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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 795 / 2014

04/11/2014 - 20:58:00

PT estuda medidas contra Elisabeth Carvalho após ser acusado de ter coagido eleitores

Presidente do Tribunal Regional Eleitoral postou mensagem em rede social na qual revela inconformismo com vitória de Dilma

João Mousinho [email protected]

A disputa presidencial mais acirrada da história do país mexeu com os ânimos de milhões de brasileiros, dos militantes partidários até o eleitor menos politizado. As acusações e troca de farpas não ficaram apenas entre os candidatos, mas entre seu eleitorado, que vestiu a camisa de seus presidenciáveis como nunca. Quem também expôs suas ideias e posições políticas sobre o processo eleitoral desse ano foi a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), Elisabeth Carvalho Nascimento.

Através da sua rede social a desembargadora destacou: “Estou decepcionada, não com os analfabetos e miseráveis do Bolsa Família. Foram ameaçados e coagidos. Estou sim, decepcionada, estarrecida, com as pessoas esclarecidas, que esqueceram o Mensalão, o alto índice de analfabetismo, a degradação da Saúde, Educação, Segurança Pública”.

 O desabafo da desembargadora após a reeleição da presidente Dilma, no último domingo (26) não foi bem visto pela Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Em matéria no seu site nacional o PT se posicionou: “Elisabeth Carvalho Nascimento acusou o PT e o governo federal de ameaçar e coagir beneficiários de programas sociais a votarem na presidenta Dilma Rousseff. [...] A magistrada deixou de lado a isenção que deve pautar a vida de um juiz e, com isso, pode ter infringido o Código de Ética da magistratura ao usar seu perfil em uma rede social para desferir críticas contra o resultado da eleição”.

 No desabafo, a presidente do TRE/AL ainda pontuou: “Esqueceram o pior índice de crescimento do Brasil em toda sua história, 0,28%. Esqueceram a alta da inflação, que ficou acima da meta. Esqueceram do superfaturamento na obras da Copa. Esqueceram os escândalos de roubalheira da Petrobras, Pasadena, Roberto Costa e o doleiro Youssef”. A Executiva do PT em Alagoas avalia tomar medidas contra a magistrada.

“O diretório estuda a postura antiética da presidenta do TRE para definir qual medida pode ser adotada”, afirmou a secretária de Comunicação do partido, Élida Miranda.Ainda segundo a publicação do PT, em seu artigo 16, o Código de Ética da magistratura afirma que o magistrado deve comportar-se na vida privada “de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral”.

O mesmo código ainda esclarece em seu artigo 39: “atenta à dignidade do cargo qualquer ato ou comportamento do magistrado que implique discriminação injusta ou arbitrária de qualquer pessoa ou instituição”. Vale ressaltar que a postagem da magistrada foi excluída da sua rede social após a notoriedade que o caso se deu. Por fim, a presidente da Corte Eleitoral expôs sua crítica: “Esqueceram da crise energética.

Esqueceram de tanta coisa ruim desse desgoverno, que só chego à uma conclusão: os esclarecidos esqueceram deles mesmos, dos seus filhos, dos seus irmãos! Espero um dia, esquecer toda minha decepção.”Elisabeth Carvalho, no exercício da presidência do TRE, dias antes da votação do segundo turno das eleições emitiu nota oficial proibindo  qualquer tipo de convocação a beneficiários do Bolsa Família nos municípios alagoanos.  A desembargadora alegou a necessidade de manutenção da ordem pública e tranquilidade para o exercício do voto.

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