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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 794 / 2014

29/10/2014 - 20:35:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Dinheiro fácil. Cuidado!

Assim como ocorria na Europa e Estados Unidos antes da crise econômica mundial de 2008, com crédito a longo prazo, tudo fácil e juros baixos, o Brasil já vem entrando nessa onda desde a implantação do programa Minha Casa Minha Vida, empréstimo imobiliário, com subsídio pago pelo governo e pagamento em 30 anos  e agora o crédito direto a consumidor, em 120 meses. E no meio do caminho, se ocorrer desemprego, doença ou outro qualquer problema com o devedor, o que fazer? Perda total do que adquiriu, claro. O agente financeiro não leva prejuízo. Nos países do dinheiro fácil e barato, o que ocorreu foi a quebradeira dos bancos, devido a inadimplência, levando com eles milhares de empresas, a inflação subiu, a produção caiu e o desemprego aumentou assustadoramente. Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Irlanda, foram os mais afetados pela crise, exatamente porque seus governos gastaram muito dinheiro público com vários subsídios, incentivando a população a consumir cada vez mais, foi chegando a inflação, os preços disparando e a recessão levando esses países ao “fundo do poço”. Estão se recuperando, enquanto o Brasil continua adotando tudo que eles faziam antes da crise. 


Inadimplência

Já é notória a elevação da inadimplência em bancos, financeiras, lojas e outros segmentos da economia. O que ainda “seguram” os agentes financeiros é o chamado crédito consignado, porque o dinheiro entra em seu caixa todo mês, descontado do salário dos devedores, sejam servidores públicos ou privados.

 Impulso

O consumidor que compra ou toma dinheiro emprestado por impulso, vai chegar o dia em que não tem mais como cumprir seus compromissos, iniciando um ciclo que pode levar a dever mais do que o que ganha,  tendo que pagar juros e multas exorbitantes, pedir dinheiro a agiotas, usar todo o limite do cartão de crédito e cheque especial e, a dívida total, fica impagável.

Negociando

Nada mais correto do que negociar o débito, pagar conforme o prometido, quitar e jurar nunca mais se endividar, mudando seus hábitos de consumo, economizando ao máximo e vivendo de acordo com o que ganha, deixando pelo menos, 10% da renda para formar uma reserva financeira (caderneta de poupança) para qualquer emergência, até mesmo comprar o que tanto precisa, à vista, com descontos especiais. 

Sem SPC

Já tem financeira que empresta dinheiro até mesmo o chamado caloteiro, aquele que não paga o que deve e seu nome é incluido no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). É mesmo que agiota, que cobra até mais de 10% de juros e não tem qualquer garantia de pagamento do valor emprestado no final. No primeiro caso, não adianta incluir o devedor no cadastro negativo, exatamente porque ele pode voltar a pedir dinheiro na mesma financeira, que não dar valor aos órgãos de proteção ao crédito. 

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