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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 797 / 2014

19/11/2014 - 00:28:00

Gabriel Mousinho

Apertando o cerco

As recentes declarações do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, do doleiro Alberto Youssef e de executivos de empresas que prestavam serviços à Petrobras, tem deixado um clima de apreensão e suspense em Brasília. Deputados federais, senadores e até mesmo gente ligada ao Planalto, não vêm à hora da poeira baixar.A situação começa tanto a se complicar, que a presidente Dilma Rousseff, acuada com as denúncias que avolumam no Brasil através dos grandes meios de comunicação, já dá sinais de ´´quem for podre que se quebre´´, como diz o velho ditado. Ou a presidente deixa o barco correr, lava as mãos nesse processo de corrupção que ameaça até instituições, ou pode embarcar junto da tropa. Isso, naturalmente, ela não quer. Quem conhece bem a presidente sabe que ela, neste momento político que atravessa ao país, com o fortalecimento das oposições no Congresso Nacional, não arriscaria tentar passar a mão por quem quer que seja. Primeiro, não seria prudente. Segundo, quem participou da trapalhada que resolva seu problemas. E que isso vai dar rolo, com certeza vai.

Não larga o osso

Quem quiser pode chiar, mas o deputado reeleito Marcelo Vitor não abre mão de participar da formação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a quem vem comandando sorrateiramente por muitos anos. Ele não larga o osso, onde está se dando muito bem, embora venha recebendo muitas críticas de servidores da Casa de Tavares Bastos.


Vai engolir

Quem quer que seja o presidente da Assembleia, se Sérgio Toledo ou não, terá que engolir Marcelo Vitor, hábil negociador de cargos naquela instituição. O filho de Gervásio Raimundo ainda espera ficar por ali durante muitos mandatos.


Correndo por fora

Um dos deputados reeleitos mais próximo e mais forte é, sem dúvida, Olavo Calheiros, tio do futuro governador. Mesmo que Marcelo Vitor venha se articulando, é creditada a Olavo a palavra final sobre a formação da próxima Mesa Diretora.


Com chances

O veterano Luiz Dantas pode ser mesmo o futuro presidente da Assembleia Legislativa. Deputados ligados a Renan Filho acham que ele é o mais confiável da turma. Não querem surpresas durante a próxima legislatura.


Beltrão sai

Já está quase tudo certo para que o deputado reeleito João Beltrão peça uma licença na Assembleia Legislativa, para beneficiar Léo Loureiro, que assumiria durante algum tempo o mandato. As negociações vão de vento em popa.

Mais perto das grades

O Supremo Tribunal Federal decidiu que congressistas sejam condenados ou inocentados com apenas dois votos. Vendo o perigo da decisão a Câmara dos Deputados vai questionar a alteração do Regimento Interno. O julgamento, a permanecer esta decisão, sai do plenário do STF para as suas duas turmas, colegiados com a metade do total de ministros da corte.


Caminhando

Sem alarde, o governador eleito Renan Filho tem se movimentado muito nos últimos dias, principalmente em Brasília, onde quer tomar conhecimento principalmente das pendências do Estado. Corre também para acertar nos nomes que irão compor seu secretariado, a maioria que será composta de técnicos, segundo ele. A maior preocupação de Renan é com as pastas da Fazenda e da Defesa Social.


Exagero

Somente no final do seu governo Téo Vilela observou que algumas secretarias eram plenamente dispensáveis e por isso mesmo propôs à Assembleia Legislativa que elas fossem extintas. Enquanto duraram, milhões de reais escorreram pelo ralo.


Baixo astral

É visível o baixo astral dos que ainda permanecem no governo ao lado de Téo Vilela. De saída, muitos atribuem ao governador à derrota fragorosa nas últimas eleições. A situação está tão delicada, que em algumas repartições do governo estão servindo até café frio.


Bola da vez

Arnóbio Cavalcante, ex-secretário de Ronaldo Lessa, pode emplacar a secretaria de Desenvolvimento do governo de Renan Filho, a mesma que foi ocupada pelo empresário Luiz Otávio Gomes. Cavalcante, entre as propostas que fazia naquela oportunidade, queria até trazer para Maceió uma fábrica de avião. 

Sem essaDo ex-deputado federal Augusto F

arias e amigo particular do senador Renan Calheiros sobre a possibilidade de exercer um cargo no governo: ´´não existe a menor chance. Estou em ritmo acelerado, trabalhando nas minhas empresas.”

Gestão diferente

Pelas conversas de bastidores o governo de Renan Filho será muito diferente do que muita gente está pensando. Sem compromissos, quer fazer a sua marca pessoal e dar uma guinada de 360 graus na maneira de administrar o Estado. Renan, o filho, não quer arriscar o governo com participação de políticos que não rezam na sua cartilha. Não quer se comprometer.


Tormenta à vista

De uma pessoa muita ligada ao presidente do Congresso Nacional: ´´Renan Calheiros ganhou o governo em Alagoas, mas perdeu o sossego. 


Equipe modesta

A equipe de transição indicada pelo futuro governador Renan Filho para trabalhar com técnicos do governo tucano, não foi lá essa grande coisa como se esperava. Aguardava-se que outros nomes, inclusive de fora do Estado, estivessem presentes. Mas, além de Luciano Barbosa e Fábio Farias, um técnico e outro político, apenas mais dois poucos conhecidos formam a equipe.


Pressão

Demorou pouco tempo e as pressões começaram para disponibilizar cargos para os partidos que participaram da coligação do PMDB e que elegeram Renan Filho. Cada partido quer a sua fatia. Não se sabe se o futuro governador vai atender. Mas, se fizer, o processo de ficha limpa será implantado e poucos passarão na peneira.

Indiferença

A nota publicada na Revista Veja de que Renan Filho teve uma conversa com o doleiro Alberto Yousseff antes de ele ser preso pela Polícia Federal, não ganhou maior repercussão no Estado, nem tampouco o futuro governador tentou se justificar. Entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de pato.

Novo nome

O jornalista Ênio Lins pode vir a ser o novo secretário de Comunicação do governo de Renan Filho. Estaria na cota do senador Fernando Collor, que também gostaria de emplacar Euclides Mello numa futura secretaria de Esportes. 


Reforço

A princípio tido como um dos principais candidatos ao cargo de secretário de Comunicação, tanto pela sua vasta experiência, como pela competência no cargo que já exerceu, o jornalista Joaldo Cavalcante pode ser deslocado para dar uma assessoria à prefeita Célia Rocha, de Arapiraca. Um compromisso do senador Fernando Collor muito ligado à prefeita daquele município.

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