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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 792 / 2014

15/10/2014 - 20:57:00

Renan Filho começa a definir nomes (e perfis) de secretários

Luciano Barbosa deve assumir Secretaria da Fazenda; ministro do Turismo também é cotado

Odilon Rios Repórter

Menos de uma semana após as eleições, os grupos políticos que gravitam em torno do novo governador Renan Filho (PMDB) começam a disputar seu quinhão na vasta máquina pública de Alagoas. E o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), é o primeiro da fila: articula nomes de peso para integrar a equipe do filho. 

O primeiro da lista foi convocado a pedido de Renan: o atual ministro do Turismo, o agrônomo Vinícius Nobre Lages, chamado pelo PMDB de “quadro técnico de alto luxo”. Em Alagoas, o destino dele ainda não é claro. Deve ocupar uma assessoria especial de planejamento de ações, com funcionamento ao lado do futuro gabinete de Renan Filho.

A proposta é que este cargo- que ainda não existe- possa atrair grandes empresários do ramo do turismo no país, aproveitando as potencialidades alagoanas, já que o Estado é um dos destinos mais procurados, no Nordeste. O objetivo de Vinícius é que a máquina pública possa aumentar a arrecadação e movimentar ainda mais o mercado hoteleiro.

Há discussões internas, no âmbito da futura equipe, quanto à construção de um segundo centro de exposições e convenções. Considera-se que o atual, o Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá, não comporta mais, sozinho, o “turismo de eventos”.

Para a área econômica, há dois nomes cotados: o vice-governador Luciano Barbosa (PMDB) deve acumular a Secretaria da Fazenda. Barbosa não tem apenas a confiança de Renan-pai, mas também a experiência de ter sido ministro da Integração Nacional e um diagnóstico técnico das contas alagoanas. A avaliação interna é se juridicamente é possível o vice-governador acumular duas funções na máquina pública.Outro nome vive em Salvador, apesar de ser alagoano: Manoel Carnaúba Cortez.

Foi vice-presidente da Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem. Renunciou ao cargo, em Alagoas, no ano de 2012. A Braskem é uma das maiores petroquímicas do mundo.

Ele deve ocupar uma secretaria com funções semelhantes à de Planejamento e Desenvolvimento Econômico. A proposta também é de atrair empresários e incrementar a renda no Estado.Outros dois nomes foram sondados a ocupar cargos na era Renan Filho, mas recusaram: o empresário Fábio Farias e o médico José Wanderley Neto. Os motivos passam pela experiência negativa de ambos no Governo Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Fábio foi o primeiro secretário de Educação e Esportes, a pasta mais afetada pelo decreto de Vilela que cortou aumentos salariais concedidos no Governo Ronaldo Lessa. Foi vítima de uma decisão atabalhoada do governo. Hoje é suplente de Renan-pai no Senado Federal.Wanderley Neto também foi vítima dos tempos tucanos. Era vice-governador e o principal negociador com os grevistas de todas as áreas, também atingido no rastro do decreto que cortou aumentos salariais. 

Apesar da negativa de ambos, eles estão sendo procurados para avaliar nomes para áreas sociais do governo, como Saúde e Educação. Podem mandar mais, se quiserem.Aparentemente em silêncio na discussão dos nomes está o senador Fernando Collor (PTB), peça fundamental na eleição de Renan Filho. Os cargos pedidos por ele ainda são um segredo.O deputado federal Cícero Almeida (PRTB) não dorme no ponto e prepara a sua fatura para a máquina estadual. 

Eleições facilitadas por Vilela

Uma semana após o final das eleições, a avaliação é que os resultados eram mais que previsíveis. Tudo ficou sem surpresas ou grandes novidades. O regente da orquestra foi, mais uma vez, o senador Renan Calheiros. O comentado – e bem sucedido - acordo entre as principais lideranças do PMDB e do PSDB, mais precisamente entre o atual presidente do Senado e o governador Téo Vilela, resultou na escolha de Renan Filho para governador e na figuração do candidato do PSDB, Júlio Cézar, que teve votação de nanico, com 8% dos votos. 

Como previsto, houve a eleição de Pedro Vilela (PSDB), o sobrinho do governador, para a Câmara dos Deputados, fazendo dobradinha em muitos municípios com o candidato do PMDB; assim como a ausência de críticas ao governo tucano durante toda a campanha.A promessa de Renan-pai de que prevaleceria “o debate e não o embate” foi cumprida ao pé da letra.

Renan Filho atacou as áreas de Educação e Saúde de Alagoas, que estiveram nas mãos de secretários escolhidos por Biu de Lira, deixando de lado a responsabilidade do governador Téo Vilela. Agora é esperar para ver os desdobramentos desse acordo. Muitos acreditam que será a ida de Téo Vilela para virar ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) ou uma eleição de senador em 2018, em nova dobradinha com Renan-pai; outros acham que Renan Filho fará vistas grossas para o balanço do governo Téo e que até chamará alguns de seus aliados para participar do próximo governo. Nestes dois casos, somente o tempo poderá confirmar ou não o que hoje é especulação.

Por outro lado, o acordo político de Renan Calheiros com Fernando Collor, Ronaldo Lessa e com o PT também deu resultados mais que positivos. O senador Collor foi reeleito sem receber críticas ao seu desempenho político anterior; o ex-governador Ronaldo Lessa volta à cena política com um mandato de deputado federal e a possibilidade de ser o candidato a prefeito em 2016; e o PT elege, pela primeira vez em sua história, um deputado federal, Paulo Fernando dos Santos, o Paulão. O mandato atual é de suplente.

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