Acompanhe nas redes sociais:

19 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 798 / 2014

25/11/2014 - 13:10:00

Gabriel Mousinho

Um pé na frente e outro atrás

O futuro governador Renan Filho deve surpreender a quem não acredita que ele possa fazer um secretariado de alto nível. Pelo menos não comprometido com velhas práticas políticas e que figuram como participantes em processos cabeludos. E nomes assim não faltam. Renan Filho sabe que só tem uma bala na agulha que deverá acertar sua caminhada em uma das mais difíceis missões que lhes forem entregues nos últimos vinte anos.Filho do presidente do Senado, Renan quer fazer uma administração que não tenha qualquer vínculo com figuras carimbadas na política pela prática nociva durante o exercício da função pública. Ele deverá fazer isso como o principal dever de casa, embora tenha e esteja recebendo pressões para atender a pedidos políticos, inclusive do seu próprio pai.O futuro governador não tem muito que escolher. Ou nomeia técnicos como ele mesmo prometeu durante a campanha para administrar um Estado carente de tudo, ou jogará no lixo a perspectiva de que possa crescer muito na política alagoana. Todos sabem que ele deve desagradar muitos setores que lhes acompanharam durante a campanha. Mas essa é a única solução. Ou vai nadar e morrer na praia. E isso o povo que lhe elegeu, com certeza não quer.

Fácil ser oposição

Ao contrário do que muitos pensam, ser oposição, como será o caso do senador Biu de Lira, é mais fácil, mais cômodo, mais tranquilo, diferente de ser governo e ter que justificar atos até das suas centenas de auxiliares.  


Osso duro

Conter a ânsia de auxiliares, navegar de acordo com suas orientações, tudo isso será a grande preocupação do futuro governador Renan Filho. Ele sabe, mais do que ninguém, que não poderá pisar em falso, nem tampouco permitir que os que lhes seguem passem os pés pelas mãos. Na oposição, não. O crítico fica no alto do observatório somente acompanhando as ações e se elas são corretas ou não. Daí, as denúncias, as quais, inclusive, levaram o jovem deputado JHC a ter uma votação estrondosa nas últimas eleições. Ser oposição, como se vêm, é bem melhor, em certos aspectos, do que ser governo.


Quase unanimidade

Por enquanto, até não definir os nomes para o seu secretariado, três jornalistas figuram para a futura Comunicação Social do Governo: Joaldo Cavalcante, Edivaldo Júnior e Ênio Lins. Este último não deve querer conversa com esse assunto, já que desenvolve atividades que estariam longe de ser compensadas com um cargo de secretário. Os outros dois, dispensam comentários. Tanto Joaldo, raposa velha no jornalismo, como Edivaldo Júnior, também cobra criada no setor, estariam na mira do futuro governador Renan Filho. Quase uma unanimidade, concordam companheiros do batente.

Ela não quer

A 17ª Vara da Capital que trata do maior problema de Alagoas aliada à insegurança pública, a corrupção, vai passar pelo crivo da Assembleia Legislativa. E terá poucas chances de ter sucesso. Muitos deputados fazem o sinal da cruz quando o assunto é a investigação do Gecoc nos mais de cem municípios alagoanos. Se depender de alguns que já sentem o peso da Justiça, a 17ª Vara será futuramente sepultada, para o bem de políticos larápios e a tristeza do povo alagoano.


Sugestão a Rui

O prefeito Rui Palmeira tem tomado medidas severas e pertinentes para atravessar a crise no município de Maceió, que sofre as mesmas consequências dos mais de 5 mil existentes no Brasil. Ele cortou cargos comissionados, reduziu salários, mas precisa ir mais além. Se alguém ainda não lhe disse, eis uma dica: mande para casa centenas de servidores que já se aposentaram e continuam no mesmo cargo ganhando altos salários. Evidentemente, nas empresas de economia-mista. É uma sangria que a prefeitura poderia evitar. É uma questão, apenas, de bom senso para reduzir as despesas.


Arrumadinho

Pelas atitudes demonstradas pelo governador Téo Vilela durante a transição do governo para Renan Filho, dá para notar que aconteceu alguma coisa além dos aviões de carreira. Téo, que levou paulada para todos os lados da tropa de Renan e de Collor, parece um cordeirinho. Não seja surpresa se assumir futuramente um cargo, não no governo estadual, mas no federal, onde acontecem as grandes arrumações.

Tudo acertado?

Não dá para esconder que existe em curso um esquema para eleger a futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e para continuar como Dantes no Quartel de Abrantes. É Olavo Calheiros, Marcelo Victor, os Toledo, Albuquerque, agora chegando Francisco Tenório, enfim, um time que conhece as entranhas da Casa de Tavares Bastos, cuja reputação já chegou na polícia.

Festa do Lava a Jato

Parece mesmo que pouca gente, da cúpula da política brasileira, vai se salvar na Operação Laja Jato, onde meio mundo de gente de empreiteiras já experimentou as conhecidas e velhas algemas. Alguma coisa deve sobrar para muitos políticos que frequentam Brasília, tanto deputados, como senadores. Parece que Bangu 12 vai se tornar pequeno para acomodar a turma que saqueou os cofres públicos brasileiros.


Tô fora

O deputado Eduardo Cunha, que bate de frente com a presidente Dilma Rousseff e naturalmente com o PT, tem revelado que não está nem um pouco preocupado com a Operação Lava a Jato. Não está comprometido e vai mesmo disputar a presidência da Câmara dos Deputados.


Quem escapa? A Operação Lava Jato que atingiu diretamente a Petrobras, vai ter desdobramentos que ninguém espera e, com certeza, vai arrebentar políticos alagoanos. As maiores empresas cujos diretores já foram presos pela Polícia Federal figuram entre os maiores investidores em campanhas eleitorais em Alagoas.


Quem recebeu mais?

Dezenas de milhões de reais foram despejadas em campanhas políticas de Alagoas. Muitas doações entraram pelo ralo e, todo mundo sabe, foram pelo Caixa 2. Construtoras, doleiros, simpatizantes, interesseiros e outros tipos mostraram a cara. A Receita e a Polícia Federal, se quiserem, podem desvendar mais segredos da corrupção no Brasil.


É o Biu

Vá em frente, Biu. Campeão de votos quando se candidatou ao Senado Federal em 2010, disputou o governo do Estado em situação absolutamente antagônica. Os rios de dinheiro despejados com parte do eleitorado e de candidatos sedentos por grana mostraram que não é preciso somente trabalhar por Alagoas. Infelizmente tem que trabalhar pelo bolso de muitos que ainda estão pendurados com problemas na polícia e na justiça. Pelo que tem mostrado a Operação Lava Jato, muitas coisas ainda devem acontecer em Alagoas.

Insatisfação

Os governistas da Prefeitura de Maceió parecem que não estão nada satisfeitos com o prefeito Rui Palmeira. O maior sintoma disso foi a derrubada de vetos do prefeito, que perdeu feio na semana passada. Ou os vereadores da bancada não estão tendo o tratamento necessário por parte da cúpula da prefeitura, ou o guerreiro está mal ensaiado.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia