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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 795 / 2014

04/11/2014 - 19:49:00

Gabriel Mousinho

Doações de campanha

A reforma política anunciada pela presidente Dilma Rousseff tão logo tomou conhecimento de sua reeleição, é um fato que está sendo esperado há muitos anos pelo povo brasileiro.

Nesse pacotão que deve acontecer no próximo ano, muitas situações serão definidas, inclusive doações de campanha, considerado o coração da disputa eleitoral.Para se ter uma ideia, alguns generosos milhões de reais foram despejados na economia alagoana durante a campanha majoritária e, de acordo com disponibilização das prestações de contas pelo Tribunal Regional Eleitoral, os doadores são velhos conhecidos da população brasileira.

Entre as empresas doadoras, se observa algumas que não tinham o hábito de contribuir, a exemplo da AMIL – Assistência Médica Internacional S/A, com 1 milhão de reais, Construtora Queiroz Galvão, com alguns milhões, Camargo Correia com mais de 3 milhões de reais, a Cosan Lubrificantes, que anda enrolada com as denúncias de Paulo Roberto Costa, Construtora OAS e ainda a conhecida JBS S/A, a Friboi que tanto aparece na televisão brasileira com seus constantes comerciais. O que ela tem haver com Alagoas, ninguém sabe.

A UTC Engenharia S/A também é outra que é citada no rolo das denúncias de Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef que chegou junto com 500 mil reais.

Estas doações e outras que divulgaremos na próxima coluna, são oficiais, declaradas pelos partidos junto à Justiça Eleitoral. Com a reforma política anunciada, talvez essas doações generosas possam desaparecer.O que se espera, agora, é que apareça a terceira e última prestação de contas dos partidos com relações às eleições majoritárias. Aí o leitor vai poder avaliar quanto realmente em dinheiro foi despejado na última campanha política em Alagoas.

Emperrado

O anúncio do novo secretariado ainda vai demorar alguns dias para ser anunciado pelo governador eleito Renan Filho.O futuro governador está tendo dificuldades para encontrar o nome certo para o local certo. A secretaria da Fazenda, por exemplo, é um dos calos do PMDB. Se Maurício Toledo, atual secretário, não fosse ligado a Téo Vilela, até que poderia continuar no cargo. Ele arrumou a casa nos últimos anos e deu nova dinâmica à secretaria, enquanto botava o pé no freio para gastos considerados desnecessários.Esta política econômica é a maior preocupação de Renan Filho.


Alternativa

Já se fala, nos bastidores, que se Renan não encontrr um nome forte para a Fazenda, que tenha pulso firme para tocar a Secretaria da Fazenda, o vice Luciano Barbosa pode ser a alternativa desejada.

De olho nos cargos

Já está despertando na bancada federal o espaço de cada um nos cargos em Alagoas. Segundo um deputado eleitora, ´´quem é cocho parte cedo´´. E não quer ficar lamentando depois.

Reação de Elisabeth

A desembargadora Elisabeth Carvalho, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, como mais de 51 milhões de brasileiros, se mostrou decepcionada com a reeleição de Dilma Rousseff. Ela lamentou o resultado das eleições e fez uma revelação surpreendente como mandatária de uma Corte de Justiça. Ela desabafou na página de seu facebook que estava decepcionada “não com os analfabetos e miseráveis do Bolsa Família. Estou sim, decepcionada, estarrecida, com as pessoas esclarecidas que esquecceram o Mensalão, o alto índice de analfabetismo, a degradação da Saúde, Educação, Segurança Pública. Esqueceram o pior índice de crescimento do Brasil, em toda sua história. Esqueceram a alta da inflação que ficou acima da meta”, disparou a presidente do TRE.

Apoio fechado

A decisão de apoiar a presidente Dilma Rousseff dos senadores Biu de Lira, Renan Calheiros e Fernando Collor será muito importante para o Estado de Alagoas, principalmente pela votação expressiva no Estado. Dos 102 municípios, Dilma ganhou em 90.


Cassação à vista

A perspectiva é de que, com o avanço das investigações sobre corrupção na Petrobras, alguns deputados e senadores, envolvidos até o pescoço com as denúncias de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, tenham seus mandatos cassados. As denúncias também irão afetar diretamente setores do governo federal.


Mentindo

O deputado federal eleito, Ronaldo Lessa voltou ao noticiário. Na última segunda-feira, em entrevista, disse que o governador Téo Vilela anda mentindo demais quando trata dos problemas de Alagoas. Assusta-se  quando escuta da boca do governador que centenas de empresas se instalaram no Estado. Talvez seja o troco de Vilela, que sempre declarou que no governo de Ronaldo Lessa a única indústria que chegou por aqui foi a do picolé Caicó.


Questionando

Embora acreditando que a eleição de JHC tenha sido importante e que sua visibilidade foi em função das denúncias contra o poder legislativo alagoano, Ronaldo Lessa acha que seu colega de bancada federal não fez o mesmo contra o governo do Estado. Espera que ele exerça o mesmo papel na Câmara dos Deputados.

Volta por cima

Mesmo desgastada pela administração complicada à frente da prefeitura de Arapiraca, Célia Rocha começa a fazer o dever de casa. Diante da crise, cortou seu salário pela metade, diminuiu os cargos comissionados e vai cobrar ajuda para o município de quem ajudou a se eleger.

Fortalecido

O ex-prefeito Cícero Almeida, eleitor deputado federal, acha que sua atuação deverá servir de base nos próximos dois anos, para chegar novamente à prefeitura de Maceió. Pelo visto, a eleição de prefeito de Maceió, em 2016 vai ter muitos pretendentes, a começar pelo próprio Rui Palmeira, Cícero Almeida, JHC que anda entusiasmado, Ronaldo Lessa, Maurício Quintela, além da tropa de choque do senador Biu de Lira.


Missão

A nova bancada federal deve insistir na diminuição do pagamento dos juros das dívidas do Estado. É uma das lutas que será travada pelo deputado Ronaldo Lessa. Hoje, Alagoas, ao contrário de outros Estados endividados, paga cerca de 50 milhões de reais por mês.


Não sai da porta

O suplente de deputado Cícero Cavalcante não sai da porta de Rena pai e de Renan Filho. Quer uma solução para sua situação. Exige que alguém seja alçado secretário para ele assumir o mandato. Está infernizando a vida dos Calheiros.


De fora

O senador Renan Calheiros não deve mesmo ser candidato à reeleição para a presidência do Senado. Não quer entrar em conflitos que seus amigos acham desnecessários. Será um simples senador, mas com um poder extraordinário de aglutinação que será muito importante para a presidente Dilma. A briga de foice pelo poder em Brasília, no Congresso Nacional, apenas está começando.


Voltando a poluir

Os dirigentes da Usina Triunfo, em Boca da Mata, não tomam mesmo jeito. A indústria que começou a moagem volta a poluir, soltando fuligem dos seus bueiros que tem atacado as crianças, os adultos e os idosos. Como das vezes anteriores, parece que não existem os órgãos de proteção ambiental em Alagoas, assim como o Ministério Público, que tem a obrigação de cobrar providências a quem de direito. A poluição em toda aquela região é velha, mas a usina teima em não colocar filtros que possibilitem uma convivência saudável entre as partes.

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