Acompanhe nas redes sociais:

19 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 798 / 2014

25/11/2014 - 13:34:00

Jorge Oliveira não morreu

Moacyr OLiveira Filho Jornalista

Felizmente, o jornalista e cineasta Jorge Oliveira não morreu. Tivesse o galego, pistoleiro alagoano contratado para assassiná-lo, no sábado de Carnaval de 1984, na porta da sua casa, no Floresta Country Club, no Rio de Janeiro, levado até o fim a sua missão, em vez de desistir de executá-la, nós, pobres mortais, estaríamos privados de ler o delicioso Muito Prazer, eu sou a morte, o novo livro de Jorge Oliveira, que esta semana deve chegar às livrarias brasileiras.Lançado pela Chiado Editora, o novo livro de Jorge Oliveira é daqueles de ser lido num fôlego só. A partir de uma criativa solução literária, Jorge conta, durante seu hipotético velório, um pedaço de sua vida profissional e boêmia pelas principais redações da imprensa carioca, entre os anos 70 e 80,no Rio de Janeiro e em Brasília.

Enquanto espera o momento de ser cremado, o cadáver de Jorge Oliveira, aproveita o tempo ocioso do velório, cercado de amigos e admiradores, para nos brindar com episódios saborosos, valentes, tristes, combativos e, acima de tudo, divertidos e irreverentes da sua passagem pelas principais redações da imprensa brasileira - Correio da Manhã, O Globo, Jornal do Brasil e Jornal de Brasília, e pelas mesas do Café Lamas e outros bares da boêmia do Rio de Janeiro.

Em suas 305 páginas, Jorge Oliveira vai revelando bastidores das redações, dos jornalistas, da política sindical, do poder que os militantes do velho Partidão exerciam na imprensa e do acordo nuclear Brasil-Alemanha, do qual foi um crítico feroz e que lhe rendeu um Prêmio Esso de Reportagem e muitas dores de cabeça.Ao terminar a leitura, quem conhece Jorge Oliveira fica com um gosto de quero mais. Matreiro, Jorge Oliveira não contou tudo. Pelo contrário. Deixou muita coisa de fora.

Quem sabe não esteja pensando numa continuação dessa obra. Seguindo na linha da morte, bem que o segundo volume poderia usar como fio condutor a sua chegada ao Juízo Final e a disputa entre Deus e o Diabo pela primazia de ter a sua companhia eterna. Enquanto revelasse novas histórias, e aqui devem entrar as mais picantes e cabeludas, Deus e Satanás funcionariam como advogados de defesa e de acusação, disputando sua alma.Fica aqui a sugestão.Enquanto isso, divirtam-se com essa entrada que Jorge Oliveira nos oferece com esse saboroso Muito Prazer, eu sou a morte.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia