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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 799 / 2014

03/12/2014 - 08:04:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

“Comprando na caderneta”

O velho hábito de comprar “fiado” na venda da esquina, vem voltando nesse tempos de inflação e inadimplência, com milhares de consumidores sem cartão de crédito e o “nome sujo” na praça. Recorrem a amizade do dono do mercadinho e adota o sistema de comprar com a caderneta, anotando tudo e só pagando quando recebe o salário no final do mês. Obviamente que o sistema é diferente do cartão de débito ou dinheiro em espécie: o juro é embutido e o próprio preço cobrado é superior ao anotado na mercadoria. Prejuízo certo para o comprador.Esse consumidor, sem dinheiro para comprar alimentos, material de limpeza e higiene, nunca vai conseguir quitar o débito e em seguida comprar à vista, pois já está habituado a pagar e comprar novamente no mesmo sistema, mesmo sabendo que é prejuízo para seu orçamento, chegando até mesmo a optar para gastar seu décimo terceiro salário com outras compras, do que se ver livre dessa dívida. Perde a oportunidade das promoções feitas em supemercados e até mesmo pesquisar preços em outros locais, já que depende do fiado da bodega. 


Cartão

Outro tipo de consumidor, que é portador de cartão de crédito, também indiscipolinado como seu colega da caderneta, é aquele que compra comida e só paga o valor mínimo do cartão, acumulando débitos e chegando a médio prazo, sem condições de pagar mais, tendo seu cartão bloqueado e o nome incluído no cadastro de inadimplêntes do Serasa/SPC. Caminho certo Para os dois casos, só existe um caminho: negociar, pagando parceladamente o débito total e ir comprando em espécie, o estritamente necessário para a sobrevivência, fazendo uma vedadeira “economia de guerra” a curto prazo, e jurando nunca mais se endividar.


Inflação

Continua e vai continuar sendo controlada pelo governo, que tem um trunfo: juros altos, para inibir o consumo. A taxa anual será de menos de 7%, diferente dos nossos vizinhos, Argentina e Venezuela, que se encontra em patamares altíssimos, descrédito no mercado internacional, faltando alimentos e o desemprego aumentando. Aqui a concorrência é acirrada, com diferença acentuada de preços de um local para outro, exigindo que o consumidor seja disciplinado, pesquisando muito antes de comprar. 


Empréstimos

A maioria dos empréstimos concedidos por bancos e financeiras, é através do sitema de crédito consignado, que tem o desconto do valor da prestação no contra cheque do ativo ou inativo, mas que garante a oportunidade de renovar, na proporção em que vai se pagando obrigatoriamente o valor mensal e surgindo uma margem para conseguir mais dinheiro. Fuja disso, e só renove mesmo quando quitar todas as prestações. Mas o correto, é jurar nunca mais precisar de dinheiro emprestado. É viver de acordo com o que ganha e ainda poupar. 

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