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Edição nº 795 / 2014

04/11/2014 - 20:14:00

A gente tem o que merece

JORGE MORAIS Jornalista

Como carioca maceioense, escrevo este artigo para demonstrar o tamanho da alegria que tive com a classificação do Clube de Regatas Brasil para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2015. Ao mesmo tempo, foi do mesmo tamanho a decepção em relação à vitória da presidenta Dilma Rousseff, com quase 3% do eleitorado brasileiro, ajudando a reeleger a candidata do Partido dos Trabalhadores para nos governar por mais quatro anos.

É nessa hora que a gente entende como bolsa família, bolsa preguiça, e bolsa fome fazem a diferença, isso sem contar a influência das pesquisas pagas a peso de ouro para divulgarem, sempre, os resultados favoráveis a candidata vencedora. Diferente de muita gente, inclusive da imprensa, eu não fiquei em cima do muro, nem vou fazer isso agora, mesmo respeitando a posição de cada um dentro desse processo dito democrático.

Sempre achei que o Aécio Neves, neste momento, seria o melhor para o Brasil. Eu só não, outros 51.041.155 eleitores também pensaram assim, mas essa votação não foi suficiente para que a mudança ocorresse. Vamos continuar sendo governados pelos programas assistencialistas barato, como dar o peixe ao invés de entregar a vara e ensinar a pescar. E não venha me dizer que o Pronatec é quem vai fazer isso. Pronatec é outra coisa.

Estou me referindo mesmo a quem não quer estudar e nem trabalhar, pois esses preferem ser sustentados pelas muitas bolsas oferecidas pela dona Dilma Rousseff, em troca do voto como ocorreu agora. Espero, também, que o Brasil não pare de crescer economicamente como vem ocorrendo, ficando perto de zero. Que o fantasma da inflação não assuste mais do que já está assustando.Quando se dizia durante a campanha que não se compra no mês seguinte as mesmas coisas do mês anterior com o mesmo dinheiro, o governo dizia que era conversa da oposição.

A inflação é uma realidade pura e dolorosa. No domingo, 19, elaborei uma lista e fui ao supermercado. Gastei 248 reais e 56 centavos numa pequena compra. No domingo seguinte, exatamente no dia da eleição, voltei com a mesma relação e comprei as mesmas coisas. Gastei 262 reais e 63 centavos, num espaço de uma semana. Tem ou não inflação? Ou você acha que é conversa de campanha?Com certeza quem deu a diferença a Dilma Rousseff nunca foi a um supermercado, não sabe quanto custa nada. É possível que nessa hora alguém que está lendo esse artigo esteja pensando que isso é choro de perdedor.

Não considero o resultado obtido pelo Aécio Neves uma derrota. Muito pelo contrário, acho que os números dados a presidenta reeleita – 54.501.118 votos – estão dentro da realidade de um governo fraco; medíocre; cheio de denúncias; desvios de verbas comprovadas, como no Mensalão, na Petrobras, diversos ministérios e na copa das copas; um governo corrupto e de promessas não cumpridas. Se ela deveria escrever ou não é outra história, mas me associo ao que foi colocou em seu Facebook pela desembargadora Elisabeth Carvalho, que presidiu com muito equilíbrio o processo eleitoral em Alagoas.

Como não faço parte do grupo do quanto pior melhor, estou saindo dessa discussão e, como não tenho palanque para desmontar, acho que já disse tudo o que pensava e tinha para dizer desde o início dessa campanha, encerrando, assim, o meu ponto de vista, que pode não ser o seu.

Queria a mudança por dois motivos: não acredito que o País vai melhor e sou do grupo que não concorda com reeleição.Finalizo com as palavras do ministro da Fazenda Guido Mantega: “O povo reelegeu a presidenta Dilma, porque está gostando do que está sendo feito pelo governo e pelo país. Nosso desafio é retomar o crescimento econômico do Brasil, tentar conter a inflação e trabalhar mais oferta de empregos”. Depois dessas palavras, quem estava falando a verdade sobre essas questões: o Aécio ou a Dilma?

Daqui a quatro anos, vamos saber quem tinha razão: os 51,63% que elegeram Dilma ou os 48,36% que apostavam no Aécio. O tempo será senhor da razão...

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