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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 799 / 2014

03/12/2014 - 09:38:00

Cabo Luiz Pedro vai enfrentar o banco dos réus

Último recurso do ex-deputado foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça

João Mousinho [email protected]

Mais de dez anos de impunidade. Esse foi tempo para o último recurso – embargo infringente – do cabo Luiz Pedro ser negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A medida da Corte irá levar o ex-deputado ao banco dos réus pela acusação da autoria intelectual da execução do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, o Beto. Segundo o pai da vítima, Sebastião Pereira dos Santos, a sensação de impunidade se configura pela morosidade do Poder Judiciário. Sebastião aguarda agora que a Justiça alagoana marque a data do julgamento daquele que ele sentencia ser o assassino do seu filho.  

O STJ negou seguidamente os recursos de Luiz Pedro no processo em que ele é acusado de crime de homicídio, sequestro e ocultação de cadáver.

O conselho de sentença vai definir o futuro do ex-deputado. O promotor de Justiça do caso é Marcus Mousinho, que, questionado pelo EXTRA se pedirá a condenação de Luiz Pedro, afirmou: “O antigo promotor responsável pelo caso era o Alfredo Gaspar, mas ele está no Gecoc e não pode atuar no caso. Ainda não me interei do processo e por isso ainda não vou fazer qualquer juízo de valor”, confidenciou Mousinho. 


O caso 

O dia 12 de agosto de 2004 jamais será esquecido por Sebastião Pereira dos Santos, pai do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, que na madrugada daquele dia foi sequestrado por quatro elementos e executado. Até hoje Beto não retornou para casa. “Daquele dia em diante a minha vida se tornou um martírio e uma luta contra a impunidade que se arrasta há 10 anos. Eu fui a única pessoa que teve coragem de denunciar as atrocidades praticadas por Luiz Pedro, um homem temido pela sua forma violenta e rude de agir nas regiões que comanda a mão de ferro”, contou o pai de Beto.

Seu Sebastião afirmou que na época do desaparecimento do filho foi realizado um levantamento minucioso pelo delegado Arnaldo Soares de Carvalho, e não foi detectada nenhuma entrada de Beto em qualquer delegacia do Estado e do Brasil. “A ficha limpa do meu filho demonstra a execução covarde e perversa que foi realizada contra ele”. Sebastião Pereira ainda contou que seu filho não teve o sepultamento, devido à falta de localização dos restos mortais da vítima.

O aposentado acrescentou que espera que a justiça seja feita pelo júri popular. “Celeridade eu não posso mais cobrar; só espero que não aconteça como os quatro elementos que carregaram meu filho para seu destino final, onde foram condenados e ficaram pouco mais de três anos atrás das grades”. 


Repercussão nacional 

No dia 23 de março deste ano, o programa Fantástico, da Rede Globo, enfatizou em uma de suas matérias a violência no Brasil. Um dos temas abordados no programa dominical foi que Maceió é a cidade mais violenta do País e no ranking ocupa a quinta colocação.A reportagem do Fantástico citou a violência praticada por políticos do Estado e entre os envolvidos estava o Cabo Luiz Pedro; um dos alvos das denúncias. O caso em questão foi a execução de Beto, quando seu Sebastião descreveu toda sua indignação em rede nacional. 

O EXTRA de Alagoas ,ainda em 2004, através do repórter de polícia Ródio Nogueira, já falecido, foi o primeiro veículo de comunicação do Brasil a dar voz a Sebastião para falar sobre as graves denúncias que pesam contra uma figura política de Alagoas, o Cabo Luiz Pedro. 

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