Acompanhe nas redes sociais:

20 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 794 / 2014

02/11/2014 - 09:16:00

Com votações expressivas em 2010, deputados fracassam nas urnas este ano

Parlamentares como Jeferson Morais e Rosinha da Adefal estarão fora da Assembleia e da Câmara Federal, respectivamente, a partir de 2015

As eleições deste ano alteraram a formação da Assembleia Legislativa de Alagoas e da bancada federal do estado, mas o que de fato chamou a atenção foi a votação pífia de alguns parlamentares que em 2010 obtiveram uma votação expressiva. Deputados estaduais como Jeferson Morais    (DEM), Judson Cabral (PT) e Jota Cavalcante (PDT) não conseguiram se reeleger. Já para a Câmara Federal, a decepção foi Rosinha da Adefal (PT do B), que também não conseguiu a reeleição. 

O rol de derrotados nas urnas de 2014 tem ainda antigos nomes da política alagoana, como Chico Holanda (PP), pai do vereador de Maceió Chico Holanda Filho (PP); Cícero Cavalcante (PMDB), que tem em seu currículo a administração dos municípios de São Luis do Quitunde e Matriz do Camaragibe, além de acusações de desvios de dinheiro e tinha como principal cabo eleitoral, a filha Flávia Cavalcante (PMDB), deputada estadual até este ano; Alberto Sextafeira (PSB), ex- secretário de Estado; Cícero Ferro (PRTB), que já foi deputado; João Caldas (SDD) deputado federal e pai do deputado  estadual João Henrique Caldas, o JHC (SDD).


DECEPÇÃO

O deputado Jeferson Moraes que conseguiu o quarto lugar em 2010, com 38.043 votos, não conseguiu repetir o feito em 2014 e obteve apenas 11.383 votos nas eleições de 5 de outubro, sendo 6.631 em Maceió, considerado seu maior reduto eleitoral e onde há quatro anos  recebeu 23. 332 votos. Em relação a Judson Cabral, antes do pleito, os comentários nos bastidores da política eram de que esta eleição seria a que testaria a força do petista que, em sua primeira candidatura, há oito anos, foi eleito na média com 13.047 votos.

Em 2010 devido às denúncias que levaram à Operação Taturana, Judson teve um crescimento pelo fato de ter sido um dos que encabeçava a lista dos denunciantes: foram 25.229 votos. Já a votação deste ano acabou sendo uma decepção para o petista, que teve apenas 16.960 e não conseguiu se reeleger. 

Outra decepção foi a derrota de João Caldas, que viu o filho JHC ser eleito o deputado federal mais votado nesta eleição e por méritos próprios. O “grito do estaleiro” teve apenas 11.455 votos, ficando sem uma das 27 vagas almejadas da ALE. 

BANCADA FEDERAL

Quem também não teve sucesso nas eleições deste ano foi a deputada federal Rosinha da Adefal, que em 2010 teve 90. 021 votos. Nesta eleição ela obteve apenas 27.116 e ficará fora da Câmara Federal a partir de 2015. Outro que também deixará de fazer parte da bancada federal de Alagoas é o usineiro João Lyra, que renunciou à reeleição. 

Cícero Amélio e Antonio Albuquerque (PRTB), velhas figuras conhecidas da política e da Polícia Federal, ambos acusados de desviar R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa, não conseguiram eleger para a Câmara os filhos, Val Amélio (PRTB) e Nivaldo Albuquerque (PRP), respectivamente; mesmo com votações expressivas, os dois ficaram apenas como suplentes. 

O ex-secretário de Estado, Rogério Teófilo (PSDB) não conseguiu se eleger deputado federal, mas deixou uma boa impressão: 30 mil dos 47 mil votos que recebeu foram de Arapiraca, cidade da qual tentou ser prefeito mas foi derrotado por Célia Rocha (PTB) em 2012. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia