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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 796 / 2014

12/11/2014 - 21:08:00

Saldos negativos

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa

A economia brasileira caminha para o caos. O Governo gasta mais do que arrecada. Os desvios de dinheiro público são absurdos. Ouvir os cientistas políticos falando na situação que vivemos, quando a Presidenta manda trocar carne por ovos e tomates, assusta o mais leigo dos brasileiros.   

 Se compararmos o Brasil a uma família comum, veremos que as soluções poderiam existir, se o PT deixasse. Não estou louca: o casal ou qualquer pessoa que administre uma família, chegará a uma decisão básica: gastar menos do que arrecada.     

Tomemos como primeiro exemplo a Assembleia Legislativa de Alagoas: há vários anos o Presidente Fernando Toledo e sua Mesa administram o duodécimo da Casa. Gastam muito durante o ano e todo fim de legislatura falta verba. E aí o Governador, que precisa deles para aprovar projetos, autoriza suplementações.     

Vem, então, a pergunta que incomoda: E para onde vai tanto dinheiro? Quem sabe? Só Deus! Mas no pátio da Assembleia ficam estacionados carros caríssimos. Os 900 comissionados, em sua grande maioria, dividem os salários recebidos com os senhores Deputados. E por aí vai...     

Quando se fala em economizar, o aperto corre para os servidores estáveis. Fim de ano é um troca troca danado. O Legislativo precisa aprovar o orçamento e outros assuntos de interesse do Executivo. Ainda dentro do planejamento orçamentário para 2015 estão os duodécimos do MP, TJ e TC. Os parlamentares viram verdadeiros monstros, deles dependendo os outros Poderes. É uma grande festa!   

 Em 2015 teremos novo Governador. Normalmente quem chega quer mostrar serviço. A primeira palavra mágica é auditoria. Sai o PSDB do Téo, entra o PMDB de Renan. As denúncias vão surgir e pouca gente vai falar da parte boa deixada pelo antecessor.     

A briga por cargos já deve ter começado. Cada Deputado da bancada governista quer uma fatia. O DETRAN é uma mina e é disputado a tapas. O poder cresce pelo número de votos recebidos. O ideal seria nomear um feiticeiro para acalmar os ânimos e lembrar ao Governador que ele precisa pensar em governar.   

 Outro grande problema é a eleição da Mesa Diretora da ALE. Reuniões se estendem pelas noites para escolher os homens que vão dirigir a Casa de Tavares Bastos durante certo tempo, pois o Toledo mudou as regras do jogo e se reelegeu pelo tempo que quis.     

Os homens poderosos só se preocupam em crescer politicamente, se esquecem que têm uma família para cuidar. O tempo é pouco, precisam de mais prefeituras, de maioria no Legislativo, de alguém na Secretaria da Fazenda de inteira confiança, pensam eles. E a família fica abandonada, os filhos procuram as drogas porque mal vêem o pai chegando em casa.

Perder poder é pior do que perder a vida dos filhos. Já trabalhei na assessoria de um Governador de Pernambuco e fiquei assustada: ele chegava ao gabinete às cinco horas da manhã e de lá só saía às 24 horas. Conversei com o meu chefe e pedi para sair. Por que? Respondi tranquila e calma: porque tenho marido e quatro filhos e meu tempo precisa ser dividido com eles. O moço ficou abismado e me colocou num projeto da SUDENE.     

A vida não nos é concedida apenas para trabalhar, trabalhar, trabalhar. Precisamos administrar a nossa casa e acompanhar ocrescimento das criaturas que colocamos no mundo.   

 Enquanto alguns políticos vivem brigando por poder e dinheiro, entrando e saindo de reuniões, os filhos estão na orla da Ponta Verde procurando drogas, fazendo cavalo de pau, amanhecendo o dia nas areias da praia transando com meninas tolas.     Não reclamem depois se o saldo de suas vidas for negativo... 

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