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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 796 / 2014

12/11/2014 - 21:37:00

Eleição de nova diretoria do Sindicato dos Professores é adiada para 2015

Atual presidente é acusado de práticas espúrias para se manter no poder

João Mousinho [email protected]

A eleição do Sindicato dos Professores do Estado de Alagoas (Sinpro/AL) foi cancelada pela Justiça devido uma série de arbitrariedades cometidas pelo atual presidente, Fernando Firmino da Silva. Segundo o vice-presidente da entidade, Eduardo Vasconcelos, o grupo político de Firmino comanda a mão de ferro o sindicato há mais de três décadas.A transparência, quesito básico para qualquer pleito, não vinha sendo respeitada, já que nem o nome e número de associados não foram disponibilizados para a chapa de oposição. Existe uma estimativa de que 9 mil professores sejam sindicalizados e 900 estão adimplentes, esses com direito de voto.

O atual estatuto do Sinpro diz que a eleição deve ter o quórum de 60% do eleitorado para ter validade, não chegando ao número, uma segunda votação é realizada com 50% dos professores aptos para votar e, por fim, se mesmo assim não houver o número legal, uma terceira e última eleição é realizada com 40%. A regra instituída pelo sindicato ainda afirma que as urnas são fixas e permanecem durante todo pleito em sua sede, no bairro do Farol, em Maceió.“Durante o período que fiz e faço parte da diretoria do Sinpro lutei de verdade pelos direitos dos professores e montei bases do sindicato pelo interior. Seria um desprestígio não montar pontos de votações em cidades polos e urnas fixas em colégios da capital e itinerantes.

Acredito que dessa forma teríamos um pleito limpo e com igualdade de condições”, destacou Eduardo Vasconcelos.O vice-presidente do sindicatoe, professor Eduardo, revelou que há quatro anos a entidade era cartorial e não tinha representatividade com a categoria, hoje a realidade é de conquistas e lutas contra o setor patronal. “Como vice-presidente realizo ações práticas. Vou montar uma chapa para que o sindicato possa ter vida própria. Nem a chave da sede do Sinpro possuo. A prática utilizada por Fernando Firmino na condução  do Sindicato dos Professores vai de encontro ao que lutamos e somos”, afirmou.

Outro fato polêmico foi a realização de assembleia sem a publicidade devida para escolha da comissão eleitoral para a eleição que vai escolher o presidente do Sinpro para o próximo quadriênio.  Segundo Eduardo a comissão foi montada sem qualquer critério e sem consultar aos sindicalizados. 

Por essas e outras medidas qualificadas de espúrias pelo denunciante e segundo ele já comprovadas pela Justiça, que o Ministério Público do Trabalho solicitou informações para que o pleito aconteça com equilíbrio de condições entre os postulantes ao cargo e a transparência devida.

 A eleição do Sinpro deve ser marcada para 2015 após a realização de uma assembleia legal com a presença dos membros da diretoria e os sindicalizados. O jornal EXTRA tentou contato com a sede do Sindicato dos Professores do Estado de Alagoas e ligou para celular do presidente, Fernando Firmino, para indagá-lo sobre os fatos narrados, mas as tentatiovas não lograram êxito até o fechamento dessa edição. 

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