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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 794 / 2014

02/11/2014 - 09:13:00

Judson Cabral diz que impunidade incentiva a corrupção eleitoral

Deputado estadual pode compor equipe de Renan Filho em 2015

João Mousinho [email protected]

O deputado estadual Judson Cabral (PT) não irá compor o quadro de parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado em 2015. O petista não foi reeleito para o seu terceiro e último mandato como pretendia. O deputado é especulado como um dos nomes para compor a equipe do governador eleito Renan Filho.  

Cabral não descarta fazer parte da equipe do futuro governador. “Estou preparado para contribuir com o governo e o meu Estado”, colocou. Em entrevista ao jornal EXTRA o deputado desabafou e disse decepcionado com o eleitor e “principalmente com a falta de uma fiscalização efetiva dos órgãos competentes e a conivência dos partidos”.  


EXTRA - Foi criada uma verdadeira guerra nas redes sociais na disputa presidencial entre Aécio e Dilma. Como o senhor avalia o atual debate?

Judson Cabral – A utilização das redes sociais, na atualidade é inevitável: o candidato que não se preparar para utilizar essa nova ferramenta leva grande desvantagem. O que lamentamos é a falta de ética, que tem gerado uma grande baixaria dos dois lados, empobrecendo o debate.

EXTRA – O PT perde a identidade na Casa de Tavares Bastos sem a sua representatividade?

JC – O tempo dirá; mas o partido deve acompanhar o mandato dos seus representantes.EXTRA – Qual ou quais os fatores que o senhor acredita que não levaram a mais uma reeleição?JC – Não é uma avaliação tão fácil, mas como o processo eleitoral se formou em uma verdadeira anca de negócios, eu levo uma grande desvantagem.

EXTRA – O senhor está desapontado com o eleitorado alagoano? 

JC – Não só com o eleitorado, mas principalmente com a falta de uma fiscalização efetiva dos órgãos competentes e a conivência dos partidos.EXTRA – A compra de votos é um fator que desequilibra as candidaturas limpas?JC – Com certeza, a impunidade é o fator de maior incentivo, que tem gerado e incentivado a corrupção eleitoral.

EXTRA – Como o senhor avalia a nova composição de deputados da Assembleia Legislativa?

JC – A forma como foram conquistadas a maioria das vagas, com certeza dificulta uma composição, que aponta pra um debate político mais propício a democracia.

EXTRA – Há muitas especulações de que o senhor fará parte do governo Renan Filho. Há algo concreto nesse sentido? Já houve algum convite, alguma conversa?

JC – Até a presente data, não houve nenhum convite, mas caso venha a ser concretizado deveremos discutir junto com o PT. Estou  preparado para contribuir com o governo e o meu Estado.

EXTRA – Qual o legado que o senhor acredita ter deixado na ALE durante seus 8 anos de mandato?

JC – Minha participação efetiva, vários projetos importantes, meu compromisso ético, não sou alvo de nenhuma investigação e prestei contas de todas as verbas que foram destinadas ao meu gabinete.

EXTRA – Acredita ter a missão cumprida na Casa? Quais eram seus planos, em resumo, para sua próxima legislatura?

JC – Já tinha declarado que caso eleito, este seria meu último mandato na ALE. Irei repensar com meu grupo os novos projetos políticos.

EXTRA – O senhor tem planos de disputar uma cadeira na Câmara de Maceió? Pretende retornar à Casa de Tavares Bastos? Qual seu futuro político?

JC – No momento não definimos ainda quais as novas investidas políticas.   Aguardaremos a decisão do segundo turno das eleições presidenciais para definir os rumos políticos dentro do cenário que se instalar. Com certeza estarei presente, participando ativamente, buscando ajudar Alagoas, no seu desenvolvimento sustentável, com ou sem mandato.

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