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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 798 / 2014

25/11/2014 - 13:39:00

PEDRO OLIVEIRA

Os “gênios” de Lula

O jornal Folha de São Paulo estampou em matéria assinada pelos jornalistas José Ernesto Credendio e Andreza Matais uma história interessante e ao mesmo tempo alarmante.

Segundo o texto dois dos filhos do ex-presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings -sociedades criadas para administrar grupos de empresas-, a LLCS Participações e a LLF Participações. Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas. O jornal constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários.

Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%. As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo.

São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos. São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal -Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula. Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária.A história pode ser esquisita, mas os meninos estão milionários. São ou não “gênios” das finanças?

Reinaldo Azevedo

Sobre a matéria da Folha de São Paulo vale registrar um comentário do jornalista Reinaldo Azevedo: “Pois é… A classe operária foi ao paraíso numa espantosa velocidade. Também nesse caso se percebe que FHC e Lula são muito diferentes. Quando o tucano chegou à Presidência, seus netos eram herdeiros de banco — o então Banco Nacional. Quando ele deixou o cargo, seus descendentes eram “sem-banco”. A instituição havia quebrado, e o governo não moveu uma palha para salvá-lo.

Com os Lula da Silva, a coisa é diferente. Lidam com a, digamos, “carreira” muito melhor do que o pai lidava com o torno. Lulinha era monitor de jardim zoológico quando o pai chegou ao poder. Oito anos depois, é esse potentado — certamente mais rico do que os netos de FHC!

Passando dificuldades

O prefeito Rui Palmeira encara com responsabilidade a crise pela qual vem passando as finanças e as consequências do desempenho da sua administração. Cortou na própria carne, fez mudanças pontuais e vai continuar ajustando onde for preciso para que tenha condições de governar com os pés no chão e cumprindo estritamente os princípios legais e morais da administração. Com duras medidas tem descontentado muitos e ferido de mortes interesses políticos, mas se mantem fiel àqueles que lhe confiaram o mandato e acreditaram em seu desempenho. O prefeito garante por outro lado que os próximos dois anos, mesmo com as dificuldades previstas, o maceioense não se frustrará com a opção que fizeram. Resta confiar, ou não.


Vereadores irresponsáveis

A questão imoral da falta de quórum na Câmara Municipal de Maceió é antiga e os faltosos afrontam a população com o maior descaramento. Recebem um salário polpudo, usufruem de “verbas imundas”  e não se dignam nem a sentar seus gordos  glúteos nas cadeiras que lhes são destinadas para dar um pouco de trabalho. Sei que muitas vezes a vereadora Heloisa Helena chegou a ficar sozinha no plenário e não apareceu nenhum colega, ou apareceram apenas alguns que não deram número suficiente para deliberar. É uma imoralidade e uma irresponsabilidade pública com o dinheiro do povo. A Mesa Diretora faz vistas grossas e também adere ao “instituto dos ausentes”.  Vê-se que essa turma não tem mesmo destino nem vocação para o trabalho honrado.

Bilhões roubados do povo

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informa que pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Lava-Jato fizeram movimentações consideradas atípicas no valor de R$ 23,7 bilhões entre 2011 e 2014. Só em espécie, o grupo movimentou R$ 906,8 milhões. Ao todo, o Coaf produziu 108 relatórios com alertas sobre possíveis irregularidades nas movimentações financeiras do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e das empreiteiras, entre outras pessoas e empresas acusadas de fraudes em contratos com a estatal. A soma total envolve saques e depósitos. Mas, ainda assim, as cifras são consideradas estratosféricas até mesmo para autoridades acostumadas a lidar com dados expressivos. Pelo que vejo as delações premiadas não chegam nem perto das cifras mostradas pelo Coaf. Será que as investigações vão descobrir? Duvido muito. Na verdade temo muito que esse povo continue livre e rico. O que não será novidade se tratando de Brasil.


Prêmio José Aprígio Vilela

Será no próximo dia 29 a entrega do “Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Responsável e Empreendedora”. A festa também vai comemorar os 10 anos de fundação do Instituto Cidadão e reunirá personalidades do mundo político e empresarial para assistir a outorga do troféu que tornou-se conhecido como o “oscar da gestão pública responsável “ e é bastante disputado. Este ano com o regulamento alterado o prêmio vai homenagear além de prefeitos, personalidades e instituições públicas e privadas.

Opina, mas não decide

Alguns órgãos de imprensa, colunistas e blogueiros anunciaram que o “ Ministério Pública de Contas havia rejeitado as contas do governador Teotônio Vilela referente ao período 2010. Levantaram irregularidades como a falta de apresentação de documentos, o não cumprimento de metas constitucionais de repasses para setores específicos e irregularidades na abertura de créditos suplementares. Vamos aos detalhes: o MP de Contas não tem nenhum poder para “rejeitar ou aprovar contas”, mas apenas emite sua opinião que pode ser ou não acatada pelo relator e depois pelo colegiado. Os demais itens abordados alguns são supríveis de reparação no decorrer do processo e outros têm acontecido desde a criação dos Tribunais de Contas e são considerados irrelevantes. É muita “alegoria” para um simples e não decisório parecer.


E haja dinheiro roubado

No despacho em que determinou que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque continuasse preso, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, alegou risco de o ex-dirigente fugir para o exterior. Segundo o magistrado, Duque mantém uma “verdadeira fortuna” em contas bancárias fora do país.“Dispondo de fortuna no exterior e mantendo-a oculta, em contas secretas, é evidente que não pretende se submeter à sanção penal no caso de condenação criminal . Sem a prisão preventiva, há o risco do investigado tornar-se foragido e ainda fruir de fortuna criminosa, retirada dos cofres públicos e mantida no exterior, fora do alcance das autoridades públicas, observou o juiz. O juiz federal também menciona no despacho que o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, apontado como braço-direito de Duque no esquema de corrupção, também mantêm contas bancárias no exterior utilizadas para receber suborno.“As provas apontam que ele [Renato Duque], à semelhança de Paulo Roberto Costa (23 milhões de dólares) e de Pedro Barusco (100 milhões de dólares), mantém verdadeira fortuna em contas secretas mantidas no exterior”, escreveu o magistrado.


Os “petroleiros” de Alagoas

Fonte digna da maior credibilidade me confessava que quando for divulgada a lista dos beneficiários com as propinas da “Operação Lava Jato” as coisas vão tremer aqui em Alagoas. Existem muito mais nomes do que os que estão sendo citados como envolvidos e alguns vão realmente surpreender. O STF não dá nenhuma pista mas de vez em quando algum ministro deixa escapar alguns nomes encrencados com o desvio de bilhões da corrupção.E aí que vai acontecer? É a pergunta que é feita pela sociedade? Todos na rua ou todos nas grades? Todos sem dinheiro após devolver o que roubaram ou todos continuam ricos gozando da nossa cara, com milhões em paraísos fiscais? Só mais na frente teremos esta resposta, que espero não decepcione os brasileiros.

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