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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 801 / 2014

16/12/2014 - 17:16:00

Avaliação que se faz

JORGE MORAIS Jornalista

Próximo de completar dois anos à frente da Prefeitura Municipal de Maceió, o prefeito Rui Palmeira não vem sendo bem avaliado pela mídia. Rotineiramente, é dito que a administração ainda não conseguiu cumprir o que foi prometido em campanha; vem quase parando no ritmo de obras esperado pela população; tem encontrado dificuldades no relacionamento com o servidor público; além de problemas financeiros para honrar os compromissos com serviços prestados e terceirizados.Claro que tudo isso é dito na mídia, e não significa dizer que seja 100% verdade ou que seja o pensamento de todos.

No entanto, não é segredo para ninguém que os municípios brasileiros reclamam da falta de dinheiro para cumprir com todas as suas obrigações, de pagar salário em dia, manter em funcionamento, pelo menos satisfatório, o atendimento da saúde, e a educação funcionando com suas aulas regulares.Não estou querendo dizer com isso que, também, não tenha um cunho de verdade alguns questionamentos que são feitos.

O próprio prefeito Rui Palmeira sabe disso e reconhece quando desacelera ou puxa o freio de mão nos projetos reservados para a cidade. O mesmo prefeito assume essa situação, quando diminui o próprio salário, dos secretários, de assessores especiais e corta cargos comissionados. Promete, inclusive, novas investidas nesse sentido para o ano que vem.Você esperava mais da administração? Eu também. Mas, não posso achar que o prefeito deva ser crucificado porque não consegue imprimir o mesmo ritmo ou que pise fundo no acelerador.

Capital nenhuma, ou melhor, cidade nenhuma desse imenso Brasil, pode ser governada sem ajuda dos recursos que são enviados pelo governo federal. Ao mesmo tempo, entendo que mesmo com essa ajuda o município precisa da verba de contrapartida para tocar as grandes obras.

E é daí que vem o grande problema: nos municípios não existem sobras.E até existe, quando se trata de uma administração transparente, com a aplicação correta do dinheiro público, e acredito que isso esteja ocorrendo em Maceió. Como não existe sobra de recursos, a cidade praticamente para, restando, apenas, os serviços essenciais, como o de limpeza pública e a conservação de vias.

Voltando ao nosso assunto inicial, o prefeito de Maceió tem procurado ser o mais transparente em suas falas, quanto às dificuldades que vem encontrando para governar, e que gostaria, como qualquer pessoa que pensa no futuro, estar bem melhor situado nas avaliações feitas.

Rui Palmeira não esconde de ninguém que alguns serviços em andamento, são fruto dos recursos já liberados e da necessidade que o caso exige. Um exemplo disso é a abertura de uma nova via pela praia, que se entende desde Cruz das Almas até Jacarecica, numa tentativa de desafogar o trânsito pela Avenida Gustavo Paiva onde, definitivamente, ficou insuportável andar de carro ou para quem usa o transporte coletivo urbano.

Peço, encarecidamente, que as pessoas que estão lendo esse artigo me entendam. Não estou, aqui, em defesa do prefeito, não sou assessor, nem quero emprego. Estou, apenas, tentando ser coerente com as dificuldades que ouço e são ditas pelos prefeitos. Maceió não é diferente. Vejo dificuldades também na administração, que na área de saúde ainda não se encontrou nesses dois anos de governo, inclusive com mudanças de secretários e postos de atendimento à população, em alguns momentos, sem médicos e sem remédios.

No feriado desta semana, representantes do Ministério Público Estadual, na pessoa do promotor Flávio Gomes da Costa, e da Câmara de Vereadores, com o vereador Cleber Costa, estiveram fazendo uma vistoria nos cemitérios da cidade, e o que foi comprovado é até desumano e humilhante para as famílias.

Honestamente, as dificuldades financeiras que são reconhecidas pelo próprio prefeito exigem um novo planejamento para 2015, caso contrário Rui Palmeira começa a perder na corrida para as próximas eleições, onde a oposição está de olho gordo voltado para sua cadeira.

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