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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 799 / 2014

03/12/2014 - 09:15:00

É impossível não comentar

JORGE MORAIS Jornalista

Minha promessa foi não comentar mais o resultado das últimas eleições. Mas, não posso deixar de escrever sobre o Brasil que está sendo governado pela presidenta Dilma Rousseff.

Diariamente, surgem fatos novos e que não foram explorados durante a última campanha. Ou melhor: foram escondidos durante todo o processo eleitoral, e somente agora, estão sendo divulgados no noticiário nacional.Ouvindo e lendo as pessoas mais credenciadas no assunto, cheguei à conclusão que não existe mais controle do Palácio do Planalto – sede do governo federal – em relação a nossa economia e finanças.

Para que se tenha uma ideia, o governo gastou até um mês antes das eleições o extraordinário valor de 21 bilhões de reais, além do que arrecadou no mesmo período deste ano. Para os principais analistas brasileiros, foi o pior dos resultados nos últimos vinte anos.

Uma irresponsabilidade que vai recair sobre todos nós, quem votou ou não na presidenta.O “buraco negro” em que se meteu o Brasil, só é comparável ao de um país em profunda crise econômica e financeira. Pelos dados agora divulgados, a dívida subiu quase seiscentos bilhões de reais. Em dois anos do governo Dilma, essa dívida já chega a 3 trilhões, 132 bilhões de reais, o que é extremamente preocupante e assustador. Esses valores já eram impressionantemente altos antes, mas escondidos de todos para não atrapalhar a campanha da candidata a reeleição.

Agora, com esses números super elevados, não se tem mais como negociar. O rombo ultrapassou números imagináveis da nossa conjuntura econômica. Para tentar diminuir, sem ter certeza que vai resolver, pelo menos, seria um grão de areia nessa desgraça toda, os juros devem aumentar rapidamente; os impostos idem; o desemprego na indústria já vem ocorrendo há quatro meses, com reflexos no resultado das vendas; comércio vai contratar menos agora, mesmo com as festas natalinas e o período de maior movimentação em decorrência das férias; o aumento da gasolina recente que é o primeiro passo para o começo da crise; e o da energia elétrica proximamente, sem levar em consideração ao já ocorrido de 30%; vão ser reflexos dessa crise que o país atravessa e que ficou escondido durante a campanha eleitoral.

Nós vamos sim pagar essa conta absurda. Segundo o comentarista Alexandre Garcia, “o setor automobilístico está disfarçando uma crise”. Essa é uma grande verdade.

As montadoras já se planejam para férias coletivas e demissões voluntárias ou não. O setor não quebrou antes, porque o presidente Lula e a presidenta Dilma, praticaram uma série de manobras financeiras para sustentar as empresas e tentar garantir, nesse período, os empregos dos trabalhadores, mesmo que alguns tenham sofrido apesar das medidas, com a sujeira, na época, tendo sido jogada para debaixo do tapete.

Um dia isso ia estourar como está se vendo agora, sem querer fazer nenhuma linha de raciocínio pessimista. Ao mesmo tempo em que o país fica estarrecido com todas essas informações, os trabalhadores já estão se organizando para novos enfrentamos.

Os metalúrgicos de São Paulo e os sindicatos que não apoiaram Dilma Rousseff, e acho que essa é uma discussão que não passa por ideologia política, já estão se organizando para iniciaram um movimento de combate, dizendo NÃO ao desemprego.

Quem recebe as muitas bolsas, algumas criadas pelo Fernando Henrique Cardoso, e depois, as benesses aumentadas nos governos Lula e Dilma, transformando-as em bolsa miséria e bolsa preguiça, não vai pagar essa conta nunca.

Esses vão continuar se dirigindo aos bancos, utilizando-se de seus cartões e fazendo a retirada de seus recursos. Depois entram nas lojas âncoras para comprar o que desejarem. É assim como funciona.Pelo menos, essa pendenga econômica e financeira do Brasil vai ser herdada pela própria Dilma Rousseff. O Aécio Neves está livre desse fardo. Nada de pessoal em relação à presidenta, mas tudo a favor do Brasil.

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