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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 792 / 2014

15/10/2014 - 21:08:00

Governador eleito terá maioria na Assembleia e na Câmara Federal

Renan Filho tem o apoio de 21 dos 27 deputados estaduais e de seis dos nove deputados federais eleitos

Carlos Victor Costa [email protected]

O governador eleito Renan Filho (PMDB) não vai ter de se esforçar para construir uma forte base aliada na Assembleia Legislativa de Alagoas, necessária para a aprovação dos projetos do Executivo. Pelo que se desenha a partir do resultado das urnas, ele tem a seu favor 21 dos 27 deputados estaduais. Isso porque parlamentares de outras coligações declararam apoio ao filho do presidente do Senado, Renan Calheiros, antes mesmo da votação de domingo.

Ao todo, 13 siglas conquistaram vagas na Casa de Tavares Bastos nesta eleição, uma a mais do que no pleito de 2010. Ocorre que, apesar de o Executivo ter mudado de mãos, a composição do Legislativo seguiu mais ou menos a mesma divisão atual. Só que desta vez a maioria dos eleitos faz parte da base do governador que irá assumir o lugar de Teotonio Vilela Filho (PSDB) a partir de janeiro do ano que vem: 12 fazem parte das 11 siglas (PMDB, PSD, PSC, PROS, PV, PDT,PT,PT do B, PC do B, PHS, PTB) que apoiaram o peemedebista na disputa contra Biu de Lira (PP).

Além disso, Renan Filho teve o apoio de dois deputados eleitos do PRTB, três da chapa tucana, que era composta ainda pelo PRB, e quatro eleitos da chapa de Benedito de Lira, que são dos partidos PPS, DEM e PSB, respectivamente. Em 2010 a maior bancada era do PSDB, com seis deputados. A partir de janeiro de 2015, os tucanos continuarão com maioria na Casa de Tavares Bastos, porém com duas vagas a menos. O partido de Renan Filho e o PRTB vêm logo atrás com três deputados cada.

Partidos como PTB, PT do B e PTN, que tiveram deputados eleitos há quatro anos, desta vez não elegeram nenhum. De acordo com os bastidores da política, a base de Renan Filho pode aumentar. Nomes como os de Davi Davino (PSB), Antônio Albuquerque (PRTB) e Francisco Tenório (PMN) podem auimentar o número de apoios ao filho de Renan Calheiros. Da oposição, quem dificilmente fecharia acordo com o peemedebista seriam Jó Pereira (DEM), por ser da família de Benedito de Lira, Bruno Toledo (PSDB), parente de Alexandre Toledo - vice da chapa de Biu-, e Rodrigo Cunha (PSDB), que deverá se manter neutro na ALE. 

Além dessa base na ALE, Renan Filho conta no Congresso Nacional com os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor de Mello (PTB), reeleito neste pleito. Já na Câmara Federal, o peemedebista terá o apoio dos deputados federais Givaldo Carimbão (PROS), Marx Beltrão (PMDB), Ronaldo Lessa (PDT), Cícero Almeida (PRTB) – apesar deste ter sido eleito por outra coligação – e Paulão (PT). Correndo por fora, aparece o nome de Pedro Vilela (PSDB), que era visto constantemente em eventos de Renan Filho, durante a campanha. 

Má surpresa 

Durante a campanha, o senador reeleito Fernando Collor e   o governador eleito Renan Filho apostavam que tanto o ex-prefeito de Maceió Cícero Almeida quanto o ex-governador Ronaldo Lessa, teriam, cada um, 150 mil votos. Há quem diga que Collor, na realidade, considerava o númeo muito alto, mas que  Renan Filho havia assegurado que ambos conseguiriam a votação. Engano: Cícero Almeida, que andava pelas ruas dizendo que teria uma votação histórica, ficou de fora, o que pode lhe tirar a condição de candidato natural na disputa pela prefeitura de Maceió em 2016. 

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