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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 794 / 2014

29/10/2014 - 21:03:00

Gabriel Mousinho

Novos planos de Renan

As conversas são apenas de bastidores, mas na eventualidade de Dilma Rousseff ser reeleita presidente do Brasil, o senador Renan Calheiros pode desistir de sua reeleição no Senado e emplacar no cargo de Ministro-Chefe do Gabinete Civil.Esta alternativa teria como grande objetivo sair da linha de fogo durante a eleição para a presidência do Senado, ficar mais próximo do poder em Brasília e dá vez ao seu suplente Fábio Farias, que tem sido um grande articulador de Renan para assuntos particulares e políticos.Nesta situação o senador Valdir Raupp disputaria a presidência do Senado e manteria uma relação muito mais próxima com a Câmara dos Deputados.Esta alternativa é comentada nos bastidores por pessoas muito ligadas ao senador, que poderia, com a nova missão no Gabinete Civil da Presidência, ajudar muito mais Alagoas e seu filho, o futuro governador.O projeto é tão interessante que até o ex-presidente Lula estaria achando simpática a ida de Calheiros para ficar perto de Dilma, o que amarraria os compromissos com o PMDB. Isto é claro, se Dilma vencer.

Incomodando

É visível a pressão que Cícero Cavalcante, ex-prefeito de São Luiz do Quitunde, vem fazendo aos Calheiros. Depois de perder as eleições onde ficou como primeiro suplente, ele só pensa naquilo, ou seja, assumir o mandato de deputado na Assembleia Legislativa.Pode parecer coincidência, mas, na semana passada, se falava até na possibilidade de Olavo Calheiros ser nomeado Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, o que faria Cavalcante deputado.Pelo sim, pelo não, Cícero vai ser um problema para o clã dos Calheiros até que sua situação seja resolvida, já que ele não admite ficar de fora do processo político, a que tanto lutou durante a campanha de Renan Filho e da própria, durante todos esses meses.A fatura pela fidelidade canina na campanha do futuro governador está sendo cobrada. E assim será até que a solução seja encontrada.


Novos nomes

Além da possibilidade de Ricardo Santa Rita ser indicado secretário da Gestão Pública, ex Secretaria de Administração, já se fala nos bastidores de que Marcus Vasconcelos seria o futuro Secretário do Trabalho e Ação Social e Joaldo Cavalcante, um nome respeitável no jornalismo alagoano, Secretário de Comunicação Social, na cota do senador Fernando Collor. Até a nomeação, é claro, são apenas especulações, mas com racionalidade.


Novos nomes 2

É quase certa a nomeação do engenheiro Mozart Amaral para a direção geral do Departamento de Estradas de Rodagem. Entraria na cota do deputado federal eleito, Cícero Almeida.


Novos nomes 3

Até o ex-ministro do Tribunal de Contas da União, Guilherme Palmeira, está sendo especulado para a Secretaria Extraordinária em Brasília, tanto pela sua proximidade com o poder, como pelo livre trânsito que conquistou em todas as áreas políticas da capital federal.

Lava a jato

A expectativa de novas revelações bombas sobre a Operação Lava a Jato, que inclui desvio de centenas de milhões de dólares de empresas vinculadas à Petrobras, não deve acontecer. Pelo menos é o que analisam boa parte da classe política. Mas se as delações de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff vierem à tona durante o mês de novembro, até o final do ano muita gente vai pedir o boné.

Paus mandados

Os prefeitos alagoanos, na sua maioria, é claro, dançam de acordo com a música, ou seja, obedecem aos gurus políticos, mesmo que contrariem uma justa reivindicação de melhor tratamento pelo governo federal. Na última segunda-feira, por exemplo, bastou um simples telefonema do senador Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, para que a manifestação prometida com paralisação dos serviços públicos fosse desfeita. Manda quem pode e obedece quem tem juízo.  Calheiros sai por cima junto à presidente Dilma, demonstrando que na Associação dos Municípios de Alagoas quem manda é ele.

Sem jeito

O prefeito Toninho Lins, de Rio Largo, parece que não tem mais jeito. Além dos problemas com a Justiça, agora enfrenta  a ira da Câmara de Vereadores que quer instalr uma Comissão Especial de Investigação para apurar supostas irregularidades. Entre as denúncias, uma versa sobre a coleta de lixo.


Dia D

No próximo domingo os brasileiros irão eleger o futuro presidente do Brasil, mas, ao contrário da eleição anterior, tanto Dilma como Aécio Neves podem levar a faixa presidencial. Numa campanha acirrada, com agressões dos dois lados, parece que não existe muito favoritismo nessa eleição.


Carona

O governador Téo Vilela sabe que não tem mais cacife eleitoral para transferir votos, mas faz o oba-oba com a candidatura de Aécio Neves. Uma forma de garantir um lugar ao sol caso o tucano vença as eleições. Como todo mundo sabe a eleição para presidente não tem dono de voto.


Esconder o quê?

No apagar das luzes o governador Téo manda para a Assembleia Legislativa um projeto de lei considerado inusitado: o de proibir que a imprensa tome conhecimento das tratativas de transição do poder executivo. Ou seja, o projeto obriga que tanto a equipe do Palácio dos Martírios como a equipe do futuro governador Renan Filho, fiquem de bico calado. Mas o governo quer esconder da população o quê?

Inversão de valores

A festa patrocinada por parte da população de Joaquim Gomes para receber os vereadores que haviam sido presos suspeitos de corrupção é uma demonstração do pouco caso que fazem de instituições sérias, como o Ministério Público e o Gecoc. A população deveria estar mais preocupada com a aplicação indevida do dinheiro público, com mensalinho para garantir votos e poder no município. É por isso e por outras coisas que os municípios vivem na miséria.

Decepção

Muitos dos que trabalharam ou apenas fingiram na campanha de Renan Filho, podem ficar decepcionados. O futuro governador não está nem aí com a possibilidade de aproveitar figuras bastante conhecidas no mundo político. Quer fazer um governo com menor influência política possível, para não quebrar o seu próprio compromisso durante a campanha eleitoral.


Doações de campanha

Nas próximas colunas iremos mostrar, detalhadamente, de acordo com informações da Justiça Eleitoral, quem foi que contribuiu para a campanha de governador, tanto de Renan Filho quanto de Benedito de Lira. São doações astronômicas até de entidades que não têm nada a ver com a política tupiniquim.


Doações de campanha 2

Até um hospital localizado em São Paulo, que praticamente ninguém nunca ouviu falar, fez doações generosas e que chegaram há alguns milhões de reais. É a mágica costumeira em tempos de eleição, principalmente porque o setor vive reclamando de dificuldades extremas e até mesmo fechando unidades hospitalares em todo o Brasil.


Arrumando a mala

Se o candidato do PSDB, Aécio Neves ganhar as eleições no domingo, muita gente vai começar a arrumar a mala a partir de segunda-feira. Se Dilma vencer as arrumações começarão a ser feitas nos próximos dias de novembro, onde os partidos aliados irão cobrar os seus espaços. 

De olho

Nem bem os deputados recém-eleitos foram empossados, mas já se fala nas eleições para prefeito de Maceió. A partir de agora, estão na listas vários candidatos que poderão enfrentar Rui Palmeira em caso de ir para a reeleição. Dois deles são Cícero Almeida, que já dirigiu o município por oito anos e Ronaldo Lessa, ex-prefeito da capital e ex-governador do Estado. Maurício Quintela e JHC também são outros com cacife suficiente para enfrentar as próximas eleições.


Quem será?

A grande indagação é sobre quem será o próximo presidente da Assembleia Legislativa. Isso só vai ser definido num encontro de lideranças com o futuro governador Renan Filho, que elegerá quem ele quiser. 

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