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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 793 / 2014

23/10/2014 - 20:31:00

Assembleia tentará emplacar Sérgio Toledo na presidência em 2015

Grupo foi afastado no final de 2013, acusado de desviar R$70 milhões dos cofres do Legislativo Estadual

Carlos Victor Costa [email protected]

Ainda faltam quase quatro meses, mas a disputa pela sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas começa a desenhar um cenário provável. A disputa deve ser polarizada entre os deputados Ricardo Nezinho (PMDB) e Sérgio Toledo (PDT), ambos do bloco do governador eleito Renan Filho (PMDB).

Lembrando que Sérgio Toledo faz parte da atual Mesa, que foi afastada no final do ano passado, acusada de desviar pelo menos R$ 70 milhões para pagar gratificações e financiar campanhas de vereadores e prefeitos. As informações nos bastidores da política são de que alguns componentes da atual Mesa Diretora e conhecidos como “deputados da velha guarda” da Casa de Tavares Bastos teriam escolhido o nome do pedetista reeleito Sérgio Toledo.

Já o grupo dos novos deputados optam pelo nome do peemedebista Ricardo Nezinho. O nome de Olavo Calheiros, tio de Renan Filho, foi levantado, mas o ele aceitou ser o líder da chapa. Outra informação é de que até Renan Filho teria gostado da ideia do nome de Nezinho, pela força que ele tem na região do Agreste.O EXTRA levantou também que Renan Filho só participaria oficialmente da disputa caso não houvesse um consenso entre as chapas que o apoiaram, o que não deve ocorrer. Sendo assim o favoritismo seria de Nezinho, pelo fato de o mesmo ser do partido do governador eleito e ter um bom diálogo com os demais colegas parlamentares.


MINORIA

Uma terceira chapa poderia ser formada pelos opositores ao governo de Renan Filho, na qual estariam à frente Jó Pereira (DEM), Bruno Toledo (PSDB), Rodrigo Cunha (PSDB), Antônio Albuquerque (PRTB) e Davi Davino (PSB). Mas o problema é que eles representam a minoria e não teriam apoio para se eleger, de tal forma que é certo que o próximo presidente da Assembleia será oriundo do bloco que deu a vitória no último pleito a Renan Filho. O próximo líder do governo na Casa de Tavares Bastos ganhará  também a visibilidade natural do posto. 


IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 

No final do ano passado, uma decisão do juiz da 18ª Vara Cível de Alagoas, Alberto Jorge, afastou todos os integrantes da atual Mesa diretora da Assembleia Legislativa. Eles foram acusados de corrupção, e segundo o Ministério Público, teriam desviados pelo menos R$ 70 milhões para pagar gratificações e financiar campanhas de vereadores, prefeitos e deputados estaduais.A denúncia foi feita na época pelo agora deputado federal eleito João Henrique Caldas (SDD). Ele conseguiu, na Justiça Federal, ter acesso aos extratos bancários da Assembleia, através da Lei de Acesso à Informação.


DESVIO DE R$ 300 MILHÕES

Esta é a segunda vez que a mesa diretora é afastada por ordem judicial. A primeira foi em 2008, quando investigações da Polícia Federal apontaram desvios de R$ 300 milhões. Segundo as investigações, os próprios deputados encabeçavam a organização criminosa.Em 2008, dez deputados estaduais foram indiciados pelo desvio milionário.

Os seis afastados foram: o presidente da Assembleia, deputado Antônio Albuquerque (PRTB), Cícero Amélio (PMN), primeiro-secretário, Nelito Gomes de Barros (PTB), segundo secretário, Edval Gaia Filho (PSDB), terceiro-secretário, e Maurício Tavares (PTB), quarto secretário. Além, do primeiro suplente da Mesa Diretora, deputado Dudu Albuquerque (PSB).Já da atual Mesa foram afastados o presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), o 1º Vice-Presidente Antonio Albuquerque (PRTB), o 2º Vice-Presidente, Sérgio Toledo (PDT), o 3º Vice-Presidente, Jota Cavalcante (PDT), o 1º Secretário, Maurício Tavares (PTB), o 2º Secretário, Marcelo Victor (PTB), o 3º Secretário, Marcos Barbosa (PPS) e o 4º Secretário, Dudu Hollanda (PSD). 

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