone,  com as empresas envolvidas, mas não obteve êxito até o fechamento desta edição.

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