Acompanhe nas redes sociais:

26 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 793 / 2014

21/10/2014 - 14:00:00

Difícil é escalar o time

JORGE MORAIS Jornalista

Como se desenhava durante todo o processo eleitoral, a vitória do candidato Renan Filho no primeiro turno para o Governo de Alagoas, não causou surpresa a ninguém. Independente dos resultados das pesquisas divulgados durante toda a campanha, que sempre apontaram o candidato em primeiro lugar e com uma vantagem que garantia a vitória no primeiro turno, Renan Filho não sabia da missa um terço em relação ao que vinha pela frente depois de eleito.Segundo as pessoas mais próximas do governador eleito, o mesmo não está conseguindo dormir, com tanta gente interessada em fazer parte do seu governo, e todos querem sempre um pedaço grande dessa fatia do bolo. Isso tudo é fruto da coligação gigante que montou – o chamado chapão -, onde onze partidos deram apoio direto, outros não se coligaram, mas estavam juntos, enquanto alguns outros, mesmo com candidaturas próprias, como PSDB e PP, trabalharam para a eleição de Renan Filho.

Agora, o buraco é mais embaixo. Chegou à hora da prestação de contas para a distribuição dos cargos de todos os escalões. Durante a campanha, o governador eleito foi bem claro ao dizer que seu governo seria feito por técnicos, especialistas das funções, que cabem a ele nomear. No entanto, mesmo técnicos, quase a totalidade do primeiro escalão, será de indicação dos parlamentares eleitos no pleito do dia 05 de outubro.Ou você tem alguma dúvida de que Ronaldo Lessa, Marx Beltrão, Givaldo Carimbão, Paulão e Cícero Almeida não estão interessados e de olho no governo? Todos vão dizer que estão preocupados com o crescimento de Alagoas, com melhorias na educação, saúde, segurança, mais emprego, tudo em nome de uma governabilidade que passa pelos cargos existentes na estrutura do estado.

Segundo as informações nos meios políticos, Renan Filho já conta com apoio de 21 deputados eleitos para a Assembléia Legislativa. Comenta-se, ainda, que, em nome dessa mesma governabilidade, o candidato eleito precisa contar com o apoio de muitos parlamentares, o que se faz necessário fatiar esse bolo em mais pedaços. Diferente disso, sem a maioria, o governo fica travado em suas ações e medidas que são cobradas pela maioria da população que o elegeu.Como o governo é para todos, as cobranças também são de todos. Por isso, nesse momento, a escolha deve ser muito criteriosa e profissional, devendo o governante procurar errar o mínimo possível nessa hora. Verdade ou mentira os comentários dão conta de que os pedidos não são poucos.

Muitos não se contentam com uma secretaria ou cargos menores. Nessa hora, como coadjuvantes do processo eleitoral, eles querem mais, muito mais.Então, o que fazer? As informações que se tem é que Renan Calheiros Filho é duro na queda e o que ele prometeu vai cumprir: um governo melhor, com transparência, projetado no futuro do estado e no seu futuro pessoal. Ele sabe que, se no início não for forte, poderá se perder nesse caminho que ele mesmo traçou. A partir de agora, está lançado um desafio construído para oito anos de governo e o final dessa caminhada só depende dele.Quem trabalhou em sua campanha diz: o homem é calado, prefere ouvir mais a falar, metódico, exigente, fiscalizador e cobrador. Em alguns momentos de pouca conversa.

Foi assim durante toda campanha, bem diferente do comportamento mais espontâneo, político e aberto de seu pai, o senador Renan Calheiros. Seu estilo chegou a preocupar os correligionários no início, e, por outro lado, em nenhum momento se deixou levar pela euforia da vitória antes do tempo.Além do mais, direta e indiretamente, estão os cargos reservados ao senador Renan Calheiros, muito forte nesse processo, independente de ser pai do governador eleito, e o senador reeleito Fernando Collor que deve ficar com duas secretarias, entre elas, a de Comunicação Social, já que ele é o maior empresário do ramo no estado.  

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia