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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 796 / 2014

12/11/2014 - 20:29:00

Ostracismo político

O governador Téo Vilela, neste final de governo, não acertou uma. Foi um desastre na composição política para apresentar um candidato do PSDB, levou pancadas de todos os lados da oposição e naufragou junto com a candidatura de Aécio Neves para presidente da República.Téo vai ficar de férias políticas forçadas a partir de 1º de janeiro durante quatro anos e terá que avaliar e trabalhar muito, se é que seus antigos companheiros compreendam o xadrez político em que se meteu, para tentar voltar em 2018, a fim de enfrentar Biu de Lira e Renan Calheiros, se quiser disputar o Senado Federal.O comportamento do governador durante seu segundo mandato foi de um principiante na área. Brigou com companheiros do próprio PSDB, no caso Marco Fireman, traiu Biu de Lira de onde recebeu o maior apoio político e expôs à opinião pública figura admirada como Eduardo Tavares, que inteligentemente pulou do barco na hora certa e até mesmo Júlio Cezar, apenas figurante no processo eleitoral, cujo objetivo maior é ser prefeito de Palmeira dos Índios.Téo, realmente, foi o maior desastre político dos últimos anos. 

Sem pressa

Sem ter assumido nenhum compromisso político, a não ser o seu pai, Renan Filho deve montar um secretariado que atenda exatamente as suas perspectivas. Deve aproveitar aliados muito próximos, mas nada que possa comprometer o seu governo. Aliás, não pode errar e nem entrar no círculo vicioso de tantos governos anteriores.


Nome respeitável

Fábio Farias, médico que enveredou para a área empresarial, sempre foi um fiel seguidor do senador Renan Calheiros e deu conta do recado para onde foi escalado. Homem de gestos simples, disciplinado, Farias não deve participar do governo de Renan Filho. Seu projeto é concluir a fábrica da Portobello em pleno andamento na área industrial e aconselhar Renan nos momentos oportunos.


Reviravolta

A oxigenação dada pela oposição nas últimas eleições deve mudar substancialmente o quadro político em Alagoas, principalmente na distribuição de cargos federais. A presidente Dilma Rousseff, mais do que ninguém, sabe que os aliados são de grande importância para o seu governo e não vai permitir que o PMDB e o PT sejam os donos do pedaço no Estado. Se não compuser, terá grandes dificuldades para administrar o país a partir de primeiro de janeiro.


Especulações

É normal e natural, logo depois das eleições presidenciais, que se especule sobre os cargos federais no Estado. Mas, devagar, que o andor é de barro, como diziam os mais experientes. A oposição cresceu muito, tanto na Câmara como no Senado.

O Petrolão assusta

Até o final do ano a sombra das denúncias do Petrolão irá deixar muita gente sem dormir. A cada semana novos fatos vêm à tona pela imprensa brasileira e o clamor popular de que tudo deve ser apurado e consequentemente punido, começa a tomar uma dimensão nunca antes existente. A perspectiva é de que deputados e senadores envolvidos no Petrolão sejam cassados e executivos demitidos e futuramente presos.


O Petrolão assusta 2

Quem estiver pensando que a presidente Dilma Rousseff irá passar a mão por cima da tropa que ganhou dinheiro fácil da Petrobras, se engana. Ou a presidente mantém uma atitude firme ou fica até com o cargo ameaçado. Por muito menos do que isso o hoje senador Fernando Collor foi apeado da Presidência.

Bom senso

Político dos mais experientes, dotado de uma bagagem invejável, o senador Renan Calheiros sai do holofote ao desistir da reeleição para a presidência do Senado. Continuará sendo uma peça importante do PMDB junto à presidente Dilma e com certeza poderá dar uma guinada política a partir do ano que vem. Renan já teve passagem pelo Ministério da Justiça, assumiu a presidência com a ausência dos titulares e conhece como ninguém os labirintos da política brasileira.


Tranquilidade

O futuro governador Renan Filho está absolutamente tranquilo com relação à Assembleia Legislativa. Terá o apoio de mais de 90% dos deputados. Vai encarar, apenas, alguns da oposição, como Antônio Albuquerque que deverá comandar os poucos que irão contestar algumas medidas de Renan.


Pressão

Mesmo que o assunto não venha a público, o suplente de deputado Cícero Cavalcante tem pressionado a família Calheiros para assumir na Assembleia Legislativa. É uma questão de honra, dizem pessoas ligadas ao ex-prefeito de São Luiz do Quitunde e de Matriz do Camaragibe. É um assunto para Renan Pai resolver.


Sem mágoas

O senador Biu de Lira tem confidenciado aos amigos que vai continuar trabalhando e muito por Alagoas. Fará uma oposição responsável ao governo de Renan Filho, mas não deixará de apoiar as ações que beneficiem a população do Estado. Biu, com relevantes serviços prestados a Alagoas, enfrentou uma máquina bem lubrificada nas últimas eleições, principalmente na área financeira. Basta ver as doações de campanha de muitas empresas brasileiras e até mesmo hospitais praticamente desconhecidos pelos alagoanos.

Dívida de Alagoas

O senador Renan Calheiros tem dito que as dívidas dos Estados são prioridade do Senado até o final do ano, o que já deveria ter sido feito muito antes. O senador pegou mais ar porque Renan Filho foi eleito governador e irá enfrentar o que os outros governos enfrentaram, ou seja, o pagamento de cerca de 50 milhões de reais por mês só dos juros ao governo federal.


Tragédia financeira

Falta muito pouco para todos os municípios brasileiros falirem de vez. Os repasses do Fundo de Participação Municipal – FPM é cada vez menor, mas a arrecadação do governo federal é cada vez maior. Os municípios estão de pires na mão, pena que ainda muitos prefeitos continuem metendo os pés pelas mãos.


Pé no freio

Enfrentando dificuldades, mas fazendo de tudo para preservar os serviços essenciais, o prefeito Rui Palmeira dilatou o prazo para pagamento dos servidores comissionados para o dia 10 do mês subsequente, numa forma de fazer caixa.


Pé no0 freio 2

Além dessa primeira medida, como sugestão, o prefeito poderia cortar pelo menos 30 a 50% dos cargos comissionados, muitos dos quais funcionando apenas como cabide de emprego.


Pé no freio 3

Outra medida urgente que Rui Palmeira deveria tomar seria afastar sumariamente das empresas do município, dezenas e até centenas de trabalhadores que já se aposentaram, mas que continuam no mesmo cargo mamando nas tetas do governo. Cm isso, evitaria o sangramento de centenas de milhares de reais todos os meses, desafogando o aperto que está passando. 

Reconhecimento

O deputado Judson Cabral e Joaquim Brito, figuras carimbadas do PT em Alagoas, deverão ser agraciados com cargos no segundo escalação do governo federal. Eles têm história na militância política e naturalmente serão reconhecidos pelo futuro governo. Uma questão de justiça.

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