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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 796 / 2014

12/11/2014 - 21:21:00

Servidores da Justiça denunciam ao MP irregularidades no Serjal

Presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas, Ednor Gonzaga, é acusado de cometer uma série de ilegalidades

João Mousinho [email protected]

Nessa quinta-feira, 6/11, servidores do poder Judiciário de Alagoas encaminharam ao Ministério Público Estadual um série de documentos em desfavor de diretores do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas (Serjal).  O protocolo realizado no MP/AL pede as devidas apurações aos indícios de uma série de ilegalidades que teriam sido cometidas pelo presidente do Serjal, Ednor  da Costa Gonzaga Júnior.

 A primeira anomalia administrativa citada no referido documento encaminhado ao MP/AL é sobre  a contratação de serviços advocatícios ilegais; o contratado, no caso, é Gláucio Guimarães Medeiros, diretor da entidade e serventuário da Justiça e por isso é impedido de exercer a advocacia.  

Gláucio Guimarães Medeiros recebeu de uma única vez  R$ R$ 2.351,08 referente a serviços advocatícios prestados ao Serjal. Outra diretora que também presta serviço ao Serjal de forma irregular é Raquel Faião Rodrigues. Conforme a denúncia, a atual diretora de Imprensa/Comunicação do sindicato prestou consultoria e recebeu por elas. Um único contrato revela que Raquel Faião recebeu em sua conta R$ 1.200,00.Vale salientar que Raquel Faião é candidata a presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas representando a situação.  

A eleição para saber quem comanda a entidade no próximo triênio será realizada na próxima semana. Ainda segundo as denúncias realizadas no órgão fiscalizador, o contrato de honorários, mesmo que ilegal, não foi discutido em assembleia. Outro fato que causa estranheza é que Valentim, o advogado,  é natural e reside em Quipapá/PE. “Estranho um sindicato com sede na capital do Estado contratar um advogado que atua numa pequena cidade de Pernambuco. Qual a justificativa pra isso? Além do mais, o referido advogado não tem atuação efetiva pelo sindicato”, destaca a acusação. 

Os servidores ainda alertaram que é de notório conhecimento que Valentim, o advogado, não cumpre com  suas obrigações, pois reiteradamente a diretoria do Serjal contrata advogados em Maceió para solucionar suas demandas e dos seus associados. Ou seja, o gasto com tal prestação de serviço é realizado em duplicidade.

 
Mais acusações

O documento encaminhado ao MP relata que o presidente do Serjal, Ednor  Gonzaga, possui dois CPFs, teve uma elevação patrimonial incompatível com o salário recebido (imóveis  e empresa em nome de familiar é citado) e cheque de alto valor emitido sem a devida justificativa para ser sacado na boca do caixa. Outro fato peculiar e não menos grave é o hábito de marcar assembleias para prestações de contas em locais de difícil acesso ou em datas de ritos populares.  

Já houve casos de a diretoria convidar servidores do interior para assembleia de a provação de contas e acomodar os mesmos no hotel Pratagy.  “Com todas as despesas pagas e mordomias claro que o servidor votou a favor, uma compra de voto branca”, confidenciou um dos servidores que foi até o Ministério Público Estadual denunciar “a farra do Ser

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