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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 797 / 2014

19/11/2014 - 09:00:00

Morte da soldado Izabelle pode estar ligada ao sumiço do adolescente Davi Silva

Pai da militar também levanta possibilidade de que ela tenha sido morta após luta corporal com comandante da guarnição com a qual estava e depois de reagir a assédio; Polícia investiga tudo

DA REDAÇÃO

A morte da soldado Izabelle Pereira, de 24 anos e o sumiço do adolescente Davi Silva, de 17 anos, podem ganhar novos capítulos nos próximos dias. Informações de pessoas que preferem se manter em sigilo, levantam a suspeita de que os mesmos policiais militares que sumiram com o jovem foram os responsáveis pelo “incidente” que teria matado a policial. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A polícia já confirmou que o jovem Davi Silva foi levado por militares em uma viatura da Radiopatrulha no dia 25 de agosto e cujos ocupantes eram três homens e uma mulher, todos já identificados por testemunhas. O que se comenta é que Izabelle, ainda recruta, não teria concordado com a atitude dos companheiros e por este motivo teria sido morta, cinco dias depois. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na última quarta-feira (12), comentários surgidos no Cemitério da Piedade, durante a exumação do corpo da soldado, eram de que a equipe da RP com a qual Izabelle estava no dia em que foi alvejada é a mesma que é investigada no caso do desaparecimento do adolescente Davi Silva. Um detalhe: ela não fazia parte desta equipe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com a mãe da soldado, Rosa Amélia, a filha estava atuando em serviços burocráticos e foi solicitada a substituir uma colega de farda na noite em que, ao que tudo indica, sofreu uma emboscada. Tais informações dão conta de que a soldado teria sido vítima de uma emboscada com a participação de outros policiais militares da RP e talvez até do Copom, já que foi um policial de lá que fez o alerta de uma ocorrência para a qual a viatura em que ela estava e uma outra, também da RP, se dirigiram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A soldado teria sido morta com um revólver apreendido pelos PMs de um marginal qualquer e depois teria havido a simulação dos disparos da metralhadora. A perícia oficial do Estado já afirmou que a metralhadora suspeita foi acionada por alguém; não disparou sozinha, o que provocou um embate entre oficiais da PM e Polícia Civil. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


SEM DETALHES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O EXTRA entrou em contato com Luci Mônica e Lucimério Barros, dois dos delegados da Polícia Civil responsáveis pelas investigações da morte da soldado e do desaparecimento do adolescente, para que ambos pudessem se posicionar sobre este fato. A delegada informou que não pode dar detalhes sobre o assunto, já que a investigação ainda está em andamento e que qualquer posicionamento poderia atrapalhar o caso. Já Lucimério não retornou as ligações feitas pela reportagem até o fechamento desta edição. Outra hipótese foi levantada por Cláudio dos Santos, pai de Izabelle.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Militar da reserva da Polícia Militar, ele levantou dúvidas sobre a quantidade de tiros que saíram da metralhadora e afirmou não descartar nenhuma possibilidade. “Sabemos que o comandante da guarnição na qual minha filha estava naquele dia tem um histórico de assédio. Ele pode muito bem ter tentado algo com Izabelle, eles terem entrado em luta corporal e ela acabou sendo assassinada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As informações da família são de que esse comandante tinha umas quatro namoradas”. A tese de luta corporal se deve a análises dos laudos cadavérico e do Hospital Geral do Estado (HGE) feitas pelo perito médico legal e consultor George Sanguinetti, contratado pela família da soldado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O perito questionou e também criticou a não realização do exame deDNA no sangue encontrado no banco da frente da viatura (a soldado ocupava o banco de trás) e ressaltou que alguns ferimentos foram encontrados no braço da vítima sem explicação para o que teria originado as marcas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um fato que também intriga a família de Izabelle é que o celular dela teve as mensagens apagadas depois que a jovem deu entrada no Hospital Geral do Estado. Estas e outras indagações devem ser respondidas a partir da exumação feita esta semana, na qual peritos dos institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML) fizeram a retirada dos restos mortais da militar e os encaminharam para análise. Também será possível saber se algum projétil que atingiu a vítima deixou de ser retirado durante a necropsia. A expectativa é que o laudo seja concluído dentro de 20 dias. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


HOMICÍDIO
O delegado Lucimério Barros Campos já deixou claro que o que aconteceu com a soldado Izabelle Pereira foi um homicídio, resta saber se foi culposo ou doloso. No caso de homicídio culposo, alguém teria acionado o gatilho de forma acidental, já no doloso seria com o interesse de matar a militar.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OAB foi omissa no caso Davi Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O desaparecimento do jovem Davi Silva completou 80 dias na semana passada. A mãe Maria José da Silva, de 51 anos, desde o dia do sumiço dele vinha procurando as autoridades para pedir ajuda no sentido de conseguir encontrar o filho, e só recebeu a atenção da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL) depois de ser ferida com um tiro na cabeça, no dia 5 deste mês. O fato levantou a suspeita de ter havido uma tentativa de queima de arquivo, já que ela estaria procurando justiça para o sumiço do filho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Familiares de Davi negaram o envolvimento do jovem com drogas e disseram acreditar que os policiais responsáveis pela abordagem de Davi sejam milicianos e estejam matando pessoas que eles acreditam ter envolvimento com o tráfico na região. “Davi era um menino bom, não era envolvido com nada de ruim. Infelizmente sabemos que existem policiais milicianos fazendo esse serviço sujo”, contou um parente do jovem que pediu para não ser identificado por medo de represália.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Entenda o caso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Davi Silva desapareceu às 7h30 do dia 25 de agosto, após ser abordado no conjunto vizinho onde morava,no Cidade Sorriso I, que pertence ao Complexo Benedito Bentes, por uma guarnição da PM, onde estavam três policiais homens e uma mulher. Na ocasião, ele estava acompanhado de um amigo que também tem 17 anos.O amigo também foi abordado pelos militares, mas liberado após a revista. Para a imprensa o jovem contou que Davi foi colocado algemado na viatura e daí em diante não apareceu mais. 

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