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Edição nº 801 / 2014

17/12/2014 - 09:19:00

Montagem da equipe e ‘luz própria’ são desafios de Renan Filho

Futuro governador guarda nomes do secretariado como ‘presente de Natal’; pressões continuam

Odilon Rios Especial para o EXTRA

A montagem do quebra-cabeças para definir a futura equipe do governador Renan Filho (PMDB) envolve lances inusitados: muitas conversas em Brasília, tentativa de mostrar força política no encontro dos governadores do Nordeste e diálogos com cada um dos 16 coroneis da Polícia Militar alagoana, preparando-os para assumir possíveis futuras funções na administração estadual, que começa em duas semanas. O alvo é a escolha do comandante da PM, mas ainda há mistérios em torno de quem vai ocupar a Secretaria de Defesa Social. Será um delegado da Polícia Federal? Um policial civil? Alguém indicado por Brasília?

Porém, o mais difícil será começar o Governo com o anúncio do estouro do limite máximo de despesas com pagamento de pessoal, na Lei de Responsabilidade Fiscal: 49% da Receita Corrente Líquida. Foram 49,83%.Para enfrentar este problema, uma medida drástica: cortar metade dos cargos comissionados; hoje, são 2.748.

Haverá, também, redução na quantidade de secretarias. São promessas de Renan Filho. Serão cumpridas?Levantamento realizado pela Agência Brasil mostrou que Alagoas ultrapassou os limites prudencial (46,55%) e máximo (49,83%) da LRF para gastos com pessoal nos últimos quatro anos. 

São medidas que devem tensionar a relação com os aliados, mas o que Renan Filho quer é mostrar autonomia política do pai, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), sem deixá-lo de lado ao percorrer os corredores de Brasília. Iniciar uma administração com jeito próprio: o pai anunciou, esta semana, que economizou meio bilhão de reais nos dois anos como gestor, no Senado. O filho quer mostrar um caminho semelhante.

Sabem os dois que as cobranças virão não apenas dos aliados. Renan-pai quer manter na Presidência do Senado (tenta a reeleição no próximo ano), mas, ao mesmo tempo, tem de mostrar que não tem relação com as denúncias- contra ele- na Operação Lava Jato. E Renan Filho no poder será o monitoramento constante da mídia nacional.

O futuro governador quer ser uma liderança de peso no Nordeste. E terá de mostrar que Alagoas vai superar índices sociais negativos nos próximos anos. Para isso, Renan Filho enfrentou esta semana sua primeira reunião de governadores no Nordeste, na Paraíba. Os governadores da região querem se unir para um foco em comum: a saúde.

A “ênfase”, como chamam, é alertar a presidente Dilma Rousseff sobre a situação do Nordeste- a região mais pobre do Brasil- e o quadro dos postos de saúde e hospitais.“Defendemos novas fontes de financiamento para a saúde que garantam a elevação do patamar de atendimento à população, que tem se tornado cada vez mais difícil, bem como a ampliação dos serviços contemplados com as atuais fontes de financiamento.

O Governo Federal e o Congresso Nacional precisam abrir uma discussão que traga recursos financeiros para o custeio do Sistema Único de Saúde, com o direcionamento prioritário dos recursos para a Média e Alta Complexidade, possibilitando eficiência com a implantação de novas formas de gestão”, diz o trecho inicial da Carta.Na reunião, o futuro governador defendeu uma linha de crédito, com juros menores, via Banco do Nordeste para uso em obras de infraestrutura para o Nordeste. 

Mas, as cobranças são grandes e, em Alagoas, elas também existem. Resta saber quem vai ocupar o quê para dar respostas não apenas a Brasília mas ao dia a dia da administração. Como será o início da era Renan Filho? Parece que a resposta a esta pergunta virou o “presente de Natal” ao Estado. 

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