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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 800 / 2014

10/12/2014 - 07:30:00

JORGE OLIVEIRA

Ser ou não ser da nova direita

Brasília - O PT anda espalhando por aí que são da nova direita e golpistas os brasileiros que se manifestam pelo país afora pedindo o impeachment da Dilma. Ora, se é da nova direita quem pede a saída da presidente, apontada pelo doleiro Youssef como cúmplice no roubo da Petrobras, gostaria de encabeçar a lista desse novo movimento que já nasce combatendo a corrupção e se indignando com a patifaria que envolve esse governo.

Quero inclusive aplaudir a rapaziada que criou o “Mobiliza Brasil” com a finalidade de engrossar o coro contra os ladrões da Petrobras e de outras empresas estatais saqueadas pela quadrilha que administra o país.Engraçado é que quando o Zé Dirceu, o mensaleiro que amargou quase um ano na cadeia por roubar dinheiro público, esteve à frente do impeachment do Collor, o movimento era de esquerda.

Hoje, as manifestações no país são rotuladas de direita pelos ideólogos petistas de botequim para dar aos protestos caráter conservador. Bobagem, posições retrógradas essas de acusar de direita os movimentos populares que pedem a cabeça da presidente, como se isso fosse macular a legitimidade das manifestações nas ruas.

O povo tem, sim, o direito de se manifestar livremente. Quer menos corrupção, mais dignidade e honestidade de seus governantes. Exige daqueles que chegaram ao poder pelo voto, uma administração limpa e transparente. As promessas de campanha de combate a corrupção, registradas no Tribunal Superior Eleitoral, não devem ser apenas uma peça de ficção, mas um compromisso pra valer da presidente para não virar estelionato eleitoral.  Os eleitores não podem, mais uma vez, serem  enganados pela fantasia e pelos projetos demagógicos dos programas políticos.

Declaro-me da nova direita se é para expurgar do poder governantes corruptos, incompetentes, nefastos à democracia, que vivem de dilapidar o nosso patrimônio  como é  o caso da Petrobras, onde a quadrilha petista montou o seu quartel general para promover os achaques ao dinheiro púbico.

Se ser da nova direita, como rotula o PT, é proteger o patrimônio brasileiro e denunciar essa camarilha de delinquentes que se instalou no poder para roubar, me incluam, por favor, com muita honra, entre os milhões de brasileiros da nova direita que não compactuam com esses desmandos administrativos. Se ser da nova direita é estar entre os mais de 80 milhões de brasileiros que rejeitaram a presidente nas urnas (51 milhões que votaram no Aécio e mais 30 milhões que se abstiveram), falo de alto e bom som: sou dessa nova direita.

Com muito orgulho, quando convocado, irei, sim, às ruas pedir que a Dilma desocupe o Palácio do Planalto já que seu nome é citado pelos delatores como partícipe nos escândalo da corrupção na Petrobras.A Veja desta semana traz uma matéria de capa com uma mensagem à Dilma do Paulo Roberto, o diretor corrupto, na época que ela ocupava a cadeira de ministra das Minas e Energia, alertando-a para as investigações do TCU que pedia a paralisação de obras da Petrobras depois de detectar indícios de sobrepreço em  algumas delas.

Cadê a OAB?

Ora, minhas senhoras e meus senhores, diante de tantos indícios do envolvimento da presidente no escândalo da Petrobras porque o silêncio de cumplicidade da OAB que até então se dizia guardiã da sociedade? Por onde andam as tão aguerridas entidades como CNBB, UNE (os jovens estudantes indignados!)  centrais sindicais, MST e os líderes comunitários que não se mobilizam pelo impeachment de Dilma? Estão no bolso do poder. A exemplo das milhões de famílias que vivem ancoradas no Bolsa Família, essas instituições também são complacentes com a decadência moral do país. Viraram, na verdade, penduricalhos do governo no silêncio e na cumplicidade.


Nós, os idiotas

A Dilma trata os brasileiros como verdadeiros idiotas. Mentir está no cardápio do governo como está também a corrupção nas empresas estatais. Um mês depois das eleições, o país é surpreendido com a invasão de banqueiros no Palácio do Planalto mandando e desmandando na economia. A FEBRABAN se derramou em elogios a presidente depois da posse do Joaquim Levy, um dos homens fortes do Bradesco, como Ministro da Fazenda, no lugar do desastrado Guido Mantega, o mágico, que aprendeu com Delfim Neto a mascarar os números da economia para tapear os brasileiros.


As mentiras

A presidente mentiu na campanha para enganar os eleitores. Nem esquentou a cadeira do segundo mandato já demonstra que continua um governo contraditório, sem rumo, sem personalidade e sem comando. Diz uma coisa e faz outra, o que afeta de verdade a sua credibilidade. Na campanha pisoteou a frágil Marina Silva ao acusá-la de se aliar a Zeca Setúbal, uma das donas do Banco Itaú, convidada para coordenar a sua campanha, execrando-a a opinião pública. Criticou o Aécio por apresentar com antecedência ao país o seu ministro da Fazenda, Armínio Fraga, para acalmar o mercado econômico. Agora, na maior cara de pau, nomeia Levy para a Fazenda, um dos pupilos de Fraga no meio acadêmico.

Oposição cobra

Diante de tantas contradições, a presidente já recebeu o primeiro pito do seu ex-concorrente, Aécio Neves. Com muita razão, ele disse: “Hoje, fica evidente que ela sabia estar mentindo ao país durante toda a campanha eleitoral. Como devem estar se sentindo os eleitores que acreditaram na candidata e no seu discurso recheado de bondades, vendo que ela hoje está fazendo tudo o que, durante a campanha eleitoral, disse que não faria?”.


O espião

E a mentira também se alastra como praga pelo Palácio do Planalto. Gilberto Carvalho, o espião do Lula lá dentro, ex-coroinha, pode ser excomungado pela Igreja católica por mentir tanto. Ele juntou a imprensa para dizer que o ministro da Fazenda que chega é que se adaptou ao modelo econômico da presidente. Ora, se Levy é partidário desse modelo falido aí então devemos rezar pelo Brasil e pelos contribuintes, coitados, que já sofrem com as promessas irresponsáveis de campanha da presidente quando recebem a conta de luz, abastecem seus carros e vão às compras nos supermercados e feiras livres.


Incompetentes

Na verdade, não existe nenhum modelo econômico dilmista para o país. O que existe, isso sim, é um amontoado de arranjos, feito por uma equipe  incompetente, vampiros do dinheiro público. Como se pode confiar em um governo que mantém uma tal de Miriam Belchior como ministra do Planejamento apenas para apagar as suas mágoas pela morte do marido, Celso Daniel, prefeito de Santo André, em São Paulo, assassinado de forma misteriosa? Foi esta senhora que, numa entrevista ao Fantástico, disse que o “o PT não tem projeto. Decidimos tocar as obras porque o Brasil tem urgência”, afirmou com a euforia dos amadores. Tanta urgência, senhoras e senhores, que as obra estão paradas, o dinheiro corre pelo ralo e a corrupção campeia porque o Brasil é governado por um amontoado de incompetentes.   

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