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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 798 / 2014

25/11/2014 - 13:52:00

Matadores do empresário Grilo, Duda e Careca vão a julgamento no dia 27

O agropecuarista Fernando Medeiros, autor intelectual do homicídio, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça

DA REDAÇÃO

No dia 27 do corrente, a partir das 8h, no fórum do Barro Duro, em Maceió, o executante José Rosendo Sembém (Duda) e o seu irmão coparticipante Josivaldo (Careca) serão julgados pelo Tribunal do Júri pelo assassinato praticado contra o empresário Jair Gomes, o Grilo, morto em Palmeira dos Índios no dia 22 de novembro de 2010, defronte ao ginásio do Colégio Cristo Redentor, a 200 metros da delegacia de polícia.

Além do autor intelectual Fernando Medeiros e dos autores materiais Duda e Careca, o homicídio contou também com a participação de Manoel Araújo da Costa (Mané) e Gilberto Fernandes Bispo (Berto), réus confessos.

O processo foi desmembrado e apenas Fernando Medeiros recorreu ao Tribunal Superior de Justiça (STJ) reivindicando o seu despronunciamento, continua solto. O Ministério Público Estadual (MPE), que denunciou os réus, será assistido pelo advogado Lutero Gomes Beleza, que não tem dúvidas quanto ao envolvimento dos acusados, inclusive de Fernando Medeiros, marido da ex-vice-prefeita de Palmeira dos Índios, a médica Verônica Medeiros.

 “Fernando Medeiros recorreu, mas ele será julgado pelo Tribunal do Júri, pois as provas produzidas no processo são elucidativas e consistentes’, enfatiza Lutero Beleza.

O juiz Ferdinando Scrimin Neto pronunciou os envolvidos no homicídio, que foi gravado por uma câmara de Seu Supermercado situado próximo ao local da execução. Gravações telefônicas obtidas através de autorização judicial, provam a participação material dos acusados no assassinato do empresário Grilo e a autoria intelectual de Fernando Medeiros, que inclusive “prestou socorro” aos pistoleiros Duda e Careca, cuja moto em que fugiam da cena do crime quebrou nas proximidades do ginásio do Colégio Cristo Redentor.


Entenda o caso
A morte de Grilo ocorreu em virtude de uma discussão provocada por Fernando Medeiros por causa de títulos societários do aeroclube de Palmeira dos Índios. De acordo com a sentença de pronúncia, no momento da discussão, Fernando Medeiros estava ao lado de sua mulher Verônica Medeiros.

Embriagado, o agropecuarista provocou com um empurrão o empresário, que se defendeu da agressão. Por isso, foi jurado de vingança. “Você vai me pagar”, prometeu Fernando Medeiros que, por diversas vezes insistiu para Manoel Araújo da Costa (Mané) contratar um criminoso para executar Grilo, o que terminou acontecendo. Os detalhes estão registrados na sentença de pronúncia.

Os envolvidos no caso serão julgados em Maceió, após decisão tomada pela Justiça visando evitar interferências políticas no julgamento.Fernando Medeiros é pai de um cirurgião vascular casado com a filha do deputado Fernando Toledo, atual presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas.

Grilo, irmão do conhecido empresário Zé Leão, conselheiro do CSE, era proprietário de uma rede de lojas de eletrodomésticos em Palmeira dos Índios e outras cidades. Empregava dezenas de trabalhadores, patrocinava eventos os mais variados. Ele tinha um mini trio elétrico, o qual cedia para animar festas na cidade e ao mesmo tempo se divertia com a realização dos eventos.O empresário deixou três filhos: Thaisa (20 anos), Gabriela (14 anos) e Luís Alberto (11 anos).


Alta periculosidade
O deputado Isnaldo Bulhões Filho (Isnaldinho) continua indignado com o assassinato do empresário Grilo. O parlamentar pede a condenação dos autores do homicídio, inclusive do autor intelectual, o agropecuarista Fernando Medeiros.“Fernando Medeiros tem que ser condenado para pagar pelo crime que praticou.

Ele é um bandido de alta periculosidade, que matou Grilo de forma fria e covarde”, ressalta Isnaldinho.O deputado também critica parte da Justiça, responsável pela soltura de Fernando Medeiros. “A Justiça usou dois pesos e duas medidas ao prender os autores materiais e soltar o autor intelectual do crime contra o Grilo”, ressaltou. “Isso é justo?!”, indaga inconformado Isnaldinho.

O assistente de acusação, advogado Lutero Beleza reafirmou que a instrução processual ratificou todo o processo investigativo realizado pela polícia. “Não há dúvidas a respeito da materialidade delitiva. A autoria recai sobre os réus tanto na fase inquisitorial como na instrução processual”, enfatiza.A família do empresário assassinado não se conforma com a liberdade do agropecuarista. “Fernando Medeiros tem que pagar perante a Justiça pelo crime que praticou. Não concordamos com sua impunidade”, disse Zé Leão. . “Por que os outros envolvidos estão presos e o autor intelectual está solto?, indaga desolado.

Apesar de Fernando Medeiros não fazer mais parte do processo, o desembargador Edivaldo Bandeira Rios admite a possibilidade de influência política, uma vez que existe relação entre os dois processos em questão.

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