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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 795 / 2014

04/11/2014 - 20:49:00

Jornalista José Jurandir lança livro “Corredor da Morte” dia 13 em Maribondo

O livro registra crimes de pistolagem ocorridos em Maceió, Região Norte e sertão do Estado

Geovan Benjoino [email protected]

O jornalista José Jurandir (JJ) vai lançar “Corredor da Morte – Mistério das Alagoas”, no dia 13, às 19h na Câmara de Vereadores de Maribondo. O livro-reportagem registra crimes de pistolagem de repercussão ocorridos entre Maceió, a região Norte e o Sertão de Alagoas, como os assassinatos do professor Paulo Bandeira, de Satuba e do vice-prefeito de Pilar, Beto Campanha, entre outros.JJ, que passou meses pesquisando a respeito de determinados homicídios verificados nesse trajeto, registra as versões levantadas pela imprensa, mas questiona as possibilidades que levaram à consumação dos fatos.

No caso envolvendo a morte do empresário PC Farias, o escritor, dentre outras indagações, levanta a possibilidade de o ex-tesoureiro do então candidato à presidência da República Collor de Mello estar vivo. “Ele (PC Farias) estaria vivo ainda hoje, vivendo disfarçado em outro país?”, pergunta JJ pondo em dúvida a morte do personagem que era um arquivo vivo de informações privilegiadas.O jornalista destaca a versão do médico legista George Sanguinetti, que em diversas ocasiões sustentou a tese do duplo homicídio no referido caso: a morte do empresário e de sua namorada

. “PC foi morto logo após o jantar e Suzana mais de cinco horas sendo torturada”, enfatiza o mencionado legista alagoano transcrito em um capítulo especial do “Corredor da Morte – Mistério das Alagoas”.Com relação ao médico e vereador Luiz Ferreira, de Anadia, assassinado após entrevista concedida à rádio Farol FM, de Maribondo, JJ afirma que o fato ainda não está devidamente esclarecido, apesar de a polícia e a Justiça sustentarem o contrário, conforme assegura o escritor

.Entrevistado pelo radialista Eduardo Nunes, o vereador Ferreira revelou que era pré-candidato à Prefeitura de Anadia. Segundo a imprensa, esse seria o motivo que provocou o assassinato do médico-vereador. JJ registra essa versão, mas formula diversas indagações questionando a causa do crime e os autores de ordem material e intelectual.Quanto ao assassinato do professor Paulo Bandeira, o jornalista JJ veiculou em sua obra informações relevantes, além das registradas pela imprensa local.

O escritor lamenta a morte do educador e cita os personagens do caso, como o ex-prefeito Adalberon de Moraes e os militares Ananias Oliveira de Lima e Geraldo Augusto Santos da Silva.JJ registrou também a Chacina do Benedito Bentes, a morte do vereador Fernando Aldo, de Delmiro Gouveia, detalhou o Caso Bárbara, o assassinato de Márcio, secretário de Agricultura de Passo de Camaragibe, e outros casos ocorridos em Palmeira dos Índios, como o trucidamento do advogado e agropecuarista Reyneri Pimentel, a morte do estudante Diego Florêncio e do empresário Jair Gomes, o “Grilo”.O jornalista diz que “a avassaladora onda de violência que tem varrido o território alagoano” o levou a escrever “Corredor da Morte”, sequenciando a temática de outra obra de sua autoria, “Os crimes que abalaram Alagoas”, publicada há alguns meses.


CARREIRA
JJ começou sua carreira em Palmeira dos Índios como repórter da Rádio Educadora Sampaio, depois trabalhou no Rio de Janeiro no jornal Luta Democrática e na rádio Difusora de Duque de Caxias, do então deputado federal Tenório Cavalcanti, que ficou conhecido nacionalmente como o “Homem da Capa Preta”.JJ trabalhou ainda nos jornais Gazeta de Alagoas, Jornal de Alagoas, Bastidor, Debate, Momento e no EXTRA, além de passar por várias emissoras de rádio em Maceió. O jornalista, que é autor de vários livros, foi diversas vezes vereador de Maribondo e é membro da Academia Maceioense de Letras e da Academia de Letras e Artes de Palmeira dos Índios. 

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