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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 794 / 2014

02/11/2014 - 09:03:00

Prefeito de Rio Largo nega denúncia de improbidade

Toninho Lins diz que vereadores que o acusam tiveram parentes demitidos em cargos comissionados por recomendação do Ministério Público

Redação

O prefeito de Rio Largo, Antônio Lins de Souza Filho (PSB), o Toninho Lins, nega acusações feitas por um grupo de vereadores da oposição de que teria praticado diversas irregularidades durante a atual gestão. Ele afirma que as denúncias vieram à tona após alguns parentes dos parlamentares serem demitidos dos cargos comissionados. Ainda assim, garante mas que não haverá qualquer articulação de sua parte para que a Comissão Especial de Inquérito (CEI) solicitada pelos vereadores  não aconteça.Segundo Toninho, o corte dos familiares desses políticos na folha de pagamento do município aconteceu devido à recomendação do promotor de Justiça da Comarca de Rio Largo, Jorge Bezerra, de que parentes de 1º e 2º graus de vereadores, secretários, prefeito e vice devemn ser exonerados dos cargos. Inclusive, disse o prefeito, o irmão do vereador Ismael Ferreira era funcionário da Secretaria de Saúde e não trabalhava. O prefeito acrescentou que como o município tem mais de dois mil funcionários, não sabia da irregularidade, mas com a denúncia, ao tomar conhecimento do caso, exonerou o servidor e abriu processo administrativo. Segundo ele, o descontentamento com a gestão começou a partir daí.Outros parlamentares também tinham uma fatia na atual gestão. Ao todo eram de 10 a 14 indicações de cargos comissionados de parentes deles. O vereador Claudemir da Silva (o Mina) empregava a cunhada, a sogra e o irmão. Já o vereador Márcio Santos tinha o irmão e a mãe na cota de comissionados. Vale ressaltar que após demissão de familiares, Márcio apelou para alguns vereadores de que deveriam pedir ao prefeito para indicar o nome de seu irmão Marcos Santos como secretário de Esporte, já que a lei permite. No entanto, Toninho Lins não cedeu ao pedido do vereador.O prefeito afirmou que as denúncias são infundadas e partiram de um grupo de vereadores revoltados porque ele apenas fez cumprir a lei. “Alguns vereadores aceitaram a decisão, outros não. Exonerei todos os cargos indicados por eles e isso causou descontentamento”, explicou.Toninho Lins adiantou que não há nada a temer. Inclusive, garantiu que 100% das denúncias apresentadas pelos vereadores estão documentadas, e que por conta própria está concluindo um relatório que será encaminhado ao promotor de Justiça da Comarca de Rio Largo, Jorge Bezerra.


SEM QUALUQER CONSTRANGIMENTO  

O prefeito Toninho Lins garantiu que a CEI não irá lhe causar qualquer tipo de constrangimento e nem haverá articulação para barrar a Comissão. Pelo contrário, disse que nunca antes na história de Rio Largo houve de fato uma CEI, já que os prefeitos se articulavam e a medida não era implantada. Dessa vez, faz questão que tenha um desfecho.O gestor relembra que houve a tentativa de uma CEI no governo de Elisa Alves ( de 2000 a 2004), mas após articulação o vereador João Cláudio Malta retirou sua assinatura, impedindo que a investigação continuasse.

A história se repetiu na gestão de Vânia Paiva (2005/2008) onde novamente tentaram cria uma CEI, mas estranhamente o vereador Reginaldo Alves de Mendonça Filho (o Reginho) retirou sua assinatura.O prefeito afirmou que se depender dele a CEI vai acontecer, pois já foi vereador, inclusive da oposição, e esta é função do representante do povo. “Nesse momento não haverá qualquer articulação. Queremos que a CEI aconteça, já que o papel do vereador é  fiscalizar e criar leis  para o município”, disse ao acrescentar que estas denúncias são infundadas e de cunho meramente político.

Com um total de 2.500 servidores municipais, Rio Largo foi a cidade que registrou maior crescimento populacional em Alagoas: 4,78% entre 2013 e 2014, saltando de 71.834 para 75.267 habitantes, segundo dados do IBGE. No ranking, passou a ser o 3º maior município de Alagoas, atrás apenas da capital, Maceió, e de Arapiraca.

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