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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 798 / 2014

26/11/2014 - 20:08:00

Major Izidoro: Santana Mariano assume e encontra rombo na prefeitura

Somente na Festa do Padroeiro, prefeito tampão Arnaldo Jerônimo gastou R$ 425 mil com bandas

João Mousinho [email protected]

Notas frias, superfaturamento, salários atrasados, falta de remédios, de insumos para hospital e de merenda escolar, esse foi o quadro com que a prefeita de Major Izidoro, Santana Mariano, se deparou ao assumir a prefeitura no último outubro. Após a nova eleição, a situação deixada pelo prefeito tampão Arnaldo Jerônimo é considerada crítica. 

Mariano foi afastada em maio deste ano, por problemas nas contas do vice, Adovaldo Alves, o Doca, em seu lugar assumiu o presidente do Legislativo Municipal, vereador Arnaldo Jerônimo. Durante sua gestão Santana deixou todas as contas em dia, enquanto Jerônimo não prestou contas dos gastos dos cofres públicos do município.

 Assim que assumiu o comando do executivo, o vereador nomeou sua esposa Elisângela Silva para chefia de Gabinete da prefeitura, o que não é permitido por lei. Um caso comprovado de nepotismo.  As aberrações administrativas continuaram a mando de Arnaldo e avalizadas pela sua esposa e chefe de Gabinete. Servidores públicos confirmaram à reportagem do jornal EXTRA que Elisângela Silva mandava e desmandava na prefeitura. 

Notas sem qualquer explicações chegavam ao Executivo municipal e eram pagas sem nenhuma explicação legal. De acordo com informações, as investigações dos rombos e  superfaturamentos estão sendo analisadas por populares e funcionários públicos para levar o caso ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado.

 Um dos casos de pagamento, de um grande volume de recursos, foi feito à empresa de eventos de Marcelo Martins. Somente na Festa do Santo Padroeiro, as bandas contratadas levaram cerca de R$ 435 mil.Vale ressaltar que as bandas contratadas não são do cenário nacional e desconhecidas do grande público.

O valor de quase meio milhão de reais  está sendo analisado pela atual gestão.  Um único show que custa em média R$ 25 mil foi contratado por R$ 60 mil, valor este considerado fora da realidade de mercado.  Outro fato narrado por inúmeros servidores públicos e moradores de Major é que o hospital da cidade está sem medicamento e praticamente fechado, enquanto o empresário que contratou as bandas passou a ostentar um veículo importado, quando antes andava em um carro popular usado. 


Mais acusações 
Outra acusação que pesa contra Arnaldo Jerônimo, pelos  quatro meses no comando do executivo, é o rombo na previdência do município. O prefeito tampão deixou de repassar R$ 400 mil para o fundo previdenciário, lesando centenas de contribuintes. Contratações irregulares também foram realizadas nesse período.

Arnaldo contratou mais dois advogados para a prefeitura e dezenas de parentes e amigos que não exerciam qualquer função na administração pública. O prefeito por 120 dias ainda locou um carro de luxo por conta do erário e distribui combustível com populares sem qualquer compromisso fiscal, tudo por conta da Prefeitura de Major Izidoro.

 Nesse período fornecedores da prefeitura deixaram de receber e obras importantes como os posto de saúde de Capelinha e de São Marcos, reformas de várias escolas e o calçamento de ruas no bairro de Fátima foram paralisadas sem qualquer explicação.

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