Acompanhe nas redes sociais:

15 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 797 / 2014

19/11/2014 - 00:39:00

Jornal EXTRA completa 16 anos de luta e independência

Desde 1998 o semanário em circulação mais antigo do Estado tem prestado serviço à sociedade com denúncias sobre desmandos de políticos, corrupção nos Poderes, crimes de mando e injustiças sociais

Maria Salésia [email protected]

Criado em 1998 por uma cooperativa de jornalistas alagoanos, o jornal EXTRA de Alagoas nestes 16 anos de existência tem adotado uma linha editorial independente, com prestação de serviços à sociedade ao denunciar desmandos políticos, corrupção e crimes de mandos. Tudo sem deixar de lado sua história de luta e compromisso com a ética e a verdade dos fatos.

Apesar de tentarem calar o semanário por inúmeras vezes, toda manhã de sexta-feira o leitor é convidado a se debruçar na leitura do EXTRA, com suas notícias quentíssimas da capital e do interior do Estado. Aquela “carta na manga”, a verdade dos fatos e o comprometimento e coragem da equipe que faz o jornal são atrativos para os antigos e novos leitores.

A legião de seguidores, aliás, cresce a cada dia, e são estes escudeiros que ajudam a difundir sua existência e a torná-lo, em sua categoria, o mais lido no Estado.Além da notícia bem apurada, o EXTRA também tem contribuído em outras áreas. Não é à toa que é motivo de debates em rodas de amigos, academias, nas universidades, é homenageado,  é inspiração para tema de trabalhos acadêmicos, grande aliado da Justiça em alguns processos e até se tornou tema de livro.

E para quem mora fora de Alagoas ou não consegue adquirir um exemplar impresso do EXTRA, basta recorrer à versão online através do endereço www.extralagoas.com.br e nossas redes sociais: twitter.com/ExtraAlagoas e facebook.com/jornalextradealagoas.


PERSEGUIÇÃO

Nestes 16 anos de existência, o jornal EXTRA tem incomodado a várias pessoas e segmentos. Não é à toa que já tentaram liquidar com o semanário, apreenderam edições e ameaçaram profissionais. E como esquecer de um fato assaz pitoresco: colocaram um “despacho”                  (macumba) em uma encruzilhada em frente à redação.

De nada adiantou. O EXTRA continua ativo para contar sua história.Relembremos, ainda, o ano de 2004 quando o então editor-geral do semanário denunciou na CPI da Pistolagem, em Brasília, os autores e os detalhes dos crimes de mando no Estado.

Outro fato marcante para o EXTRA foi, no início de sua criação, ter a redação invadida por um ex-deputado estadual e ex-governador de Alagoas que se sentiu ofendido por matéria publicada pelo jornal. Em janeiro de 2000 outro deputado estadual não gostou de matéria publicada pelo jornal de  que seria denunciado na CPI do Crime Organizado e, acompanhado de capangas, invadiu a redação armado de chicote e pistola e prometeu ajustar contas caso o jornalista não desmentisse a matéria na edição seguinte. Outra tentativa em vão.

O EXTRA não se calou.Em 2011 uma desembargadora do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) agrediu verbalmente um repórter do semanário e exigiu sua expulsão do plenário. O crime do profissional: ter denunciado, através de reportagem, o pagamento indevido de horas extras na gestão da desembargadora.

Em 2010, a pedido de um ex-governador e candidato a retornar ao cargo, um juiz eleitoral mandou recolher exemplares do EXTRA das bancas. O motivo seria a notícia sobre uma pesquisa eleitoral sem registro no TRE que apontava o candidato em desvantagem.

Em 2010 o semanário exibe reportagem intitulada: “TJ aprova candidatos eliminados no último concurso para juiz” e provou da fúria dos futuros magistrados.

Cerca de 30 novos juízes invadiram a redação com ameaças e intimidação.Nestes 16 anos de circulação interruptos, a política do jornal tem sido a de fiscalizar o uso de recursos públicos no âmbito de todas as esferas de Poder. E assim surgiram várias operações onde o EXTRA sempre esteve presente, seja informando ou cobrando respostas à sociedade.

E o que dizer da cobertura na Operação Taturana, deflagrada em dezembro de 2007, onde deputados e ex foram acusados de desviar cerca de R$ 300 milhões dos cofres da ALE entre os anos de 2003 e 2006. O EXTRA esteve presente, cobrando resultado.

O mesmo aconteceu com a Operação Gabiru, de maio de  2005, onde prefeitos (na época) de oito municípios alagoanos foram presos acusados de desviar  cerca de R$ 1,8 milhão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de  lavagem de dinheiro.

Na verdade, as ameaças mais contundentes ao jornal são os processos judiciais na chamada Vara Criminal de Competência Mista do Estado de Alagoas, onde o EXTRA já respondeu a mais de uma centena de processos judiciais, entre criminais, cíveis e eleitorais.

Semanário vence Prêmio Braskem de Jornalismo

Para brindar os 16 anos de existência, o jornal EXTRA de Alagoas se consagrou como um dos ganhadores do Prêmio Braskem de Jornalismo- o mais importante no Estado. A matéria “Estaleiro de Alagoas ainda é uma incógnita”, da chefe de Reportagem e repórter do semanário, a jornalista Vera Alves,  foi a vencedora da categoria Informação Política/Econômica.

Vera teve ainda outra matéria entre as três finalistas. A reportagem  “Coisas de Alagoas: Desembargadora ganha mais que presidentes do Supremo e do TSE” esteve na lista. Comemorando a premiação, ela agradece especialmente ao editor-geral do EXTRA, Fernando Araújo, que lhe deu a oportunidade de voltar à reportagem após mais de duas décadas afastada das ruas.

“Este prêmio é o reconhecimento do trabalho que o EXTRA vem fazendo, de apuração mais aprofundada dos fatos e sem medo de mostrar a verdade”, disse.A solenidade, considerada a mais importante do jornalismo alagoano, aconteceu no sábado (9), na casa de shows Musique, no bairro da Jatiúca, em Maceió.

O evento reuniu profissionais da imprensa alagoana, empresários e autoridades. Com 32 anos de profissão, Vera Alves passou mais de duas décadas atuando em editorias e chefias de Redação e de Reportagem. Em 2013 passou a integrar a equipe de repórteres do EXTRA. Vale ressaltar que no ano passado ela foi uma das três finalistas do Prêmio Braskem na categoria Reportagem Impressa com a matéria “Áreas públicas de Piranhas foram loteadas por ex-prefeita”.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia