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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 793 / 2014

21/10/2014 - 14:10:00

PEDRO OLIVEIRA

Dilma e Aécio. Quem mentiu mais?

Para mim a melhor definição sobre o debate entre os candidatos Aécio Neves e Dilma Rousseff promovido pela TV Bandeirante coube ao jornalista Josias de Souza em seu blog: “Uma briga de pátio de escola”. Os dois adversários não possibilitaram nenhum brilhantismo ou conteúdo programático para oferecer aos milhões de eleitores que ainda não definiram seus votos. Em minha opinião se for por programa de governo e propostas continuam sem saber em quem votar.Os dois tentaram durante todo o debate provar quem mentia mais. Como disse o próprio Josias, Dilma Rousseff e Aécio Neves jogaram lama um no outro. Brandiram argumentos para provar que os dois são mentirosos, levianos e malfeitores. Indignos, portanto, do amor da República. Um espetáculo deprimente. A certa altura, Aécio soltou os punhos: “Todos nós, brasileiros, acordamos a cada dia surpresos com novas denúncias. Em relação à Petrobras é algo absolutamente inacreditável.

Eu vi um momento apenas de indignação da candidata ao longo de todo esse período em que essas denúncias sucessivas chegaram aos brasileiros. Foi no momento em que houve o vazamento de alguns depoimentos nesses últimos dias. Não vi a mesma indignação em relação ao conteúdo desses vazamentos.”Dilma levantou a guarda: “A minha indignação em relação a tudo o que acontece, inclusive no caso da Petrobras, é a mesma de todos os brasileiros. A minha determinação de punir todos os investigados que sejam culpados, os corruptos e os corruptores, é total.

” Tudo Empulhação petista! Dilma não pode punir ninguém. Isso é atribuição do Judiciário.Aécio socou novamente: “No momento em que o diretor nomeado por seu governo está devolvendo R$ 70 milhões aos cofres públicos, assume que roubou, que desviou dinheiro da Petrobras, quero saber: quais foram os bons serviços prestados por esse diretor, segundo atesta o seu ato de exoneração da Petrobras.”Aécio teve a oportunidade de aplicar um nocaute verbal em sua oponente. Bastaria que tivesse dito algo assim: “Pois é, candidata, só que quem está atrás das grandes são os mensaleiros do PT.” Disse algo menos impactante, contudo.

“A senhora busca comparar coisas muito diferentes. Não queira nos igualar, candidata.”Aécio agradou quando pediu que o eleitor decida se quer “continuidade ou mudança radical”. Ele afirmou que o Brasil avançou muito nas últimas décadas, citando que tudo começou com a estabilidade econômica “com a oposição do PT”. Ele elogiou também os avanços no governo Lula, mas afirmou que o país andou para trás com a presidente Dilma, com inflação, recessão e perda de credibilidade. Aécio defendeu que seu governo será capaz de garantir a “reconciliação, sem divisão Norte e Sul”Na verdade Aécio Neves, muito mais preparado, diante de uma adversária visivelmente acuada e sem defesa, não soube aproveitar a chance  que teve de massacrar Dilma. O eleitor indeciso certamente ficou se perguntando: quem mentiu mais, Aécio ou Dilma? E vai ficar aguardando os próximos debates para definir seu voto, ou também não definir.

Fala o farsante

Ele é na verdade um grande cínico. Nada viu do mensalão, dos corruptos do seu governo, dos ladrões do seu podre partido. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o vazamento dos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa à Justiça, divulgado na imprensa. No depoimento, Youssef afirmou que  Costa foi empossado no cargo em 2004 após o então presidente Lula ceder a pressão de “agentes políticos”. Sabe-se (e a própria justiça registrou em depoimento) que Lula não gostava de Paulo Roberto e não aceitou a indicação. Por conta disso a pauta do Senado e da Câmara permaneceu obstruída por mais de trinta dias e só foi liberada depois de sua nomeação para a diretoria da Petrobrás. A pressão política e do cartel formado pelas maiores empresas de construção do país venceu a batalha. E o Brasil perdeu.


Confissões escabrosas

Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa disseram à Justiça que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, operava desvios na Petrobras para o partido.  . Sem mencionar diretamente o caso da Petrobras, Lula disse, durante discurso em plenária do PT em São Paulo, que toda eleição “é a mesma coisa” e que está “de saco cheio”.“Toda época de campanha é sempre o mesmo cenário. Eles começam a levantar denúncias, e denúncias não precisam ser provadas, é só insinuar. Quando insinua, a imprensa dá destaque: as revistas publicam e a televisão divulga o tempo inteiro. Ninguém tem que provar nada, é só insinuar. Eu queria dizer que eu já estou de saco cheio. Estou cansado. Todo ano é a mesma coisa: é eleição para a prefeitura, é eleição para presidente, é eleição para governador. Daqui a pouco eles estarão investigando como é que nós nos comportávamos dentro do ventre da nossa mãe”. Esse comportamento é impossível saber, mas por outro lado pode se atestar que essas mães pariram uma penca de filhos com o DNA do crime de corrupção e que mais  tarde criaram um partido que se transformou na maior e mais perversa quadrilha  de saqueadores dos cofres públicos. 


Haverá confronto?

Um dos mais comentados acontecimentos do primeiro turno da eleição presidencial foi o embate entre William Bonner e Dilma Rousseff no Jornal Nacional. Os dois ficarão frente a frente mais uma vez no dia 21, quando a candidata à reeleição for sabatinada no Palácio da Alvorada, em Brasília. Patrícia Poeta, que deixa a bancada do JN no dia 31, participará da entrevista. A transmissão será ao vivo.A questão é: Bonner repetirá o comportamento enérgico, contestando a todo momento as afirmações da presidente, sem disfarçar a insatisfação com as respostas?Após o primeiro ‘duelo’ com a presidenciável, Bonner usou  as redes sociais  para justificar a pressão direcionada contra Dilma: “Jornalista que não é incisivo com o entrevistado vira assessor de imprensa”.

Chatice e oportunismo de seu Amaral

O ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral (o homem da bomba atômica) foi praticamente execrado do partido que se achava dono após a morte do ex-governador Eduardo Campos. Ao seu estilo de atitudes sempre fisiologistas e que convirjam para os seus interesses tentou atrapalhar o processo de construção de uma candidatura socialista chegando a se desentender com o ex-presidente do partido que contra a sua vontade não aceitou qualquer aliança com Dilma, Lula e o PT. Construindo candidatura  própria estancada com o trágico acidente que o vitimou. Com a morte prematura de Campos, Roberto Amaral viu mais uma vez a chance de se debandar para os braços da candidatura de Dilma. Com minoria no diretório nacional e sem merecer a confiança das principais lideranças do PSB viu , mais uma vez, seus devaneios frustrados, com o surgimento e a confirmação da candidatura de Marina Silva. Emburrado e contrariado teve que engolir a vontade da maioria. Ao final do primeiro turno Amaral prepara novo e manjado golpe para levar o apoio socialista para a candidatura de Dilma. Sentiu que não conseguiria fazer valer a sua vontade doentia e derrotado mais uma vez só lhe restou ir sozinho para os braços dos petistas, o que lhe custou o afastamento do diretório e mais tarde, com certeza, a expulsão. É um cidadão que pensa exatamente do seu tamanho e teve o que mereceu. Na verdade “é um chato”  como bem o definia Eduardo Campos, que só o suportava pela memória de Miguel Arraes. 


O governo de Renan 

Embora haja uma inquietação e expectativa entre seus correligionários vitoriosos, o governador eleito Renan Filho não tem pressa em anunciar os nomes dos que comporão o primeiro time de seu governo. Em seu caderno de anotações já constam alguns nomes com os quais gostaria de contar como colaboradores, mas vai deixar  que passe a eleição e dar o devido tempo para ai então montar o complicado xadrez da gestão pública. Haverão as composições políticas claro, mas sua preocupação maior é com o núcleo  pensante que deverá com competência, responsabilidade e fidelidade ao que prometeu em campanha, realizar um governo empreendedor e de resultados.


Apoio a um juiz de coragem

Lideranças de partidos de oposição na Câmara dos Deputados decidiram apresentar uma moção de apoio ao juiz federal Sérgio Moro, que comanda as investigações da operação Lava Jato. O juiz passou a ser alvo de crítica do PT depois que, na semana passada, foram tornadas públicas declarações do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef denunciando esquema de corrupção na estatal para beneficiar partidos da base aliada. Também juízes federais e procuradores da República divulgaram manifestações de apoio a Moro.

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