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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 798 / 2014

25/11/2014 - 13:03:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Tentação do consumo

A coluna volta a alertar seus leitores sobre a apelação dos lojistas para vender mais, com suas “facilidades”, tentando chamar a atenção dos consumidores que compram por impulso, sem medir as consequências de uma compra com prazo “a perder de vista”. O mesmo fazem as financeiras e bancos, chegando a oferecer crédito para pagamento em até 120 meses. É tudo propaganda enganosa, se pensando no lucro fácil. E o consumidor termina mesmo se endividando, podendo chegar ao “fundo do poço”, sem condições de pagar o que deve. A dois meses do Natal, a data que o comércio mais fatura, com a concorrência acirrada de hoje, a loja chega até mesmo a oferecer produtos para venda agora e só começar a pagar depois do Carnaval, em fevereiro de 2015, ou seja três meses depois. Fácil de enganar o consumidor que não pensa no futuro. As taxas de juros continuam subindo a cada mês. Ninguém sabe como será a política econômica do segundo governo da presidente Dilma Rousseff. A inflação vem crescendo. E já se sabe, que não adianta aumentar os juros, porque o consumidor continua comprando. O resultado mesmo é o aumento da inadimplência e a recessão, como ocorreu quando da crise econômica mundial, há seis anos. 


Atingindo  a todos

O apelo ao consumo feito pelo comércio, atinge até mesmo as crianças, que obviamente não possuem renda. E esse foi o tema da redação do Enem, que muitos concorrentes não conseguiram desenvolver a contento. Mas, isso é a chamada economia de mercado (capitalismo), onde existe a Lei da Oferta e da Procura. O Dia da Criança que o comércio comemora examente na mesma data do Descobrimento da América e da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, é feriado nacional, não especificamente por ser dos dois primeiros, mas pela fé católica, que predomina. O comércio aproveita e fatura mais ainda, apelando para as inocentes crianças a pedir ao pais, o seu presente. 

Por impulso

E a compra por impulso, feita pelo chamado consumidor impulsivo, aquele que compra sem necessidade, só exatamente porque gosta de comprar aleatoriamente, sem pensar em como vai pagar, caso compre a prazo. Mas o que compra à vista mesmo, tem dinheiro e vai seguindo esse hábito, que é uma “doença” mesmo, necessitando de tratamento médico. 


Disciplina

O conssumidor economicamente correto, é aquele que compra o estritamente necessário a sua sobrevivência, ententendo o verdadeiro valor do salário que ganha, e procurando poupar, para fazer uma reserva financeira, pronta a ser usada numa emergência. Jamais comprar por impulso, amortizar o cartão de crédito ou mesmo, renovar empréstimos, no momento em que a financeira ou banco, incentiva a pedir mais dinheiro. Quem segue essas tentações, só tem um caminho; “o fundo do poço”. 


Pesquisando

É notório o aumento constante dos preços, sejas de produtos ou serviços. Daí a importância da pesquisa de preços, antes de comprar. Isso se faz em dia livre do trabalho, para ter tempo suficiente a visitar os vários pontos de vendas, conversar com os vendedores e comprar à vista,com um bom desconto. 


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