Acompanhe nas redes sociais:

20 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 797 / 2014

19/11/2014 - 00:10:00

Uma justiça que não tem juízo

José Arnaldo Lisboa Martins [email protected]

Eu sempre respeitei a Justiça, mesmo sabendo que ela, ao longo do tempo, tem sido desrespeitada e  desacreditada, tanto pelo povo, como pelas nossas autoridades e pelos próprios Ministros de Tribunais Superiores, Desembargadores e Juízes. Quando eu era jovem, durante as minhas férias escolares, curtia uma grande admiração pelos Meritíssimos Senhores Juízes que eram nomeados para o meu querido Município de Mata Grande.

Lembro-me do Dr. Dorvillê, Dr. Ivan Brito (pai), Dr. Aberlado Luna, Dr. Francisco Tavares, Dr. José Fernandes Holanda e outros ilustres Julgadores. Quando já formado em Engenharia Civil, passei a ser nomeado como Perito Judicial, de alguns deles, como pelo Dr. Ivan Brito (filho), Dr. Morgan Falcão, Dr. Homero Malta, Dr. Derivaldo Targino, Dra. Ana Florinda, Dr. Hermann Brito, Dr. Gerilo Vanderley e pelo Dr. Ernani Carvalho, além dos Doutores Juízes Federais, Dr. Paulo Roberto, Dr. Francisco Wilde Dantas, Dr. Sebastião Vasques e Dr. Paulo Cordeiro.

 Com alguns deles, fiz amizades “extrajudiciais”, mantendo o respeito mútuo, além do bate-papo, com direito a uma cervejinha gelada, caldinho e a fingida “lei seca”. Lembro-me dos Desembargadores, Dr. Luiz Souza, Dr. Olavo Cahet, Dr. Alfredo Gaspar de Mendonça, Dr. Gerson Omena, Dr. Cláudio Albuquerque e das suas sábias sentenças, mesmo como leigo que sou, diante da Justiça. Algumas vezes, já acompanhei julgamentos, ocasião na qual ouvia elogios aos meus Laudos.

Que bom....!  Hoje, eu noto que algumas coisas mudaram na Justiça, nas leis, nos comportamentos dos julgadores e na crença do povo, numa Justiça, realmente, justa. Ainda temos bons Ministros, Desembargadores e Juízes, contudo, em termos de Brasil, a safra está se acabando, com alguns frutos apodrecendo nos Tribunais. Para o povo, a “venda” que distinguia os julgadores dos homens comuns, já não existe e as estórias das negociações de sentenças e das injustiças cometidas, passaram a fazer parte dos noticiários. Muitos que deveriam punir os fora-de-lei, resolveram entrar, também, na máfia, dos “fora-da-lei”.

Não sei quem são os verdadeiros culpados pela “Justiça sem Juizo”, se os homens que fazem as leis ou os que não as cumprem. Alguma coisa já deveria ter acontecido, para que houvesse um “basta” na impunidade, como está, o Rui Barbosa acertou, ao dizer “..........que o homem está tendo vergonha de ser honesto.”      

Para mim, como “leigo assumido”, eu considero a “fiança” como uma das grandes imoralidades, da Justiça, pois, o criminoso compra sua liberdade até por alguns poucos reais, para ficar zombando dos que não possuem o dinheiro, para tal. Meus senhores, pelo amor de Deus, prendam o “hábeas corpus”! Não deixem que ele se torne uma outra imoralidade nas mãos dos julgadores.

Por que um bandido, estuprador, assaltante, mensaleiro, propineiro da Petrobrás ou bandido da merenda escolar, deve ficar em liberdade, depois de cumprir, apenas, 1/6 da pena? Por que 1/6 ?  Por que certos julgadores deixam que os crimes prescrevam, propositalmente, e não são punidos, ao deixar o tempo passar, pra depois, receber o dinheiro imoral contratado? Por que, prisão domiciliar, se cadeia foi feita, não para farras, para recreações, para banquetes e comemorações?  

A Justiça já deveria ter mais juízo, e acabar com essa nojenta “prisão domiciliar”; com o “fóro especial”; com as liminares da madrugada; com o “recorrer em liberdade”; com os recursos infinitos de tapeações; com o “ficar calado” diante do Juiz, protegido pela lei e com os outros aleijões dos nossos códigos, flagrantemente, sem juízo.         

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia